A criação, em 1946, da Fundação da Casa Popular, e a do Banco Nacional de Habitação (BNH), em 1964, são as duas mais conhecidas iniciativas no período que ilustram a tentativa de equacionar o problema habitacional. Essa prioridade a nível do urbano é explicável em virtude do processo de rápida industrialização das últimas décadas, que, atraindo um imenso contingente rural para as metrópoles e cidades médias, praticamente congestionou a rede urbana existente, incapaz de responder adequadamente às novas demandas. O resultado foi escassez de moradia, alta dos aluguéis, aumento de construções clandestinas, favelas, especulação imobiliária e pressão sobre o sistema político. O Brasil, que em 1940 possuía 68,8% de sua população no campo, inverteu essa posição em 1980. Dados preliminares do censo indicam que 67,6% da população brasileira reside em centros urbanos.
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