O ator russo Constantin Stanislavski, escreve a sua história trazendo à
nós, a preparação certa para as pessoas que se interessam pelas “Artes
cênicas”. Dito por muitos como: O Manual do teatro.
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Convidamos todos os nossos visitantes a conhecerem a nova Biblioteca Virtual Livr'Andante ( www.livrandante.com.br ).
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domingo, 20 de novembro de 2016
sábado, 19 de novembro de 2016
Slavoj Žižek - Lacrimae Rerum: Ensaios Sobre Cinema Moderno
Lacrimae Rerum reúne um conjunto de ensaios de Slavoj Žižek sobre o
cinema moderno, propondo um estudo aprofundado sobre as motivações de
diretores renomados internacionalmente como Krzysztof Kies'lowski,
Alfred Hitchcock, Andrei Tarkovski e David Lynch, até do sucesso de
bilheteria hollywodiano Matrix. Žižek mostra imagens que são tão
familiares quanto fabricadas, evidenciando como as histórias, mesmo que
críticas, nos fornecem um panorama estático da realidade. São feitas de
denúncias cínicas de mazelas, contra-balanceadas por uma crença
irracional na essência da situação, de modo que a ficção concede
legitimidade ideológica ao real. Segundo o autor, em prefácio para a
edição brasileira, embora totalmente desiludidos, tais personagens são
daqui e aqui devem ficar, esse sofrimento é seu mundo, eles lutam para
encontrar um sentido na vida dentro dessas coordenadas, e não para ir à
luta recorrendo a meio radical qualquer. Já nas palavras de Sérgio
Rizzo, que assina a orelha da obra, a erudição de Slavoj Žižek não
caminha apenas sobre as pedras da filosofia, da psicanálise e da cultura
erudita, mas também, e com idêntica desenvoltura, sobre o universo
fabular para consumo de massas criado pela indústria do entretenimento,
com destaque para a hollywoodiana.
quinta-feira, 17 de novembro de 2016
Charles Dickens - Um Cântico De Natal
Um Cântico De Natal tem como protagonista Ebenezer Scrooge, um pão-duro,
proprietário de uma casa de contabilidade e empregador do pobre Bob
Cratchit, seu escriturário. Scrooge evita fazer quaisquer gastos, tanto
que no inverno, à época do Natal, o escritório é aquecido apenas por uma
pequena lareira. Para Scrooge, isso não é um problema, uma vez que a
sua frieza interior é constante, e o conforto de outras pessoas para ele
não é importante.Na véspera de Natal, Scrooge, sozinho e renegando
qualquer companhia, recebe a visita do espírito de seu sócio, Jacob
Marley, que lhe confidencia que um destino igual ao dele estará
reservado a Scrooge se o mesmo não se redimir de seu comportamento. Para
tal, três fantasmas virão lhe visitar e trarão a oportunidade para que
ele reflita sobre sua condição e através da mudança de hábitos limpar
sua consciência. Charles Dickens foi um dos principais cronistas de seu tempo, retratando
através de suas obras as mudanças que estavam ocorrendo na Inglaterra
vitoriana, em função da industrialização e reforma de valores. Mais do
que um simples contador de histórias, Dickens se valeu de suas obras
para criticar as diferenças sociais e a sociedade em que vivia,
alertando para a necessidade de retomada dos valores humanos.
quinta-feira, 10 de novembro de 2016
Slavoj Žižek - Lacrimae Rerum
Lacrimae Rerum reúne um conjunto de ensaios de Slavoj iek sobre o cinema
moderno, propondo um estudo aprofundado sobre as motivações de
diretores renomados internacionalmente como Krzysztof Kieslowski, Alfred
Hitchcock, Andrei Tarkovski e David Lynch, até do sucesso de bilheteria
hollywodiano Matrix.
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terça-feira, 8 de novembro de 2016
Júlio Cabrera - O Cinema Pensa: Uma Introdução A Filosofia Através Dos Filmes
Para Julio Cabrera, grandes diretores de cinema como Ingmar Bergman,
Alain Resnais, Stanley Kubrick ou mesmo Steven Spielberg não são apenas
cineastas, são filósofos. No livro O cinema pensa, o autor defende sua
teoria de que os filmes, mais do que experiências estéticas ou produtos
de lazer para as massas, são conceitos-imagem, ferramentas poderosas
para a exposição e a discussão de questões caras à humanidade. Seguindo
esse raciocínio, Cabrera discute Roman Polanski com base em Santo Tomás
de Aquino, compara Michelangelo Antonioni a Descartes, analisa Wim
Wenders sob a ótica de Hegel e estabelece um paralelo entre Nietzsche e
Oliver Stone, por exemplo. Cabrera discute o valor da vida com base em
Schopenhauer, Luis Buñuel e Frank Capra. Para falar da relação entre
política e pensamento, ele invoca Karl Marx, Costa-Gavras e o Oliver
Stone de JFK – A pergunta que não quer calar. As fragilidades da cadeia
casual são expostas através da análise de filmes como Pulp fiction –
Tempo de violência, de Quentin Tarantino, e Não matarás, de Krystof
Kieslowski, em contraposição às teorias de Locke e Hume. Kant dialoga
com o Peter Weir de Sociedade dos poetas mortos e o Fred Zinnemann de O
homem que não vendeu sua alma, quando o assunto é liberdade. Hegel joga
luz sobre os conceitos-imagem de Paris, Texas, de Wim Wenders, Império
do Sol, de Steven Spielberg, O turista acidental, de Lawrence Kasdan, e
Hiroshima meu amor, de Alain Resnais. Cabrera também disseca os filmes
de Clint Eastwood, Lindsay Anderson, Ridley Scott, Ingmar Bergman, Frank
Darabont, Roman Polanski e tantos outros, além de discutir o pensamento
de Nietzsche, Heidegger, Wittgenstein, Bacon, Aristóteles, Platão e
Sartre. Se a filosofia se deixa atingir por tudo o que o homem faz e se
ela se redefiniu com o surgimento do mito, da religião, da ciência, da
política e da tecnologia, por que não seria assim com a arte e, mais
especificamente, a arte cinematográfica? Com O cinema pensa, Cabrera
insere a filosofia na cultura contemporânea para discutir temas
universais sob uma ótica atual.
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segunda-feira, 31 de outubro de 2016
Luiz Carlos Oliveira Jr. - A Mise En Scène No Cinema: Do Clássico Ao Cinema De Fluxo
Por que, afinal continuar a falar da mise en scène nos dias de hoje, se o que vemos, desde a passagem dos anos 1990/2000, é o surgimento de um cinema que escapa à definição tradicional elaborada pelos jovens críticos dos Cahiers du cinéma, na década de 1950? A mise en scène, neste intervalo de 50 anos, teria se diluído, se tornado tão pouco aparente ou necessária aos filmes, que Jacques Aumont, a propósito de um filme desta nova leva, teria indagado “Será o fim da mise en scène?” indicando uma crise ou um certo mal estar que ronda, cada vez que o termo vem a tona. Se por um lado faz pouco sentido se falar em mise en scène como se falava há 60 anos, por outro, a carência de uma adequação do conceito que dê conta de apreender e expressar esta parcela da direção cinematográfica deixa evidente que discutir a mise en scène ainda possui uma função, mesmo que seja para dizer, a propósito destes filmes atuais, o que ele não é. José Carlos Oliveira Jr., em A mise en scène no cinema – do clássico ao cinema de fluxo, confronta o conceito definido anteriormente para falar dos filmes de diretores como Alfred Hitchcock, Howard Hawks, Fritz Lang e Otto Preminger, com o “cinema de fluxo”, termo cunhado em uma série de artigos por Stéphane Bouquet a propósito de filmes que surgem no final dos anos 1990 e continuam em voga. Esta oposição entre dois tipos de cinema existe desde os primórdios do cinema ou, podemos dizer, na própria gênese do dispositivo. Como o próprio autor salienta, o cinema se divide entre duas vocações: “contar histórias herdadas do romance do século XIX” e “promover um alargamento da percepção e permitir ao homem que descubra um novo acesso aos fenômenos”.
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quarta-feira, 26 de outubro de 2016
Paulo Emílio Sales Gomes - O Cinema No Século
Muitos dos textos reunidos neste volume tiveram origem numa possível
programação da incipiente Cinemateca Brasileira, entidade que Paulo
Emílio tentou implantar por vinte anos. Serguei Eisenstein, Charles
Chaplin, D. W. Griffith, Orson Welles, Federico Fellini e Jean Renoir
são alguns dos nomes que formam o panteão do crítico e que servem de
objeto de análise a ele neste volume de textos iluminados e
esclarecedores. Se hoje são nomes entronizados na estante de qualquer cinéfilo, na
época em que Paulo Emílio escrevia suas obras eles estavam em pleno
processo de consagração — e esses ensaios contribuíram de modo decisivo
para esse processo no Brasil.
Raduan Nassar - Lavoura Arcaica
Lavoura arcaica é um texto em que se entrelaçam o novelesco e o
lírico, por meio de um narrador em primeira pessoa - André, o filho
encarregado de revelar o avesso de sua própria imagem e,
conseqüentemente, o avesso da imagem da família. É sobretudo uma
aventura com a linguagem: além de fundar a narrativa, a linguagem é
também o instrumento que, com seu rigor, desorganiza um outro rigor, o
das verdades pensadas como irremovíveis. Lançado em dezembro de 1975, Lavoura arcaica
foi imediatamente considerado um clássico, "uma revelação, dessas que
marcam a história da nossa prosa narrativa", segundo o professor e
crítico Alfredo Bosi.
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terça-feira, 25 de outubro de 2016
Sérgio Dias Branco - Por Dentro Das Imagens: Obras De Cinema, Ideias De Cinema
A primeira parte inclui análises a obras
de cinema, de filmes isolados a grupos de filmes de cineastas. A segunda
parte contém reflexões sobre ideias do cinema, não aquelas
desenvolvidas pelos artistas, mas aquelas que emergem da história e
prática do cinema e do pensamento que as tenta acompanhar. As duas
partes conjugam-se, demonstrando as cisões e intersecções entre a
análise fílmica e a reflexão teórica. A experiência de uma obra no
presente dá lugar, mais tarde, à consideração dessa experiência passada
que se torna presente. De igual modo, as ideias do cinema estão antes e
depois da percepção dos filmes e da reflexão sobre eles, num permanente durante.
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domingo, 23 de outubro de 2016
Hugo Moura & Denise Godinho - Coisas Eróticas
O Brasil é considerado o terceiro maior mercado produtor de filmes
pornôs do mundo. Produtoras, distribuidoras, técnicos, atrizes, atores e
outros profissionais se beneficiam hoje de um mercado ainda em
constante crescimento. Mas como tudo começou? Como surgiu a ideia de se
fazer um filme tendo como maior atrativo o sexo explícito? Para falar da
primeira produção brasileira de filme pornô os jornalistas Denise
Godinho e Hugo Moura foram atrás dessas respostas e lançam Coisas
Eróticas: A História Jamais Cantada da Primeira Vez do Cinema Nacional. Os
autores buscaram todos os envolvidos. Entrevistaram atores, produtores e
parentes. O resultado é uma coleção de histórias engraçadas, dramáticas
e curiosas. Por exemplo: você sabia que a primeira cena de sexo
explícito no nosso cinema foi entre duas mulheres? E que naquele momento
uma das atrizes beirava os quarenta graus de febre? O que Fred
Flintstone tem a ver com "Coisas eróticas"? Como a produção da película
conseguiu driblar a rigorosa censura da época? Saiba também como estão
todos hoje, exatamente trinta anos da estreia do filme nas salas
brasileiras em 1982.
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quinta-feira, 20 de outubro de 2016
Lúcia Machado De Almeida - O Escaravelho Do Diabo
Alberto é estudante de medicina, mora com os pais e com o irmão, que é
morto com uma espada no peito enquanto dormia e pouco tempo depois de
ter recebeido um pacote com um escaravelho. Inconformado com a perda do
irmão, Alberto decide investigar. Pouco tempo depois outra morte acontece na pensão da pequena cidade
do interior de São Paulo. A polícia acha que os assassinatos não tem
nada em comum, mas depois do terceiro assassinato a polícia se convence
que três ruivos são mortos depois de receber um escaravelho não pode ser
coincidência. A polícia decide não contar para a imprensa o que está
acontecendo para não alarmar o assassino, mas todos os ruivos da cidades
são avisados para ficarem atentos e se possível sair da região por
preucaução. A polícia e Alberto não tem pista nenhum sobre o assassino, qualquer
pessoa pode ser ele. Mas Alberto desconfia que a chave para o mistério e
o assassino estão relacionado com a pensão da senhora Cora O’Shea.
Alberto não vai sossegar e desistir da busca até descobrir quem matou
seu irmão.
terça-feira, 18 de outubro de 2016
Adriana Falcão - A Máquina
A Máquina é uma fábula sobre o amor e o
tempo. Um jogo de aposta: "você quer que eu traga o mundo pra você?" Uma
nova autora e uma prosa que, no dizer de Luis Fernando Verissimo, "tem
sortilégio": "A gente se encanta com ela no sentido de se deliciar, mas
também no sentido de cobra hipnotizada." Nascida no Rio, mas criada em
Recife, Adriana Falcão é roteirista da TV Globo (escreveu para as séries
"Comédia da Vida Privada", "Brasil Legal" e "Mulher"). Em A Máquina,
ela nos conta da vida em Nordestina, um lugar onde ninguém mais quer
ficar. Esta cidadezinha é o cenário da história de amor entre Antonio e
Karina. No afã de satisfazer os desejos de Karina, Antonio jura viajar
até o futuro, oferecendo a própria vida como garantia de sua proeza. Com
seu texto preciso e poético, Adriana Falcão nos traz essa história
delicada e afetuosa, tão brasileira quanto universal. Uma história capaz
de parar o tempo.
sexta-feira, 14 de outubro de 2016
Tales A. M. Ab’Sáber - A Música Do Tempo Infinito
A obra é um compilado de ensaios que investigam a cultura clubber e a música eletrônica, muito populares na década de 1990, e também analisam o modo de funcionamento atual da indústria do entretenimento, a partir do filme Corra, Lola, corra (1998), dirigido por Tom Tykwer.
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quarta-feira, 12 de outubro de 2016
Jean-Luc Godard - Introdução A Uma Verdadeira História Do Cinema
No outono de 78, Serge Losique, diretor do Conservatório de Arte
Cinematográfica de Montreal, que no ano anterior acolhera Henri
Langlois, propos-me continuar o trabalho empreendido por ele. Em vez de
ministrar cursos tal como se faz nos dias de hoje em todas as
universidades do mundo, propus a Losique considerar o assunto ... como
um negócio ... um gênero de co-produção que seria uma espécie de roteiro
de uma eventual série de filmes intitulada Introdução a uma Verdadeira
Historia do Cinema, verdadeira no sentido de que se comporia de
imagens e sons, e não de textos, embora ilustrados.
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segunda-feira, 10 de outubro de 2016
Lawrence Krauss - A Fisica De Jornada Nas Estrelas
Se você gosta de assistir Jornada nas Estrelas, está em boa companhia.
Alguns dos mais importantes físicos do mundo, desde Kip Thorne até
Steven Weinberg e Sheldon Glashow também gostam, e um passatempo popular
nas reuniões e no correio eletrônico de físicos profissionais é a
discussão sobre os fundamentos científicos. Agora você pode se divertir
também. Como o universo de Jornada nas Estrelas se encaixa no
universo real? Descubra os erros e acertos científicos dos criadores do
seriado neste fascinante guia escrito por um renomado físico teórico. Qualquer
um que já se tenha perguntado "Mas isso pode mesmo acontecer?" obterá
explicações úteis sobre o universo de Jornada nas Estrelas (e também
sobre o mundo real da Física) através deste interessante e acessível
guia. Lawrence M. Krauss audaciosamente vai onde Jornada nas Estrelas
foi — e até mais além. Ele utiliza o futuro de Jornada nas Estrelas como
uma plataforma de lançamento para discutir os temas atuais da Física
moderna. De Newton a Hawking, de Einstein a Feynman, de Kirk a Picard,
Krauss o levará a uma viagem ao mundo da física tal como o conhecemos e
tal como ele um dia poderá ser.
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domingo, 9 de outubro de 2016
César Almeida (Org.) - Cemitério Perdido Dos Filmes B
Prepare-se para conhecer um universo lendário e fascinante, cheio de
ousadia, paixão, coragem e também muita cara de pau. Cemitério Perdido
dos Filmes B: Exploitation! é um mergulho radical no lado obscuro do
Cinema, das selvas infestadas de canibais aos templos de lutadores no
oriente, passando pelas ruas perigosas das grandes metrópoles e
padecendo em campos de prisioneiros em terras distantes. Doze corajosos
autores se aventuram por 140 filmes de diversos gêneros, relatando com
horror, humor e amor o que o Cinema tem a oferecer de mais intenso!
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quarta-feira, 28 de setembro de 2016
Denilson Lopes - No Coração Do Mundo: Paisagens Transculturais
Um dos tradicionais conceitos de nação é o de uma comunidade política
autônoma e de território definido que partilha instituições comuns
(constituição, governo, sistema judiciário). Ou o de uma comunidade de
indivíduos ligados por identidade de origem, língua, costumes, religião.
Atualmente, no entanto, as nações tiveram suas fronteiras rompidas e
extrapoladas: culturas, línguas e costumes dialogam constantemente em um
processo permanente de diáspora. Reina, portanto, um desejo cosmopolita
de estar no mundo, mas sem, no entanto, deixar de estar no local. É
desse entre-lugar, marcado pelo apagamento de fronteiras espaciais ou
temporais, que o professor da Escola de Comunicação da UFRJ, Denilson
Lopes, lança um olhar lúcido e sem nostalgia sobre as questões culturais
da atualidade, notadamente a produção cinematográfica. Nos 10 ensaios
desta coletânea, Denilson Lopes se debruça sobre o cinema contemporâneo,
inevitavelmente marcado pela globalização. A partir de personagens
presentes na obra de cineastas como Wong Kar-Wai, Karim Aïnouz e Claire
Denis, e de temas como a fragmentação e o fim das utopias, o autor
reflete sobre uma nova cinematografia, distanciada do conceito de
cultura nacional, que se faz a partir do espaço dos afetos.
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quarta-feira, 7 de setembro de 2016
William Da Silva Lima - Quatrocentos Contra Um
Tem-se comparado o Brasil
de hoje à Colômbia. No entanto, lá as duas partes em conflito negociam. Aqui, não se aventa
a possibilidade de ouvir a versão
do outro lado em busca de um
pacto. Mais uma vez, a literatura
presta um serviço, apontando os
erros a serem corrigidos. William da Silva Lima foi preso
pela primeira vez em 1959, aos 17
anos, conduzido ao Recolhimento Provisório de Menores por suspeita de furto. Em 1961, foi condenado por roubo no Rio e cumpriu
pena em Bangu e no Lemos de
Brito. Considerado um dos fundadores do Comando Vermelho,
ele reedita "Quatrocentos contra
Um", alardeando um retrato desanimador: de 1960 para cá, nada
mudou nos presídios brasileiros.
1 - Na chegada, é praxe os presos
serem obrigados a passar por um
corredor polonês, em que são espancados pelos homens da lei.
2 - Quando os presos se organizam e criam uma liderança política nos presídios, ela é reprimida e
seus membros, transferidos.
3 - Muitos presos com penas vencidas apodrecem nas cadeias.
4 - Não há nos presídios postos do
Ministério Público para acompanhar os processos.
5 - Carcereiros facilitam fugas
também para derrubar diretorias
e autoridades "liberais". Apesar de fugas e solturas, Lima, 59, casado, quatro filhos, sem
profissão definida, continua preso (em Bangu 3, presídio de segurança máxima). Ele já "viveu" em
19 presídios, inclusive no da Ilha
Grande, onde se plantou a semente da organização criminal.
domingo, 4 de setembro de 2016
Tom Stempel - Por Dentro Do Roteiro
Em Por Dentro do Roteiro, Tom Stempel analisa grandes obras e
terríveis fracassos da história do cinema e mostra como o trabalho do
roteirista – dos primeiros esboços até o roteiro final – se transforma
no filme em que vemos na tela. Um livro essencial para profissionais e
para aqueles que desejam ter uma visão mais profunda da narrativa
cinematográfica.
Cécile Sabourin & Josée Belleau - Mulheres E Economia
Mesmo com a palavra economia significando o cuidado da casa ou do lugar (oikos = casa; nomia = regras), as ciências econômicas sempre tiveram muita dificuldade em tratar o trabalho realizado pelas mulheres e sua visão sobre a economia. Como podemos admitir, por exemplo, que o trabalho doméstico, tão importante para o cuidado e reprodução da vida, tenha sempre ficado ausente do debate econômico? Como podemos aceitar que, recorrentemente, o trabalho realizado fora da lógica mercantil – vender e comprar – tenha sido completamente descartado daquilo que possa ser considerado uma atividade econômica? Este caderno não busca dar respostas acabadas a essas questões. Busca trazer para o debate este assunto praticamente invisível, a participação das mulheres na economia, além de buscar também lançar bases para a transformação das práticas e das teorias econômicas, sob uma perspectiva de solidariedade, colaboração e sustentabilidade. Neste sentido, as propostas aqui relatadas constituem-se, na realidade, uma agenda de trabalho para aquelas e aqueles que quiserem participar deste mutirão de idéias, concepções e propostas alternativas para construir uma outra maneira de pensar e de fazer a economia a partir da perspectiva das mulheres.
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