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quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Carla Guanaes-Lorenzi & Outros (Orgs.) - Psicologia Social E Saúde: Da Dimensão Cultural À Político-Institucional














Os vinte capítulos que compõem esta publicação representam o crescimento e o movimento de mudança que a área da Psicologia Social e Saúde vivenciou com o processo de institucionalização das práticas profissionais promovido pelo SUS e seus dispositivos institucionais. O aspecto contextual e a alteridade apresentados por Spink como pontos fundamentais para o desenvolvimento das práticas em instituições de saúde perpassam a produção do conhecimento apresentado nesta publicação, evidenciando a marca da coletividade da perspectiva social para o campo da saúde. Práticas Sociais, Políticas Públicas e Direitos Humanos reúne trabalhos completos oriundos do XVII Encontro Nacional da Associação Brasileira de Psicologia Social – ABRAPSO, realizado na Universidade Federal de Santa Catarina em outubro de 2013.

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quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Aline Accorssi & Outros (Orgs.) - Distintas Faces Da Questão Social: Desafios Para A Psicologia














Práticas Sociais, Políticas Públicas e Direitos Humanos reúne trabalhos oriundos do XVII Encontro Nacional da Associação Brasileira de Psicologia Social - ABRAPSO, realizado na Universidade Federal de Santa Catarina em outubro de 2013. Comemorando 30 anos, ao realizar esse evento que aliou ensino, pesquisa e atuação profissional em Psicologia Social implicada com o debate atual sobre problemas sociais e políticos do nosso país e sobre o cotidiano da nossa sociedade, a ABRAPSO reafirmou sua resistência política à cristalização das instituições humanas.

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Adélia Augusta Souto De Oliveira & Outros (Orgs.) - Psicologia Social, Violência E Subjetividade














Esta coletânea é composta por trabalhos selecionados a partir de seis grupos temáticos realizados durante o XVII Encontro Nacional da ABRAPSO: “Expressões da Violência na Subjetividade da Realidade Urbana”, “Identidade”, “Historicizando os Saberes Psi Frente às Práticas Sociais”, “Políticas Públicas e Direitos Humanos”, “Infância e Juventude: a Produção de Conceito, as Políticas Públicas e os Direitos Humanos”, “Juventude, Instituições e Processos de Inclusão e Exclusão Social” e “Judicialização da Vida”. As indagações que pautam os textos remetem em especial para os processos psicossociais presentes na construção das identidades subjetivas: Como têm ocorrido os processos de socialização e individuação de diferentes sujeitos em nossa sociedade? Como o discurso neoliberal tem influenciado os processos de socialização e individuação das identidades? Quais os aportes filosóficos, sociológicos, políticos e psicológicos mais coerentes para o resgate de uma autonomia emancipatória dos indivíduos, aliada à problematização das questões sociais da contemporaneidade? Já existem contribuições significativas, intervenções potencializadoras da alteridade que sejam inspiradoras de novas formas de respeito às diferentes identidades em sua criticidade e autonomia e  que sejam capazes de criar um horizonte emancipatório?

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quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Mariana Paolozzi Sérvulo Da Cunha & Neusa Monteiro (Org.) - Porque Jamais Existiu Uma Idade Média E Temas Afins: Um Livro Para Quem Gosta De Filosofia














Todos os temas deste livro relacionam-se, de certa forma, aos questionamentos sobre a “não existência” da Idade Média. É isso mesmo. A partir da discussão sobre a necessidade de uma nova cronologia para nossa história, e a partir de reflexões principalmente sobre os períodos patrístico (notadamente Agostinho) e escolástico, foram apresentados aos alunos diversos assuntos que, não obstante relacionados ao nosso dia-a-dia (trivial ou não), têm algo a ver com esses períodos. A estereotipia Idade Média igual a “astenia cultural”, “domínio irrestrito da Igreja”, ou “fanatismo religioso” vem retrocedendo. A Idade Média concebida como Idade das Trevas – um desses desvios históricos cuja anomalia o distanciamento torna cada vez mais patente – lentamente perde força. À lenda negra dos renascentistas e iluministas contrapõe-se a lenda rosa dos românticos: a Idade Média representaria não a derrocada (barbárie), mas o auge da civilização ocidental, em que se teriam realçados os valores espirituais. Todavia, nem negra, nem rosa, podemos ir mais além: não teria existido período mediano algum, de 1000 anos (a Idade Média), ou um hiato entre a civilização da Roma antiga e a nova Europa civilizada. Não se trata apenas de uma questão terminológica (a expressão “Idade Média” já seria em si mesma preconceituosa e arbitrária) e, portanto, de criticar uma cronologia hoje obsoleta, que divide a História Ocidental, a partir de uma visão eurocêntrica, em três períodos presos a uma camisa-de-força conceitual.

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Frederico Viana Machado, Gustavo Martineli Massola & Maria Auxiliadora Teixeira Ribeiro (Orgs.) - Estado, Ambiente E Movimentos Sociais














Temas aparentemente tão desconexos e distantes como movimentos sociais diversos, construção de identidades e outros processos psicoafetivos, teorias sobre as relações entre o homem e a natureza, técnicas e estratégias de ação e a ressignificação de objetos e de processos foram trabalhados, isolados ou formando inesperados conjuntos, permitindo a construção de novos significados e de novos olhares não apenas sobre eles, mas para os conjuntos de nossas relações, vivências e reflexões. Os jogos de sentidos, a denúncia dos processos de ocultação e as tentativas de construção de modos de revelação e superação dos mesmos, as possibilidades de desconstrução, reconstrução e ressignificação do que é tido como dado permeiam cada um e o conjunto dos textos. Apenas como exemplos, em vários dos textos, a política é tratada como um campo de contradições mas também de possibilidades. Ora ela aparece como a denominação mas também como um conjunto de práticas que delineiam um significado muito próximo ao que foi o original, de modo de viver e de atuar na pólis, no mundo coletivo. O foco, nestes casos, é o da participação política.

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Ruth E. Nogueira (Org.) - Geografia E Inclusão Escolar: Teoria E Práticas














Esta coletânea criteriosamente organizada tem a finalidade de abordar a temática da inclusão escolar no ensino de geografia, e colaborar para a necessária aproximação entre a academia e a escola enquanto entrelaça teorias e práticas. A organização é pautada em três vertentes: nas palestras de convidados que colaboraram na disciplina de Ensino de Geografia e Inclusão Educacional ministrada no Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFSC (PPGG); nas pesquisas e orientações de dissertações desenvolvidas pela organizadora no âmbito PPGG; nos trabalhos apresentados e discutidos pelos alunos (alguns deles professores na escola pública) nas aulas da pós-graduação.

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Hildeberto Vieira Martins & Outros (Orgs.) - Intersecções Em Psicologia Social: Raça/Etnia, Gênero E Sexualidades














A afirmação de Freud, em “Psicologia das massas e análise do eu” de que a psicologia é sempre social, tem guiado nossos trabalhos no “Núcleo de Pesquisas Modos de Vida, Família e Relações de Gênero – Margens”, no Departamento de Psicologia da UFSC. O fato da psicologia social se construir no diálogo com as demais matrizes disciplinares do campo das ciências sociais humanas tem sido também um norte, como demonstra a produção das reuniões da ABRAPSO, suas publicações e entre elas, a Revista Psicologia e Sociedade, carro chefe dessa rica produção editorial, avalizada por importantes indexadores e a atribuição de Qualis A1 pela Capes. Uma psicologia social que se tem constituído, assim, no fecundo diálogo interdisciplinar e que, na complexidade do mundo contemporâneo não pode prescindir de uma perspectiva interseccional. Perspectiva essa que foi trazida às ciências sociais humanas, conforme destaca Conceição Nogueira na referida antologia, pelos estudos sobre raça/etnia e pelos estudos de gênero e sexualidades – enfim, pela questão das diversidades. A articulação entre a psicologia social brasileira e os estudos de gênero, em suas intersecções, foi estudada por Adriano Nuernberg em sua tese de doutoramento defendida em curso interdisciplinar da UFSC. No artigo que publica com suas orientadoras o autor traça relações entre os estudos de gênero na psicologia social brasileira e o campo de diálogos que as Reuniões da ABRAPSO lhes tem proporcionado desde os primórdios dessa associação, ainda na virada dos anos 70/80.

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Aloysio Marthins De Araujo Junior & Carlos José Espíndola - Geografia Econômica: Pesquisa E Ensino Na Ação Docente














O livro é composto de duas partes que podem ser lidas de forma independente, ambas com grande riqueza teórica e exemplos empíricos, o que facilita o entendimento da abordagem dos autores sobre o assunto. É possível também fazer uma leitura conjunta, na qual as duas partes do livro se complementam, mostrando como o ensino e a pesquisa se inter-relacionam e como é possível o uso de estudos comparativos na explicação de temas ligados à Geografia Econômica. Na primeira parte a discussão sobre os sistemas de ensino no Brasil e na Espanha dão a base para se tratar da especificidade do ensino da Geografia Econômica. Partindo-se desta discussão e da evolução do pensamento geográfico chega-se a uma interessante proposta metodológica para o ensino desta disciplina, algo muito útil para professores universitários e do ensino básico. A segunda parte do livro trata de um estudo de caso, o da cadeia produtiva da carne suína, na qual conceitos importantes como industrialização, tecnologia, ciclos, estratégias empresariais e inovação são tratados como base explicativa da dinâmica do setor analisado no Brasil e na Espanha. O uso da ideia de gênese e desenvolvimento de um setor econômico mostra a lei do movimento e identifica as principais questões que explicam a dinâmica espacial ligada à atividade econômica.

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Alice Casanova Dos Reis & Outros (Orgs.) - Psicologia Social Em Experimentações: Arte, Estética E Imagem














Trata-se de uma coletânea de textos apresentados em grupos de trabalho do XVII Encontro Nacional da Associação Brasileira de Psicologia Social, realizado na cidade de Florianópolis em 2013. Os Grupos de Trabalho são “Arte, Cidade e Experimentações metodológicas em Psicologia Social”; “Corpo, Arte e Clínica: experimentações metodológicas em Psicologia Social”; “Estéica, afeividade e políica”; “Mídia e psicopolíica”; “Psicologia social, arte e imagem no mundo contemporâneo”; “Ecologias Outras” e “Arte e Mídia”. As temáicas trabalhadas pelos grupos compõem o campo da Psicologia Social como caminhos que se abrem, linhas que se bifurcam e que podem se desprender da sua própria estrutura. Ao desprender-se e desiar-se, podem mostrar outros ios e deixa entrever outras composições e outros arranjos. Mostram-se como matéria bruta capaz de ser moldada e remodelada e que se abre sob uma força exterior à sua forma de discplina, que lhe toma os ios e pode fazer-tecer outros tecidos, outros textos e outras tramas. A força que confere um corpo disciplinar, capaz para agenciamentos e lutas, também se deixa afetar pelos acontecimentos e se mostra capaz de desmanchamentos, desconstruções e invenções, tomando a coragem como instrumento para viver os perigos e as aventuras da incompletude e das desconinuidades.

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terça-feira, 4 de outubro de 2016

Ana Mercês Bahia Bock & Outros (Orgs.) - Práticas E Saberes Psi: Os Novos Desafios À Formação Do Psicólogo














Os capítulos deste livro não perfazem uma unidade; não foram escritos para isso; mas apresentados em um congresso múltiplo, heterogêneo, em grupos de trabalho independentes uns dos outros unidos pela temática e escopo do evento. A publicação deles aqui não é tampouco aleatória. Em comum os textos nos remetem à formação do psicólogo, em espaços formais e informais. Formação esta confrontada com novos campos, outros lugares e agentes, com nossas práticas e saberes em tempos singulares para o país e a profissão. Diante disso, em comum para os autores, foi necessário parar e pensar sobre seus instrumentos e conceitos. Foi imprescindível retomar a história, reconfigurar métodos, rever técnicas, reconhecer limites teóricos e epistemológicos. Revisitar, portanto, frente às experiências empíricas e teóricas atuais, nosso percurso formativo e reconhecer criticamente suas limitações.

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Maria Chalfin Coutinho, Odair Furtado & Tânia Regina Raitz (Ors.) - Psicologia Social E Trabalho: Perspectivas Críticas














De que modo a Psicologia Social tem dialogado com trabalho? Gostaria de refletir sobre essa questão desde o ponto de vista laino-americano e, para tanto, situo esse diálogo em dois tempos: origens e pensamento contemporâneo. Na impossibilidade de fazer um resgate histórico exausivo elegi como representativo do pensamento de uma Psicologia Social Laino-americana ainda nascente o texto de Ignácio Marin-Baró “Psicología Políica del Trabajo en America Laina”. Para o segundo tempo retomo outros dois textos sobre a temática do trabalho presentes na coletânea comemoraiva de 30 anos da Associação Brasileira de Psicologia Social (ABRAPSO): Stecher e Sato.

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domingo, 28 de agosto de 2016

Tatiana Rotolo - O Elogio Da Política: Práxis E Autonomia No Pensamento De Cornelius Castoriadis
















Este livro é fruto da tese de doutorado em Ciência Política apresentada na Universidade de Brasília em 2011. O eixo da pesquisa são as noções de práxis e autonomia na obra de Cornelius Castoriadis (1922–1997). Além de um estudo de autor, o trabalho é também uma interpretação da obra de Castoriadis como um todo, podendo ser utilizada para introduzir o leitor no vasto universo do trabalho do filósofo, pouco conhecido do público brasileiro e que possui um pensamento político original e profundamente imbricado nas grandes questões do seu tempo.

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Michel Goulart Da Silva (Org.) - Ensaios Sobre História E Política
















Este volume reúne uma coletânea de ensaios que discutem o fenômeno da política em diferentes contextos sociais e históricos, nos séculos XX e XXI. São discutidos temas que passam pelas manifestações de pensamento conservador no último século, como o antissemitismo, por experiências ditatoriais ou de repressão, como a ditadura civil-militar iniciada no Brasil em 1964, e também por processos de resistência, como a recentemente chamada “Primavera Árabe”. Os ensaios reunidos nesse volume não apenas contribuem para o chamado “retorno do político” nas pesquisas em história como apontam para perspectivas críticas em relação a uma diversidade de fenômenos sociais e culturais.

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Fiorelo Picoli - A Violência E O Poder De Destruição Do Capital Na Amazônia
















O livro trata sobre a violência estabelecida pelo capital na Amazônia Brasileira, através dos relacionados poderes políticos, econômicos e representações do Estado. Esse conjunto dominador em muitas oportunidades pode ser identificado e confundido como parte integrante do crime organizado nesse espaço regional. Além de estabelecerem o domínio através da violência física e psicológica aos demais atores sociais, também transformam em benefícios próprios as instâncias do Estado. Os governos através de suas instâncias são propositalmente arbitrários na proteção do capital na região, e colocam-se contrários na proteção dos trabalhadores e dos movimentos sociais. No local, por ser periferia do capital, as possibilidades de silenciar o coletivo se multiplicam através da superexploração da mão de obra. Neste sentido, as ações colocadas em prática são na certeza da impunidade e também com a confiança que o crime compensa. Assim, em não raras oportunidades são usadas as práticas irregulares como corretas e éticas e as vitimas desse processo são as questões ambientais, as econômicas, as culturais, a força de trabalho e as causas sociais coletivas. O resultado desse projeto é para beneficiar o extrativista mineral e florestal, bem como as monoculturas de mercado, para serem criadas duas classes sociais muitos pobres marginalizados e despossuídos e poucos ricos concentrando as terras e a renda local.

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Fernando Ponte De Sousa, Valcionir Corrêa & José Carlos Mendonça - Memória Viva
















A pesquisa Memória Viva, parte do Memorial dos Direitos Humanos (MDH), tem por objetivo constituir um acervo de documentos escritos e audiovisuais estruturados com depoimentos e entrevistas de sujeitos que vivenciaram movimentos e manifestações de resistência organizada, e dela fizeram parte, no estado de Santa Catarina durante o período da ditadura civil-militar 1964/1985. Foram realizadas 12 entrevistas com estudantes, à época, professores, sindicalistas, militantes políticos, jornalistas. Homens e mulheres, pais e filhos, catarinenses ou não, que de alguma forma e durante algum momento desses 21 anos de regime político ditatorial confrontaram-se com a ditadura brasileira, expressando seu desejo de liberdade e arcando com perseguições, mais ou menos explícitas, do aparato repressivo estatal. As prisões, torturas, perseguições políticas, violações sistemáticas de direitos humanos elementares não se restringiram à capital de Santa Catarina e estiveram também presentes, em menor grau, em várias cidades e regiões do estado catarinense.

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Isaac Steinberg & Outros - Os Socialistas-Revolucionários De Esquerda Na Revolução Russa
















Esta obra traz a tradução de duas brochuras publicadas pela primeira vez em julho de 1918 pelo Partido dos Socialistas-Revolucionários de Esquerda (Internacionalistas), acerca das razões de seu rompimento com o governo soviético – do qual participavam em coalizão com o Partido Bolchevique – em um momento crucial da Revolução Russa. O Tratado de Paz de Brest-Litovsky, os acontecimentos de julho de 1918, o debate sobre a pena de morte e a política do governo revolucionário diante dos camponeses são alguns dos temas que o leitor conhecerá nestas páginas, da perspectiva daqueles que venceram reacionários e contrarrevolucionários, mas foram vencidos internamente no campo revolucionário, e por suas próprias palavras. Desaparecida durante décadas e republicada na França em 1983, apenas agora tornada disponível em língua portuguesa pela Editoria Em Debate, trata-se de uma leitura indispensável para os interessados na história da Revolução Russa e nas transformações sociais mais profundas.

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Guillermo Alfredo Johnson - Informatização E Doenças Psicossociais
















A informática, inexoravelmente, tem se inserido no nosso cotidiano, como meio e/ou fim do trabalho e, frequentemente, como forma de realizar o lazer. Ao mesmo tempo, por se tratar de uma tecnologia investida ideologicamente de uma visão higiênica e isenta de esforço físico, se deduz que os trabalhadores que com ela lidam não padecem das mazelas que aqueles que pertencem a outras categorias. Nesse trabalho, decorrente de pesquisa de campo durante um ano, investigamos e constatamos a vinculação entre o trabalho informático, particularmente no que se refere à sua organização, e as doenças psicossociais decorrentes dessa atividade.

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Fernando Ponte De Sousa (Org.) - Sociologia: Conhecimento E Ensino
















Com uma presença fragmentada desde 1925 – caracterizada por interrupções, repressão e limitações políticas, culturais, institucionais e policiais –, até 2012 a sociologia não soma nem um século de pesquisa e ensino regular que pudessem promover um estatuto de evolução e amadurecimento como conhecimento, livre de censura e de preconceitos, como se requer para o desenvolvimento pleno de qualquer saber científico. Mas sua história recente e tumultuada, no entanto, é suficiente para que se proceda a um exame sobre o sentido da sociologia, sua relevância social e seus maiores problemas como práxis do conhecimento moderno. E é disso que resulta este livro: problematizar as lacunas e os dilemas da sociologia como conhecimento e como ensino, com a inquietação diante dos enormes desafios que persistem num país com graves dilemas sociais, mas com a convicção de que muito pode ser feito na direção das transformações que se urgenciam.

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Paulo Sergio Tumolo - A Formação Sindical Das Comisiones Obreras (CCOO) Da Espanha: Trajetória Histórica E Mudanças
















As Comisiones Obreras (CCOO) da Espanha surgiram no final da década de 1950 como um movimento espontâneo de trabalhadores, construíram uma das mais importantes e ricas experiências político-sindicais e se converteram, atualmente, na maior organização sindical daquele país. Este livro dedica-se à análise da política de formação sindical das CCOO e estabelece uma relação entre essa formação e sua trajetória política. Pelo itinerário histórico e as posições políticas das CCOO, o autor também traça um paralelo entre essa organização e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) brasileira.

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Jéferson Dantas - Reescrever O Mundo Com Lápis E Não Com Armas
















O trabalho de Jéferson Dantas busca investigar a experiência da Comissão de Educação do Fórum do Maciço do Morro da Cruz (CE/FMMC) em Florianópolis (SC) e o seu significado histórico, a partir da análise das contradições e os desafios dessa experiência na articulação e mobilização de suas escolas associadas; na aproximação com a vida e o trabalho dos homens, das mulheres, dos jovens e das crianças que habitam os territórios do Maciço do Morro da Cruz, num contexto permeado pela violência e pela criminalização; e a relação estabelecida com o Estado e suas políticas no campo educacional, assim como suas estratégias de formação continuada docente. Mas, mais do que isso, os desafios pedagógicos da CE/FMMC são apresentados como possibilidades concretas e factíveis para uma educação que possa avançar para além do institucional e, especialmente, para além da escola burguesa.

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