
Falar de liberdade não é falar de uma ideia só, mas de múltiplas ideias que não são, com toda a certeza, ideias do mesmo. E se, em vez de ideias, se disser ideais, o problema nada perde em complexidade – há ideais de liberdade distintos, e também os há contraditórios ou mesmo conflituais. À parte outras razões, conflitos entre ideais de liberdade têm participado historicamente da justificação das crises da Modernidade. A liberdade move povos, quer como ideal a perseguir quer como status a salvaguardar. Teoricamente, a importância do conceito de liberdade, caso se pudesse falar de um tal conceito, entenda-se como se de um só se tratasse, e caso essa importância se deixasse medir assim, é dada pelo valor fundacional que desempenha, ou se disputa desempenhar, em contextos filosóficos tão variados como a Ética, a Teoria Política, a Antropologia Filosófica. Além disso, há uma tão notável quanto antiga questão em torno da metafísica da liberdade – ao fim e ao cabo, perguntar-se-á, pode haver liberdade? Ou talvez de forma menos atreita a escândalos – que pode a liberdade ser?
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