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quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Fernando Ponte De Sousa & Michel Goulart Da Silva - Ditadura, Repressão E Conservadorismo














Este volume reúne textos que discutem e problematizam algumas práticas e representações conservadoras produzidas ao longo do século XX e nas primeiras décadas do século XXI. Em alguns casos, esse conservadorismo engendrou ações repressivas, visando conter as ações políticas de movimentos populares ou de grupos de esquerda, redundando em fenômenos ditatoriais, como no Brasil com o golpe de 1964. Os ensaios tratam de diferentes facetas do conservadorismo, entendendo-o como fenômeno contraditório e plural e cujas manifestações não seguem um esquema definido ou uma lógica estabelecida, mas que, partindo das contradições de cada realidade particular, produzem processos particulares. Esses fenômenos se misturam e se intercalam, produzindo mobilizações e manifestações ideológicas completamente novas, a cada conjuntura ou a cada situação nacional específica.

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terça-feira, 6 de setembro de 2016

Fernando Ponte De Sousa - Política De Memória Histórica: Um Estudo De Sociologia Histórica Comparada














Em 2010, residindo por seis meses na Europa, o autor Fernando Ponte de Sousa acompanhou e presenciou na Espanha uma convergência, ou uma tríplice relação: um movimento pela memória histórica, como verdade e justiça, uma crise econômica e social (mais vasta nos seus efeitos cotidianos do que o noticiado pela grande mídia) e um nascente movimento de contestação, cuidadosamente controlado pelas maiores centrais sindicais e, ao mesmo tempo, rebelde e inconformado, por parte de iniciativas autônomas, outras expressões de esquerda e a juventude indignada. As diferentes gerações de contestadores pareciam não querer estabelecer essa relação, afinal os repertórios das manifestações eram distintos e expressando-se em datas diferentes. Mas a convergência se estabeleceu: as instituições e o Estado que ainda sonegam uma completa memória histórica são os mesmos que sonegam o real bem-estar social para todos, cobrando dos jovens e dos trabalhadores o ônus de uma crise sistêmica. Trata-se de uma transição sem ruptura, da ditadura de Franco ao regime de monarquia parlamentar. No quesito memória histórica – anistia e não responsabilização dos agentes públicos acusados de crimes de violações de direitos humanos –, a Puerta del Sol (em 24/4/2010), com o povo de Madri apresentando-se numa grande manifestação pela Memória, Justiça e Reparação, aproxima-se da Praça da Sé (21/8/1979), no Brasil, com o povo de São Paulo manifestando-se num histórico ato público pela Anistia Ampla, Geral e Irrestrita. Pelos desdobramentos históricos presentes, esses tempos e lugares não são tão distantes nem tão distintos, afinal o fascismo pode ter dado uma trégua, mas pode estar à espreita.

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Eduardo Perondi - Conciliação E Precarização: A Política Trabalhista Do Governo Lula














A reestruturação produtiva e a aplicação das políticas neoliberais em escala global provocaram transformações significativas no mundo do trabalho nas últimas décadas do século XX, tais como a proliferação da informalidade, terceirizações, aumento dos contratos por tempo determinado, subcontratações, etc. No Brasil, a vitória eleitoral de Lula e do PT, em 2002, parecia indicar que esse processo de flexibilização das condições de trabalho poderia ser revertido. No entanto, passados oito anos e dois mandatos, a realidade parece não comprovar tais expectativas. Por que razão? Esta pesquisa busca lograr algumas respostas a essa pergunta, discutindo a amplitude e o caráter da política trabalhista durante o governo petista.

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Henrique De Campos Porath - Centralidade Epistêmica Do Trabalho: Ideologia E Suprassunção Teórica














As reflexões presentes nesta dissertação procuram apresentar, sustentados na forma trabalho, parâmetros para comunicar criticamente teorias sobre a sociedade. Ao tomar ação humana como um pôr teleológico, desdobra-se o conceito para atingir outro: ideologia. Assim fazendo, torna-se possível anunciar a necessidade da realização de um trabalho criterioso de desenvolvimento teórico, capaz de conjugar (e refutar) as diferentes perspectivas da pesquisa crítica no campo das ciências sociais. Nesse desenvolvimento os alicerces são encontrados, majoritariamente, na ontologia crítica de György Lukács, baseada, por sua vez, nos escritos de Karl Marx.

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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Valcionir Corrêa - Capitalcracia: A Crise Como Exploração E Degradação
















A intensificação da exploração dos trabalhadores é a saída construída pelo capitalismo no contexto de sua crise estrutural. Com a reestruturação produtiva adotada, fica evidente a precarização das condições de trabalho com a regressão dos direitos sociais e trabalhistas, o aumento de doenças físicas, de distúrbios emocionais, de casos de acidentes e mortes decorrentes do processo produtivo. Com a ascensão total do capitalismo, estes problemas se tornam mais recorrentes e equalizam-se mundialmente com o acirramento da concorrência comercial. A estratégia adotada da obsolescência planejada das mercadorias, para aumentar a rotatividade consumista, se torna a prática atual de extração da mais-valia, contribuindo com a intensificação da degradação dos trabalhadores e do meio ambiente. Desse produtivismo, o aumento da poluição é sua consequência e o mundo único se consolida com a economia mundializada, ou seja, poluindo nos EUA ou na China não faz a menor diferença por se tratar da mesma atmosfera. Neste contexto da globalização neoliberal, os imperativos da expansão e acumulação capitalistas se revelam enquanto um Sistema Capitalcrático, ou seja, uma configuração decorrente da síntese de um poder da classe economicamente hegemônica com sua totalização política, enquanto um império de classe na ordem mundial. Assim, o Estado moderno, enquanto instância política que legitima o interesse da classe burguesa, se mostra indissociável do capital e se consolida, de vez, em uma capitalcracia (poder do capital) e não em uma democracia (poder do povo).

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Janice Tirelli Ponte De Sousa & Luís Antonio Groppo (Orgs.) - Dilemas E Contestações Das Juventudes No Brasil E No Mundo
















Longe do retrato de uma juventude em geral, a um tempo abstrata e irreal, e diferente do levantamento de um grupo juvenil definido, esta obra apresenta ensaios e pesquisas sobre juventudes específicas no contexto brasileiro e no mundo. São tratados aqui três aspectos sobre os jovens: a diversidade das suas vivências (no tempo e no espaço); a sua inserção nas estruturas da vida social, como produto de uma cultura violenta e objeto de formação educativa para o mundo do trabalho; a sua contestação política e recusa do establishment, revelando uma consciência deste mundo que pouco tem a lhes oferecer além da repetição de uma ordem já definida.

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Adir Valdemar Garcia - A Pobreza Humana: Concepções, Causas E Soluções
















O livro apresenta reflexões sobre a pobreza no capitalismo. O autor estabelece, especialmente, um diálogo com teóricos socialdemocratas que estudam esse fenômeno, buscando apresentar as limitações das explicações oferecidas por estes. Como contraposição, defende a retomada da análise marxista do fenômeno pobreza. Os estudos de Marx e de marxistas permitiu ao autor questionar profundamente a análise socialdemocrata que vislumbra a possibilidade de diminuição/erradicação da pobreza. Para Marx e seus seguidores, a pobreza é um fenômeno estrutural que está na base da produção e reprodução do capital. Sua diminuição só pode ser conjuntural e sua erradicação é impossível, visto que o capital é incontrolável e que o Estado, posto pelos socialdemocratas como elemento de controle do capital, é incapaz de fazê-lo, pois é parte constitutiva da ordem do capital.

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Maurício Sardá De Faria - Autogestão, Cooperativa, Economia Solidária: Avatares Do Trabalho E Do Capital
















Se o sistema de exploração na forma efetiva de capital, a forma salarial, está parcialmente em ruínas, não significa o mesmo da centralidade do trabalho, como vaticinaram teóricos e ideólogos pós-modernos – embora agora silenciem face o quase consenso em torno da busca de políticas por mais empregos precarizados, como proposições que ganham praticamente todos os governos do capitalismo tardio e dependente. Quase consenso porque os autores mais críticos e criteriosos, e as práticas experimentadas por incontáveis trabalhadores em diferentes partes do mundo, lembram que a possibilidade de auto-organização dos trabalhadores persiste como renovada. Este é um dos méritos do livro do professor Maurício Sardá de Faria: coloca na ordem do dia a autogestão, o cooperativismo e outras formas de solidariedade, por dentro e para além do capital.

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domingo, 28 de agosto de 2016

Tatiana Rotolo - O Elogio Da Política: Práxis E Autonomia No Pensamento De Cornelius Castoriadis
















Este livro é fruto da tese de doutorado em Ciência Política apresentada na Universidade de Brasília em 2011. O eixo da pesquisa são as noções de práxis e autonomia na obra de Cornelius Castoriadis (1922–1997). Além de um estudo de autor, o trabalho é também uma interpretação da obra de Castoriadis como um todo, podendo ser utilizada para introduzir o leitor no vasto universo do trabalho do filósofo, pouco conhecido do público brasileiro e que possui um pensamento político original e profundamente imbricado nas grandes questões do seu tempo.

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Michel Goulart Da Silva (Org.) - Ensaios Sobre História E Política
















Este volume reúne uma coletânea de ensaios que discutem o fenômeno da política em diferentes contextos sociais e históricos, nos séculos XX e XXI. São discutidos temas que passam pelas manifestações de pensamento conservador no último século, como o antissemitismo, por experiências ditatoriais ou de repressão, como a ditadura civil-militar iniciada no Brasil em 1964, e também por processos de resistência, como a recentemente chamada “Primavera Árabe”. Os ensaios reunidos nesse volume não apenas contribuem para o chamado “retorno do político” nas pesquisas em história como apontam para perspectivas críticas em relação a uma diversidade de fenômenos sociais e culturais.

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Fiorelo Picoli - A Violência E O Poder De Destruição Do Capital Na Amazônia
















O livro trata sobre a violência estabelecida pelo capital na Amazônia Brasileira, através dos relacionados poderes políticos, econômicos e representações do Estado. Esse conjunto dominador em muitas oportunidades pode ser identificado e confundido como parte integrante do crime organizado nesse espaço regional. Além de estabelecerem o domínio através da violência física e psicológica aos demais atores sociais, também transformam em benefícios próprios as instâncias do Estado. Os governos através de suas instâncias são propositalmente arbitrários na proteção do capital na região, e colocam-se contrários na proteção dos trabalhadores e dos movimentos sociais. No local, por ser periferia do capital, as possibilidades de silenciar o coletivo se multiplicam através da superexploração da mão de obra. Neste sentido, as ações colocadas em prática são na certeza da impunidade e também com a confiança que o crime compensa. Assim, em não raras oportunidades são usadas as práticas irregulares como corretas e éticas e as vitimas desse processo são as questões ambientais, as econômicas, as culturais, a força de trabalho e as causas sociais coletivas. O resultado desse projeto é para beneficiar o extrativista mineral e florestal, bem como as monoculturas de mercado, para serem criadas duas classes sociais muitos pobres marginalizados e despossuídos e poucos ricos concentrando as terras e a renda local.

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Fernando Ponte De Sousa, Valcionir Corrêa & José Carlos Mendonça - Memória Viva
















A pesquisa Memória Viva, parte do Memorial dos Direitos Humanos (MDH), tem por objetivo constituir um acervo de documentos escritos e audiovisuais estruturados com depoimentos e entrevistas de sujeitos que vivenciaram movimentos e manifestações de resistência organizada, e dela fizeram parte, no estado de Santa Catarina durante o período da ditadura civil-militar 1964/1985. Foram realizadas 12 entrevistas com estudantes, à época, professores, sindicalistas, militantes políticos, jornalistas. Homens e mulheres, pais e filhos, catarinenses ou não, que de alguma forma e durante algum momento desses 21 anos de regime político ditatorial confrontaram-se com a ditadura brasileira, expressando seu desejo de liberdade e arcando com perseguições, mais ou menos explícitas, do aparato repressivo estatal. As prisões, torturas, perseguições políticas, violações sistemáticas de direitos humanos elementares não se restringiram à capital de Santa Catarina e estiveram também presentes, em menor grau, em várias cidades e regiões do estado catarinense.

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Isaac Steinberg & Outros - Os Socialistas-Revolucionários De Esquerda Na Revolução Russa
















Esta obra traz a tradução de duas brochuras publicadas pela primeira vez em julho de 1918 pelo Partido dos Socialistas-Revolucionários de Esquerda (Internacionalistas), acerca das razões de seu rompimento com o governo soviético – do qual participavam em coalizão com o Partido Bolchevique – em um momento crucial da Revolução Russa. O Tratado de Paz de Brest-Litovsky, os acontecimentos de julho de 1918, o debate sobre a pena de morte e a política do governo revolucionário diante dos camponeses são alguns dos temas que o leitor conhecerá nestas páginas, da perspectiva daqueles que venceram reacionários e contrarrevolucionários, mas foram vencidos internamente no campo revolucionário, e por suas próprias palavras. Desaparecida durante décadas e republicada na França em 1983, apenas agora tornada disponível em língua portuguesa pela Editoria Em Debate, trata-se de uma leitura indispensável para os interessados na história da Revolução Russa e nas transformações sociais mais profundas.

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Guillermo Alfredo Johnson - Informatização E Doenças Psicossociais
















A informática, inexoravelmente, tem se inserido no nosso cotidiano, como meio e/ou fim do trabalho e, frequentemente, como forma de realizar o lazer. Ao mesmo tempo, por se tratar de uma tecnologia investida ideologicamente de uma visão higiênica e isenta de esforço físico, se deduz que os trabalhadores que com ela lidam não padecem das mazelas que aqueles que pertencem a outras categorias. Nesse trabalho, decorrente de pesquisa de campo durante um ano, investigamos e constatamos a vinculação entre o trabalho informático, particularmente no que se refere à sua organização, e as doenças psicossociais decorrentes dessa atividade.

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Fernando Ponte De Sousa (Org.) - Sociologia: Conhecimento E Ensino
















Com uma presença fragmentada desde 1925 – caracterizada por interrupções, repressão e limitações políticas, culturais, institucionais e policiais –, até 2012 a sociologia não soma nem um século de pesquisa e ensino regular que pudessem promover um estatuto de evolução e amadurecimento como conhecimento, livre de censura e de preconceitos, como se requer para o desenvolvimento pleno de qualquer saber científico. Mas sua história recente e tumultuada, no entanto, é suficiente para que se proceda a um exame sobre o sentido da sociologia, sua relevância social e seus maiores problemas como práxis do conhecimento moderno. E é disso que resulta este livro: problematizar as lacunas e os dilemas da sociologia como conhecimento e como ensino, com a inquietação diante dos enormes desafios que persistem num país com graves dilemas sociais, mas com a convicção de que muito pode ser feito na direção das transformações que se urgenciam.

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Paulo Sergio Tumolo - A Formação Sindical Das Comisiones Obreras (CCOO) Da Espanha: Trajetória Histórica E Mudanças
















As Comisiones Obreras (CCOO) da Espanha surgiram no final da década de 1950 como um movimento espontâneo de trabalhadores, construíram uma das mais importantes e ricas experiências político-sindicais e se converteram, atualmente, na maior organização sindical daquele país. Este livro dedica-se à análise da política de formação sindical das CCOO e estabelece uma relação entre essa formação e sua trajetória política. Pelo itinerário histórico e as posições políticas das CCOO, o autor também traça um paralelo entre essa organização e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) brasileira.

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Jéferson Dantas - Reescrever O Mundo Com Lápis E Não Com Armas
















O trabalho de Jéferson Dantas busca investigar a experiência da Comissão de Educação do Fórum do Maciço do Morro da Cruz (CE/FMMC) em Florianópolis (SC) e o seu significado histórico, a partir da análise das contradições e os desafios dessa experiência na articulação e mobilização de suas escolas associadas; na aproximação com a vida e o trabalho dos homens, das mulheres, dos jovens e das crianças que habitam os territórios do Maciço do Morro da Cruz, num contexto permeado pela violência e pela criminalização; e a relação estabelecida com o Estado e suas políticas no campo educacional, assim como suas estratégias de formação continuada docente. Mas, mais do que isso, os desafios pedagógicos da CE/FMMC são apresentados como possibilidades concretas e factíveis para uma educação que possa avançar para além do institucional e, especialmente, para além da escola burguesa.

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Fiorelo Picoli - Amazônia: Pegadas Na Floresta
















O estudo de Fiorelo Picolli Amazônia: pegadas na floresta analisa a região amazônica e constitui um comportamento quase solitário no cenário intelectual brasileiro. Professor integrado em sua região, dedicou seu doutoramento ao estudo das madeireiras na Amazônia e, para tal, realizou importante pesquisa sobre a integração dessa região latino-americana ao mercado mundial. O resultado foi um importante diagnóstico sobre a exploração da madeira na região de Sinop, mas também um acertado mergulho na dinâmica que o capital criou na região nas três últimas décadas. Fica claro para o leitor da série completa – da qual este livro é apenas a última parte – que tanto na ditadura como no “regime democrático” a voracidade do capital não diminuiu. E muitas críticas que eram dirigidas ao regime político podem agora ser vistas como diagnóstico superficial, incapazes de dar conta das transformações que ainda operam na região.

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sábado, 27 de agosto de 2016

Gabriel De Souza Bozzano - Os Sentidos Do Trabalho De TI Pelos Incubados No Midi Tecnológico/SC
















Este livro faz um estudo dos primeiros anos de pequenas empresas incubadas no Midi Tecnológico/SC e das investidas de seus empresários no mercado de TI, o qual apresenta-se dinâmico em vista dos processos de inovação relacionados. Permanecer nesse mercado parece depender de assumir práticas e novos valores ditos flexíveis e conectar-se em redes de inovação. O autor busca evidências que atestam as oportunidades e garantias de permanência e êxito no mercado, percebidas por empresários e/ou profissionais de TI (empreendedores): o que eles esperam em termos das alternativas que se abrem para garantir suas empregabilidades e/ou sobrevivência de suas empresas, sua avaliação sobre as atividades das rotinas de produção e apropriação de conhecimento a favor de seus negócios.

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Itamar Aguiar - O Assalto Aos Cofres Públicos E A Luta Pela Comunicação Democrática No Brasil
















Esta obra faz um amplo debate teórico e empírico sobre a democratização da comunicação brasileira, cuja perspectiva analítica está voltada à compreensão da participação da sociedade civil na 1ª CONFECOM. Um dos desafios da pesquisa foi identificar quem são esses sujeitos históricos e quais são os seus projetos estratégicos para área da comunicação. Itamar Aguiar apresenta aos leitores uma análise das políticas de comunicação dos governos brasileiros, questionando os gastos exorbitantes com publicidade e propaganda. No caso catarinense, tal política representa um verdadeiro “assalto” aos cofres públicos, em comparação com os investimentos nas áreas sociais. Na opinião do autor, a mídia brasileira é extremamente concentrada, portanto somente uma política de comunicação que represente a real vontade coletiva da sociedade poderá mudar esse cenário.

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