Desde o final do século XIX,
as elites intelectuais argentinas recorreram às teorias raciais e étnicas para
explicar a formação da sua pátria. Disso resultou a noção do "crisol de
raças", fundamentada em concepções biológicas e no darwinismo social, que
se constituiu em mecanismo de controle social e étnico para nacionalizar as
massas chegadas durante o processo de imigração européia a partir de 1880.
Neste livro são analisadas as relações existentes entre Carlos Octavio Bunge
(1875-1918) e José Ingenieros (1877-1925), autores que compartilhavam das
mesmas idéias étnicas e da preocupação em decifrar a história nacional, ambos
considerados, por isso, pertencentes a essa corrente cientificista. A pesquisa
para a obra abrange a produção desses intelectuais em importantes revistas do
no início do século XX, como por exemplo: Revista de Derecho, Historia y
Letras, Revista de Filosofia, Cultura, Ciencias y Educación e El Monitor de la
Educación Común.
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