Descoberto na Tanzânia e com o
primeiro diagnóstico da doença verificado em dezembro de 2013 nas Américas, o
vírus chikungunya vem se espalhando cada vez mais rápido no Haiti. A nota
estratégica “Break Your Bones: Mortality and Morbidity Associated with Haiti’s
Chikungunya Epidemic”, coordenada pelo Instituto Igarapé, pesquisou mais de 3
mil famílias (aproximadamente 14 mil pessoas) e centenas de turistas e chegou à
conclusão de que a doença está fora de controle e em estágio avançado de
disseminação no país caribenho. A Agência de Saúde Pública do Caribe informou
que existem mais de 135 mil casos confirmados até este mês. Entre os principais
resultados registrados no estudo, além da ampla disseminação do vírus, foi
constatada a suscetibilidade de crianças e adultos à moléstia: quase 10% de
todos os adultos e crianças entrevistadas registraram sintomas da febre
chikungunya. A pesquisa acrescenta que os diversos fatores de risco
estatisticamente significativos associados com a doença — por exemplo ter um
membro da família acometido pelo vírus ou diagnóstico passado de dengue em casa
— também respondem por tal surto. Além do Caribe, onde há essa epidemia, o
chikungunya — que não tem cura e cujas vacinas estão em estágio embrionário de
desenvolvimento — é transmitida em países da África e da Ásia. De dezembro de
2013 a maio de 2014 já foram registrados mais de 61 mil casos da doença, entre
suspeitos e confirmados, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
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