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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Gabriel Soares De Sousa - Tratado Descritivo Do Brasil 1587














O português Gabriel Soares de Sousa foi um dos autores que, sem ser funcionário régio ou religioso, contribuiu de modo importante para o conhecimento da América portuguesa tanto no século XVI, entre seus contemporâneos, como posteriormente, para a historiografia. O texto de Gabriel Soares de Sousa não apresenta citações de outros autores ou de outros relatos de viagem. Seu texto objetivo-descritivo pressupõe a presença do autor, sua memória, suas experiências, o que lhe garante autoridade para realizar o diagnóstico da colônia e apontar caminhos possíveis. Sem reproduzir Caminha, dizendo que “na terra tudo dá”, suas observações e críticas apresentam esperança e futuro, percepções fundamentais da construção do Império do Brasil e do Brasil moderno.

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Euclides Da Cunha - Seleta: Textos Sobre O Brasil














Esta coletânea de textos de Euclides da Cunha, publicadas em jornais e livros ao longo de sua vida, dá uma dimensão da importância do intelectual e escritor que tão cedo nos deixou. A fortuna crítica euclidiana sempre foi unânime em apontar o extraordinário conhecimento científico acumulado por Euclides da Cunha ao longo de sua vida, sobretudo no estudo da geografia, da geologia e da história brasileiras e na contribuição deixada pelo autor em documentos oficiais encontrados no Itamaraty. Estão reunidos aqui textos que tratam de questões até hoje emergentes no Brasil, na medida em que Euclides esteve sempre à frente de seu tempo, tanto como homem de ciência, quanto como homem de letras. Se, à época em que viveu e atuou, a literatura florescia em narrativas naturalistas e crônicas de viagem, sua produção, no entanto, encontra-se definitivamente fora de qualquer margem definidora de gênero.

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sábado, 30 de julho de 2016

Berta G. Ribeiro - O Índio Na Cultura Brasileira














Neste livro, Berta Ribeiro demonstra a importância da contribuição cultural que diversas nações chamadas até hoje de “primitivas” fizeram aos também chamados até hoje “civilizados”. No seu prefácio, a autora afirma: “…procurou-se enfatizar que a cultura indígena continua ativa, embora inibida para desenvolver sua criatividade e potencialidade. Não obstante, é um organismo vivo. Muito se pode aprender com ela, se vencermos o preconceito e o desprezo que sempre se lhe votou”. Aqui os leitores vão se inteirar das técnicas agrícolas, da farmacopeia, das estratégias de caça, dos tabus alimentares, da ecologia cultural de nossos indígenas, e de como algumas dessas práticas passaram a fazer parte do dia-a-dia de grandes contingentes populacionais que com eles tiveram mais contato. Do mesmo modo, vão ouvir a voz lúcida e indignada de Berta contra a política indigenista praticada no país, com a eternamente injusta distribuição da terra, com o descaso oficial não só para com os índios, mas com todos os pobres, os excluídos.

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Visconde De Taunay - Pequena História Do Café No Brasil














A obra de Afonso Taunay é, talvez, uma das mais volumosas da nossa tradição historiográfica. Seus textos mais famosos – História das Bandeiras Paulistas e História do Café no Brasil – totalizam mais de 20 volumes. Foi na década de 1920, durante as comemorações do bicentenário da introdução do café no Brasil, que o então diretor do Departamento Nacional do Café, Armando Vidal, pediu a Taunay para escrever uma história do café no país. Atendendo ao pedido, Taunay publicou em 1934 um pequeno livro chamado A propagação da cultura cafeeira, a que se seguiu a publicação, em 15 volumes, entre 1939 e 1943, da História do café no Brasil. Seguiu-se, por fim, a Pequena história do café no Brasil, obra desta coleção, que é uma síntese do conjunto maior.

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Américo Vespúcio - Novo Mundo: As Cartas Que Batizaram A América














Novo Mundo: as cartas que batizaram a América é formado por dois conjuntos distintos de cartas escritas por Américo Vespúcio. No primeiro conjunto estão relacionadas as Cartas Apócrifas que compreendem Mundus Novus e Quatro Navegações e, no segundo conjunto, intitulado Cartas Autênticas, estão as Cartas de Sevilha, Cabo Verde e de Lisboa. Não importa que outros já tivessem aqui chegado. Vespúcio seguia os rastros dos que antes de descobrir já haviam inventado a América pela leitura de Plínio, o Velho. As lições de política ouvidas de Maquiavel também foram luzes para a invenção da América e mesmo que o nome não venha dele, ele teve um dedo nessa criação da renascença.

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Machado De Assis - Memórias Póstumas De Brás Cubas














No dia 27 de dezembro de 1878, Machado de Assis e sua mulher viajaram sob recomendação médica para a Vila de Nova Friburgo, com seus quase mil metros de altitude, para que ele se recuperasse de uma inflamação nos olhos (retinite), da estafa e da insônia que lhe acometia. É nesse clima, “no cimo da montanha” que é gestado Memórias póstumas de Brás Cubas, que se mostraria revolucionário, cá embaixo. Passados mais de 130 anos de sua publicação, a narrativa continua a desafiar os mais argutos críticos e analistas, na tentativa de mapear a sua gênese e complexidade ficcional, com personagens bem delineados, “vivos”, e significados subentendidos. Pela primeira vez, em nossas letras, uma obra problematiza o homem e o mundo com forte viés pessimista, segundo José Guilherme Merquior.

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sexta-feira, 29 de julho de 2016

Carlos De Laet - Em Minas














O livro Em Minas foi escrito em 1894 e decorreu da situação de auto-exílio de seu autor. A Revolta da Armada havia sido desencadeada em 1893 e intelectuais que viviam no Rio de Janeiro, como Olavo Bilac, Valentim Magalhães e Magalhães de Azeredo, entre outros, acompanharam Carlos de Laet nessa retirada para Minas. Como um diário de bordo, a narrativa é pontilhada por duas entradas importantes que se cruzam todo o tempo. Uma, a da descrição da viagem e da interpretação geográfica e sociológica que faz da natureza do homem. Outra, que trata da história de Minas Gerais, dando atenção ao processo de evolução urbana, à decadência depois do fim da mineração, aos processos de recuperação e ao caráter do homem das Minas. Uma história de progresso e decadência que transformou corações e corpos, mas que é o Brasil profundo do final do século XIX fora da capital.

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quinta-feira, 28 de julho de 2016

Capistrano De Abreu - Capítulos De História Colonial














Com o surgimento dos Capítulos de história colonial, em 1907, o grande historiador cearense Capistrano de Abreu completava mais uma de suas viagens pela história e pela geografia do Brasil. Àquela altura de sua trajetória, contando pouco mais de 50 anos, já era um historiador consagrado entre seus pares, que muito lhe cobravam a redação de uma história do Brasil. Em boa medida, a principal contribuição de Capistrano de Abreu e destes Capítulos está na demonstração da diversidade social e econômica do território brasileiro, os “cinco brasis” ou “cinco grupos etnográficos, ligados pela comunidade ativa da língua e passiva da religião, moldados pelas condições ambientes de cinco regiões diversas”. Por essas e outras razões, Capítulos de história colonial se tornou uma referência clássica de nossa historiografia.

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Olavo Bilac & Manuel Bonfim - Através Do Brasil














Quando foi publicado, em 1910, Através do Brasil apresentava uma proposta clara e precisa: produzir um texto leve e atraente com o objetivo de motivar o interesse dos estudantes e dos jovens leitores para um melhor conhecimento do nosso país. O método utilizado para motivar o redescobrimento do Brasil profundo, da geografia e da vida interiorana brasileira foi o da narração de uma aventurosa viagem de duas crianças, os irmãos Carlos e Alfredo, que partem do Recife e chegam até Pelotas, no Rio Grande do Sul. O enredo do livro caracteriza-se por dramatizar, por meio das peripécias dos personagens infantis e dos acontecimentos fictícios, a rica vertente dos romances de aventuras. Os autores aproveitam, do mesmo modo, o caráter informativo das crônicas, diários de viagem, tratados e compêndios que retrataram o Brasil desde os tempos do Brasil Colônia até os primórdios da República.

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Frei Vicente Do Salvador - História Do Brasil (1500-1627)














Foi o historiador cearense Capistrano de Abreu o principal responsável por tornar conhecida a História do Brasil, de Frei Vicente do Salvador, o primeiro livro a oferecer interpretação sistemática da “história do Brasil”. Escrito parte na metrópole, parte na colônia, o manuscrito ficou ignorado no Brasil, mas não inteiramente em Portugal, onde circularam algumas cópias. Algumas passagens dessa obra tornaram-se antológicas e, provavelmente, foi o que mais entusiasmou Capistrano de Abreu e estudiosos como Manoel Bomfim, José Honório Rodrigues e Francisco Iglésias. Pautados pelo desejo de dar um fim às narrativas de exaltação à colonização portuguesa (e protagonizadas apenas pelas elites tradicionais), eles identificaram nessas passagens “sementes” de um pensamento nativista, ou mesmo, como chegaram a sugerir Bomfim e Iglésias, as primeiras manifestações de “nacionalismo” já no século XVII.

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quarta-feira, 27 de julho de 2016

Tobias Barreto - Um Discurso Em Mangas De Camisa














A obra de Tobias Barreto tem impacto em vários quadrantes da cultura e vida social brasileira na segunda metade do século XIX. Poeta, jurista, filósofo, crítico literário, ex-seminarista, músico e advogado, apresentou questões centrais para a sociedade de sua época. Nas palavras de Hermes de Lima, maior estudioso da obra de Tobias, Um discurso em mangas de camisas é uma “obra-prima da sociologia brasileira” e reflete a agitação política da época e o “perfil intelectual do chefe da Escola de Recife”, o qual se orienta por uma vocação germanista. Um discurso em mangas de camisa retirou definitivamente as plumas e paetês da narrativa . É um convite a um mergulho na obra de Tobias Barreto, que morreu em 1889 aos 50 anos. Morreu sem ver o nascimento de uma República com as marcas do positivismo com o qual travou batalhas mortais. Com certeza, a velha República não pôde contar com um dos seus grandes pensadores.

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Rui Barbosa - Obras Seletas














Este volume abriga uma coletânea de artigos, manifestações e discursos de Rui Barbosa, editados por diversos jornais brasileiros entre 25 de junho de 1869 e 15 de novembro de 1889. O primeiro jornal da série a abrigar uma reflexão de sua autoria é o Radical Paulistano (1869). Em sequência, escreve ele no Diário da Bahia (1875 e 1877), em O País (1884), no Jornal do Commércio (1885) e, por fim, aparecem publicações suas no Diário de Notícias (1889). Dentre os volumes das Obras Seletas, este é o que demonstra uma estrutura do pensamento do Rui como intelectual público em torno de uma série de temas que vai da abolição da escravatura até questões político-jurídicas, como o republicanismo, o monarquismo e o federalismo. Portanto, atinge os assuntos mais candentes da esfera pública brasileira daquela época, mobilizando argumentos extraídos de toda a sua formação jurídica, política, literária e jornalística. As diversas facetas desse grande pensador brasileiro ganham dele, nesta obra, um instigante mapa do nascedouro de suas ideias mais caras.

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terça-feira, 26 de julho de 2016

Manoel Bonfim - O Brasil Nação Vol. II














Terminado de ser concebido em 1928, O Brasil Nação só seria publicado em 1931. Por isso, antes que fosse ao prelo, além do prefácio, Manoel Bomfim fez questão de escrever também um posfácio, explicando que a revolução que acabara de ocorrer no país, a de 30, não tinha nada a ver com a que propusera em seu livro. Se com a ascensão de Getúlio haviam mudado os homens e militares à frente do poder, na realidade, acentuava Bomfim, não ocorrera uma mudança de peso na oligarquia dominante. Manoel Bomfim morreu no Rio aos 64 anos, em 1932, deixando-nos como legado frases que, infelizmente, ainda ecoam como válidas: “Somos uma nação ineducada, conduzida por um Estado pervertido. Ineducada, a nação se anula; representada por um Estado pervertido, a nação se degrada”. As lições que nos são ministradas em O Brasil Nação, ora relançado em 2 volumes, ainda se fazem eternas. Desejamos que um dia caduquem. E que o novo Brasil sonhado por Bomfim se torne realidade.

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Padre Antônio Vieira - Sermões: Seleta














A obra de Padre Antônio Vieira (1608-1697) é vasta em criação, disposição e em extensão, circunscrevendo-se em sermões, tratados, cartas e em outros discursos. Este volume trata de um breve percurso em que alguns aspectos dessa obra são apresentados e, da mesma maneira, alguns nomes que dela tem cuidado nesses últimos tempos, a fim de continuar o interesse dos que leem Vieira a partir daquilo que é mais conhecido: alguns sermões. Personagem e testemunha atenta da história do Brasil em seus primórdios, Vieira é um em cada sermão que proferiu e escreveu, e completo em todos eles.

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domingo, 24 de julho de 2016

Araripe Jr. - Gregório De Matos














Para os padrões atuais, o estudo de Araripe Júnior sobre Gregório de Matos (1636-1696) não se define como de crítica literária, apenas, e nem se apresenta como uma simples biografia. A biografia de Gregório de Matos é lacunosa, a começar porque ele nada publicou em vida. Essa carência de informações biográficas não demove o crítico do seu propósito de unir vida e obra e é muito compensada com o painel vigoroso do cenário em que atuou o “Boca do Inferno”. Nesta obra, Araripe Júnior deixa claro que Gregório de Matos foi o primeiro poeta social brasileiro.

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João Ribeiro - História Do Brasil














Nessa História do Brasil, publicada em 1900, percebe-se a novidade que representa a interpretação de João Ribeiro sobre o Brasil ao estabelecer um novo caminho para compreensão do passado e com ela atuar sobre o presente para construir o futuro. Sua intenção era mostrar que havia a condição de pensar a história associada àquilo que são os modos de vida social e o meio onde eles se realizam. Para João Ribeiro, o Brasil é uma construção que foi obra do colono, do jesuíta, do mameluco, da ação dos índios e dos escravos negros. Essa percepção das contribuições levou o autor a superar as teorias racistas que envolviam as interpretações que limitavam a contribuição ao europeu branco.

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José Veríssimo - História Da Literatura Brasileira














A História da literatura brasileira de José Veríssimo (1857-1916), como a maioria das histórias, respeita um roteiro cronológico na exposição e andamento da matéria estudada. Isso possibilita aos leitores compreender, passo a passo, o contexto cultural em que surgiram no Brasil as primeiras manifestações literárias e, ao longo do tempo, chegar à visão crítica da obra de Machado de Assis, último capítulo da História, publicada em 1916, logo após a morte do autor. Uma das características da História da literatura brasileira é o seu afastamento dos rígidos estatutos normativos que regeram o pensamento sociológico e filosófico do século XIX e inovaram, por meio de radicais movimentos transformadores, o pensamento iluminista e enciclopédico do século anterior. Neste livro, José Veríssimo é o fiel da balança para o conhecimento da evolução da literatura brasileira através de uma visão correta e equilibrada.

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sábado, 23 de julho de 2016

Fernão Cardim - Tratados Da Terra E Da Gente Do Brasil














Fernão Cardim não está entre os jesuítas mais famosos no conhecimento do público brasileiro como Nóbrega, Anchieta ou Vieira. Porém, esse português nascido no Alentejo – Arcebispado de Évora – assumiu importantes funções na América portuguesa onde, inclusive, veio a falecer em 1625. Tratados da terra e gente do Brasil é um conjunto de textos que se publicou pela primeira vez em 1925 como resultado de uma escolha contemporânea, não tendo para seu autor, portanto, a unidade que se apresenta. Tratados se tornou, à época dos organizadores da obra, um panorama do mundo brasílico no fim do século XVI, tanto pela narrativa das cartas que conta de trajetos, pessoas, sentimentos, como pela ação de sistematização dos tratados que buscam organizar a pluralidade encontrada no Novo Mundo, desconhecida e, exatamente por isso, simultaneamente encantadora e aterradora. Domar o mundo pelas palavras e informar seus leitores era o objetivo de Cardim.

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José De Santa Rita Durão - Caramuru














Caramuru é um poema do período neoclássico que reúne características clássicas e barrocas, sendo uma obra esteticamente híbrida. Um dos fatores que podem atrair o leitor de Caramuru – e realmente impressioná-lo – é a riqueza de detalhes da flora e da fauna brasileiras, bem como a minuciosa descrição das nações indígenas e de seus costumes. Todos os seus cantos referem-se a inúmeros contextos culturais e literários, com os quais dialogam – segundo minuciosa análise de Sérgio Buarque de Holanda. Esta é uma obra importante e interessante, que desafia críticos, pesquisadores e alunos de Literatura e Teoria Literária, sobretudo os amantes da poesia brasileira. O leitor é convidado, ao longo do poema, a penetrar nesse universo de religiosidade, amor, colonização, guerra, encontros, separações, morte e criação, pelas mãos de Diogo Álvares. Ou pelas impressões e intenções de Santa Rita Durão.

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José De Alencar - Como E Por Que Sou Romancista














Foram várias as motivações para José de Alencar registrar no papel as suas confissões existenciais e literárias. O estilo epistolar, em carta dirigida a um amigo, teria a intenção de transmitir um tom coloquial e intimista e, assim, fingidamente, evitar a sensação de que se dirigia a um amplo público. Alencar considerou Como e por que sou romancista “o livro dos meus livros”, e adianta que nessa sucinta redação confessional seria explicada, ainda que em forma de rascunho, entre outras revelações, a inspiração de O guarani, considerado, hoje, o seu romance mais importante.

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