Para os padrões atuais, o estudo de Araripe Júnior sobre Gregório de
Matos (1636-1696) não se define como de crítica literária, apenas, e nem
se apresenta como uma simples biografia. A biografia de Gregório de
Matos é lacunosa, a começar porque ele nada publicou em vida. Essa carência de informações biográficas não demove o crítico do seu
propósito de unir vida e obra e é muito compensada com o painel vigoroso
do cenário em que atuou o “Boca do Inferno”. Nesta obra, Araripe Júnior
deixa claro que Gregório de Matos foi o primeiro poeta social
brasileiro.
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