O cineasta e escritor Antonio Carlos da Fontoura (1939) conta
ao também escritor Rodrigo Murat que, certo dia, caminhava por uma estrada que
não sabia aonde ia dar. Sentou-se, então, para descansar um pouco, quando ouviu
pelo rádio de um boteco Erasmo Carlos cantando: "Estou sentado à beira de
uma estrada / que não tem mais fim". Murat escreve: "É mesmo longa a
estrada de Fontoura". O livro-depoimento Espelho da Alma cobre boa parte
dessa longa caminhada empreendida por Fontoura. Inclui-se aí o seu trabalho
como dramaturgo e ator no Centro Popular de Cultura (CPC), ao lado de Oduvaldo
Viana Filho e Armando Costa, sua tentativa frustrada de seguir carreira como
geólogo, o lendário curso sobre as técnicas de cinema direto feito com o sueco
Arne Sucksdorff, curso que inspirou toda uma geração de cineastas e
documentaristas brasileiros, sua experiência com Eduardo Coutinho em Cabra
Marcado Para Morrer, o trabalho como critico de cinema ao lado de Glauber Rocha
no Diário Carioca, a parceria com o grupo Opinião e, dentre muitas outras
coisas, sua carreira com roteirista e diretor de cinema e televisão.
Responsável por filmes fundamentais como Ver Ouvir, Copacabana me Engana e A
Rainha Diaba, Fountoura surge por inteiro em Espelho da Alma.
Baixe o arquivo no formato PDF aqui.

Nenhum comentário:
Postar um comentário