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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Renata Avelar Giannini - Promover Gênero E Consolidar A Paz: A Experiência Brasileira














O Brasil promove ações que reconhecem que a violência baseada em gênero tem efeitos duradouros para a paz e a segurança internacional. Este reconhecimento se dá principalmente através de atividades de proteção no terreno e projetos de cooperação técnica focados na prevenção da violência sexual. Ao mesmo tempo, no entanto, observa-se que o engajamento diplomático brasileiro com essa questão é ainda tímido. Além disso, há lacunas no âmbito das instituições nacionais, particularmente no que tange à equidade de gênero no interior de três grupos-chave: Forças Armadas, corporações policiais e corpo diplomático. Este artigo explora os principais assuntos relacionados ao tema no Brasil.

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Ilona Szabó De Carvalho - O Despertar Da América Latina: Uma Revisão Do Novo Debate Sobre Políticas De Drogas













A América Latina enfrenta níveis impressionantes de violência organizada e interpessoal, boa parte dela ligada à produção e ao tráfico de drogas ilícitas e à chamada “guerra às drogas”. No entanto, existem evidências de uma crescente resistência ao regime mundial de controle das drogas e à sua quase exclusiva ênfase no controle da oferta, realizada por meio de medidas de repressivas. Este relatório avalia como as mudanças em curso na América Latina estão desafiando os alicerces deste regime. Na última década, duas comissões independentes – a Comissão Latino-americana sobre Drogas e Democracia e a Comissão Global de Política sobre Drogas – quebraram o tabu e começaram a discutir políticas de drogas alternativas. Ambas enfatizaram a necessidade de uma mudança de paradigma das abordagens repressivas para intervenções preventivas que tenham foco na redução de danos e na segurança cidadã. Encorajados por recomendações destas comissões, diversos líderes latino-americanos estão discutindo uma abordagem mais equilibrada para a política de drogas. Alguns governos estão fazendo experiências com leis e modelos de regulação adaptados às suas realidades e necessidades locais. Estes e outros esforços poderão ter implicações significativas não apenas para a política de drogas na América Latina, mas no mundo.

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Juan Carlos Garzón Vergara - A Diáspora Criminal: O Alastramento Transnacional Do Crime Organizado E As Medidas Para Conter Sua Expansão














A expansão do crime organizado transnacional é o principal desafio para a segurança dos países da América Latina e do Caribe. As facções criminosas têm conseguido expandir sua presença para além dos seus países de origem em busca de novos refúgios. As respostas dadas pelos governos, especialmente aqueles que privilegiaram o uso da força, ao invés de conter a criminalidade, têm funcionado como agente potencializador de sua propagação para novos territórios. Este documento procura compreender a dinâmica do crime organizado transnacional e a forma como as mudanças nas tendências regionais têm impacto nas situações nacionais e locais – e vice-versa.

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Athena R. Kolbe, Augusta Herman & Robert Muggah - Break Your Bones: Mortality And Morbidity Associated With Haiti’s Chikungunya Epidemic (Inglês)
















Descoberto na Tanzânia e com o primeiro diagnóstico da doença verificado em dezembro de 2013 nas Américas, o vírus chikungunya vem se espalhando cada vez mais rápido no Haiti. A nota estratégica “Break Your Bones: Mortality and Morbidity Associated with Haiti’s Chikungunya Epidemic”, coordenada pelo Instituto Igarapé, pesquisou mais de 3 mil famílias (aproximadamente 14 mil pessoas) e centenas de turistas e chegou à conclusão de que a doença está fora de controle e em estágio avançado de disseminação no país caribenho. A Agência de Saúde Pública do Caribe informou que existem mais de 135 mil casos confirmados até este mês. Entre os principais resultados registrados no estudo, além da ampla disseminação do vírus, foi constatada a suscetibilidade de crianças e adultos à moléstia: quase 10% de todos os adultos e crianças entrevistadas registraram sintomas da febre chikungunya. A pesquisa acrescenta que os diversos fatores de risco estatisticamente significativos associados com a doença — por exemplo ter um membro da família acometido pelo vírus ou diagnóstico passado de dengue em casa — também respondem por tal surto. Além do Caribe, onde há essa epidemia, o chikungunya — que não tem cura e cujas vacinas estão em estágio embrionário de desenvolvimento — é transmitida em países da África e da Ásia. De dezembro de 2013 a maio de 2014 já foram registrados mais de 61 mil casos da doença, entre suspeitos e confirmados, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

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sábado, 27 de setembro de 2014

Instituto Igarapé - Tornando As Cidades Brasileiras Mais Seguras















O que o Brasil está fazendo para reduzir a violência? Registrando mais de 50 mil assassinatos por ano ao longo da última década, o Brasil é um dos países mais violentos do planeta: cerca de uma em cada dez vítimas de violência letal no mundo reside no Brasil. É dentro deste cenário que especialistas e estudiosos reúnem esforços para contribuir para a criação de uma estratégia nacional de prevenção da violência homicida e para reverter esses números a partir de estudos e propostas de iniciativas eficazes, tomando ainda como exemplo programas já existentes em outros estados brasileiros. Na primeira edição de seus Diálogos de Segurança Cidadã, o Instituto Igarapé apresenta as análises de especialistas brasileiros sobre as lições aprendidas em quatro Estados: Pernambuco, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

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