Neste
livro pretende-se analisar, por meio dos comentários publicados pelo jornal O
Estado de S. Paulo, os rastros deixados pelos colaboradores que, durante os
anos de 1938 a 1945, interpretaram os acontecimentos do campo internacional
como transformadores da realidade interna. Nesse sentido, não se trata de
estudar os fatos que marcaram a Segunda Guerra Mundial, mas sim de demonstrar
de que modo os articulistas construíram imagens que se firmaram ao longo do
tempo e que destoavam, em grande medida, das diretrizes propugnadas pelo Estado
Novo.
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