
Grande parte das pessoas que vivem no campo, procuram de algum modo
viver em auto-suficiência, seja praticando agricultura para consumo
próprio, cozendo o seu pão, ou reparando os seus equipamentos
domésticos. No entanto neste mundo em que nos inserimos e em que somos,
cada vez mais, dependentes uns dos outros, a auto-suficiência completa
será, verdadeiramente, impossível de atingir. Mas John Seymour não via a auto-suficiência como um isolamento do
indivíduo em relação à sociedade, pelo menos é o que se depreende das
suas palavras, pois ele acreditava nesse modo de vida com a integração
do indivíduo em comunidades de pessoas com a mesma filosofia de vida, em
que poderia existir uma colaboração efectiva entre os seus membros, com
estes a entreajudarem-se nos diversos trabalhos do dia-a-dia. Para John Seymour a auto-suficiência não era, pois, o regresso a um
passado mítico, em que as pessoas recorriam a utensílios arcaicos para
arrancar a custo dos solos a sua subsistência, mas sim um modo de vida
colaborante, solidário e saudável e não apenas reservado a quem
possuísse alguns hectares de terreno, pois mesmo quem vivesse no seu
apartamento, numa cidade qualquer, podia de algum modo praticar
auto-suficiência, desde que fizesse algo por isso, como cozer o seu pão
com trigo comprado aos camponeses ou que realizasse o conserto dos seus
próprios sapatos, por exemplo.
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