A intenção do autor é estudar o doente, investigando seus sentimentos e
seu papel no contexto da tuberculose. Para tanto, ele desvenda a doença,
os especialistas, as instituições e as relações sociais relacionadas à
peste branca no Brasil nos primeiros cinqüenta anos do século passado.
Interessante para os profissionais de saúde, historiadores e todos os
interessados pelo enfoque humano na história da tuberculose, este livro
discute a construção do ideário sobre a doença no Brasil, analisando
comportamentos individuais e coletivos. A utilização de fontes
documentais diversas, como obras literárias e os prontuários médicos, é
importante, na medida em que constituem peças fundamentais na composição
da história social da doença e do doente e de todos os envolvidos na
tragédia regida pela tuberculose.
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Estamos Em Uma "Casa" Nova
Convidamos todos os nossos visitantes a conhecerem a nova Biblioteca Virtual Livr'Andante ( www.livrandante.com.br ).
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sexta-feira, 3 de junho de 2016
segunda-feira, 16 de maio de 2016
Claudio Bertolli Filho - Genetocentrismo: Mídia, Ciência E Cultura Na Modernidade Tardia
O programa de sequenciamento (ou leitura) do genoma humano e o
impacto da descoberta do chamado "livro da vida" na cultura popular está
no centro deste trabalho, que procura, com uma abordagem de matriz
antropológica, desvendar o processo de "fetichização" desenvolvido pela
mídia em torno do assunto. O autor percorre o encadeamento de ideias que permitiu a ampla
divulgação dos acontecimentos em torno do sequenciamento do genoma
humano, e acompanha com isenção as notícias sobre o tema produzidas e
articuladas pela mídia impressa, representada no livro pelo jornal Folha
de São Paulo. Segundo ele, o entusiasmo - observado em escala global - foi nutrido
pela presunção de que o conhecimento pormenorizado do genoma humano
poderia, em curto prazo, oferecer respostas satisfatórias para um grande
número de problemas relacionados à saúde, à longevidade e ao
funcionamento da vida social. Os "fantásticos benefícios" das novas descobertas científicas
alardeadas pela mídia ganhariam a dimensão, segundo o autor, de uma
verdadeira "cultura genetocêntrica", isto é, de elemento explicador de
praticamente tudo: da doença ao amor, do tempo de vida individual ao
homicídio ocorrido em algum canto da cidade.
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