A edição de 15º. aniversário da
revista “Asas da Palavra” foi assim definida pela professora Josse
Fares, que assina a apresentação: os textos aqui reunidos são modos
bastante peculiares de se ler um texto; eles dão sua contribuição para
que as novas gerações leiam Machado de Assis, escritor que, um dia
desses, recebeu comentários elogiosos de um certo diretor
cinematográfico estatudinense: Woody Allen. Ele – que coisa! –
espantou-se com a literatura produzida por um brasileiro, “um tal senhor
Assis”. É como se o leitor espantado perguntasse: uma língua, a
portuguesa, assim tão desconhecida na capital mundial do século XX,
seria capaz de produzir obras tão inquietantes? Allen não tem ideia do
que está perdendo aqui na periferia do capitalismo.
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