Em processo de reforma lançado em 2009, a UNESCO enfrenta, desde 2011,
séria crise financeira, resultante da suspensão do pagamento das
contribuições dos Estados Unidos, em resposta à entrada da Palestina
como membro pleno da Organização. Para o autor, do cruzamento entre a
reforma e a crise da UNESCO, estaria emergindo o que nomeia de “venda”
da Organização, por meio do crescente apelo a fontes externas para
financiamento, planejamento e execução de suas iniciativas. Tais
processos, à luz do contexto da transição em andamento no sistema
internacional, “revelam e refletem o potencial e os limites da
desconcentração do poder, bem como as incertezas que hoje pairam sobre o
multilateralismo da vitória aliada na Segunda Guerra Mundial”. Segundo o
autor, o momento oferece a atores como o Brasil – dotados de recursos
e, ao mesmo tempo, interessados na preservação da Organização – especial
oportunidade para atuação diplomática em favor do fortalecimento de uma
plataforma de difusão de poder brando.
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