Há uma estética do protagonismo de sujeitos comuns na televisão brasileira contemporânea. Lançados ao espetáculo midiático, as experiências, juízos, vivências ou problemas desses “comuns” instaura novos modelos de programação, que esgarçam o conceito dos gêneros factuais, embaralhando-os com formas ficcionais. Para caracterizar esses espetáculos de realidade, busca-se reconhecer as matrizes históricas da estética do protagonismo de sujeitos comuns em formas como o folhetim e o fait divers, gêneros que, latu sensu, inscrevem-se, respectivamente, no universo ficcional e no campo do factual. Considerando posturas que qualificam os gêneros, de maneira mais ampla, como uma competência cultural de reconhecimento, o que se apresenta é uma proposta para a classificação do espetáculo de realidade, um novo gênero, ora inserido na categoria informativa ora no entretenimento, mas de condição híbrida nos aspectos concomitantemente factuais e ficcionais dos formatos através dos quais se veicula: declarações de opinião; depoimentos de experiência pessoal e os reality shows propriamente ditos.
Baixe o arquivo no formato PDF aqui.
Nenhum comentário:
Postar um comentário