Perguntam com frequência qual o
crítico que me influenciou e sinceramente tenho dificuldade em responder. Foram
muitos e nenhum. Nem mesmo Rubem Biáfora, que só fui conhecer melhor quando nos
tornamos colegas de jornal. Mas tinha um crítico que eu lia, guardava o nome e de
que gostava muito: Alfredo Sternheim, que escrevia no Estado de S. Paulo. Até
hoje ainda admiro seu estilo limpo, claro, com belo texto mas sem pedantismo.
Onde dá para perceber que é bem informado (e bem formado). Que sabe das coisas
mas não se preocupa em gritar isso aos quatro ventos. E demonstra a cada
momento sua paixão pelo cinema e seu inconformismo com a má utilização da
linguagem, a estreiteza de idéias e a mesquinhez do ambiente.
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