As
guerras dos anos 1990 na ex-Iugoslávia constituíram o pior conflito
vivido na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Pouco analisada fora de
chavões preconceituosos sobre a “violência balcânica” e menos ainda
entendida em suas características complexas, a chamada Guerra da Bósnia
tem sido usada no discurso atual como metáfora da tragédia que as
hesitações internacionais sobre operações militares de “intervenção
humanitária” podem provocar em conflitos variados. Neste livro, J. A.
Lindgren argumenta que o exemplo da Bósnia deveria espalhar-se não como
estímulo a intervenções militares, mas como ilustração da facilidade com
que as diferenças étnicas, hoje tão “hegemônicas”, quando
excessivamente cultivadas, podem ser manipuladas por ambições
destrutivas rumo à ingovernabilidade, à “balcanização” e à guerra.

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