A crítica marxista do Estado é válida e aplicável a qualquer Estado e não apenas ao Estado da burguesia. Com efeito, todo o Estado é um Estado de classe, o da classe dominante. Karl Marx, n'O Capital, e Friedrich Engels, n'A Situação da Classe Operária na Inglaterra, não se contentaram com denunciar a economia política burguesa: aspiram por um futuro socializado, do qual toda a economia política, todo o poder, tanto o trabalho como os tempos livres, tanto a cidade como o campo, fossem banidos. A utopia marxista vai ao encontro da utopia de Fourier. Os fatos contemporâneos condenam-na. A cidade moderna, sede e instrumento do neocapitalismo, torna-se caa vez mais monstruosa e a história contemporânea não assistiu à tão apregoada decadência do Estado. Toda e qualquer sociedade traz consigo a sua utopia. Mas agora já sabemos que não basta uma simples planificação das forças produtivas para lhe encontrar solução.
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