Desde algum tempo para cá, a libertação animal e
os ativistas que lutam em seu nome têm sido confundidos num discurso e ação
turbulentos. Apesar das teorias sobre a libertação animal e o seu ativismo
serem raramente bem recebidos, ou tomados com eriedade pelo pensamento maioritário
esquerdista, muitos anarquistas começam a econhecer a sua legitimidade, não
apenas como causa válida, mas também como um aspecto integral e indispensável
da teoria radical e da prática revolucionária. Enquanto a maioria que se
autodenomina anarquista não abraça a libertação animal e o seu modo de vida
correspondente – veganismo – um crescente número de jovens anarquistas estão a adotar
a ecologia e liberação animal como parte integrante da sua práxis. Da mesma forma,
muitos veganos e alfs2 estão a ser influenciados pelo pensamento anarquista e a
sua valiosa tradição. Tal é evidenciado com a crescente hostilidade dos
ativistas pela libertação animal em relação às estadistas, capitalistas,
sexistas, racistas e idadistas normas estabelecidas, que têm escalado a
intensidade da sua guerra, não apenas em animais não-humanos, como também nos seus
sustentadores humanos. A relativamente nova comunidade de alfs está rapidamente
a tomar consciência da totalidade da força que serve de combustível à máquina
do especismo, representada pela sociedade moderna. Com o crescer dessa
consciência, deverá também crescer a afinidade entre alfs e os seus mais
socialmente orientados companheiros, os anarquistas.

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