O
livro analisa a revista Gil Blas, fundada por Álvaro Bomilcar e Alcebiades
Delamare em 1919, no Rio de Janeiro, e cuja importância histórica reside
principalmente no extremado nacionalismo de sua linha editorial. Em quatro
anos, foram publicadas 164 edições da revista, que passou por várias fases,
caracterizadas por propostas nacionalistas diversas, as quais imprimiram um
caráter bastante dinâmico a seus objetivos. A publicação alcançou tamanha
relevância em sua época que chegou a servir como porta voz do governo Epitácio
Pessoa (1919-1923) e a reunir o que se tornaria o arcabouço das várias
concepções nacionalistas que vigorariam ao longo da década de 1920. O objetivo
deste trabalho foi, principalmente, distinguir os projetos defendidos nas
páginas da revista e, ainda, esclarecer se havia consonância entre seu
ecletismo e seu posicionamento político e doutrinário. O autor também se
debruça sobre o projeto temático-editorial da revista, que continha grande
diversidade de seções e artigos, cobrindo as mais diferentes áreas, de esporte
e literatura a política, passando pelas questões relativas ao operariado, quase
sempre com viés nacionalista que beirava a xenofobia.

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