A presente pesquisa propõe o levantamento da trajetória profissional do artista
gráfico Manoel Bandeira. Esta se realiza a partir da catalogação e
categorização de sua produção. Nascido em 1900, ele desenvolveu entre 1915
e 1960 uma intensa relação com a indústria gráfica do Estado. Nosso objetivo
foi a realização de um panorama de sua produção. E, a partir de
questionamentos relacionados às suas práticas gráficas, posicionar suas
colaborações dedicadas à indústria gráfica local, dentro da memória do Design
de Pernambuco. Inicialmente, contextualizamos seu cenário cultural e social.
Apresentamos suas origens e formação, com destaque para sua passagem
pelo Liceu de Artes e Ofícios, ambiente de convívio com as artes aplicadas e
ideias que invadiam o território das ditas artes liberais. Em seguida exibimos
sua produção organizada em etapas temáticas, com certa cronologia.
Posteriormente observamos todo o material segundo alguns aspectos formais,
como tipos de traços, número de cores e detalhes de composição, em que
notamos alguns caminhos recorrentes que nos denotam três estilos básicos e
suas derivações. Entre seu aparato de habilidades artísticas e projetuais, as
possibilidades de impressão e as influências artísticas e culturais de sua
contemporaneidade, Bandeira forjou linguagens gráficas próprias. De
composições de alta complexidade a propostas gráficas de formas sintéticas, o
conjunto de sua obra nos apresenta uma prática de importância indiscutível
para a memória do Design em Pernambuco.
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