França, 1870. Atormentado pelo desejo de matar as mulheres por quem
se sente atraído, o maquinista Jacques Lantier se refugia no comando de
sua Lison, a possante locomotiva a vapor com que periodicamente cruza a
linha Paris-Le Havre. Os trilhos sobre os quais roda fazem com que seu
destino se cruze com o da bela e cruel Séverine, e determinam as vidas
dos tocantes personagens do livro. Émile Zola é o grande mestre do naturalismo francês, gênero
especializado em exacerbar as fraquezas morais dos indivíduos e as
realidades sociais mais degradadas. A besta humana faz
parte da saga naturalista Os Rougon-Macquart, o portentoso projeto
literário de Zola ao qual pertencem também outros clássicos como
Germinal e Nana.
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