O livro trata sobre a violência estabelecida pelo capital na Amazônia
Brasileira, através dos relacionados poderes políticos, econômicos e
representações do Estado. Esse conjunto dominador em muitas
oportunidades pode ser identificado e confundido como parte integrante
do crime organizado nesse espaço regional. Além de estabelecerem o
domínio através da violência física e psicológica aos demais atores
sociais, também transformam em benefícios próprios as instâncias do
Estado. Os governos através de suas instâncias são propositalmente
arbitrários na proteção do capital na região, e colocam-se contrários na
proteção dos trabalhadores e dos movimentos sociais. No local, por ser
periferia do capital, as possibilidades de silenciar o coletivo se
multiplicam através da superexploração da mão de obra. Neste sentido, as
ações colocadas em prática são na certeza da impunidade e também com a
confiança que o crime compensa. Assim, em não raras oportunidades são
usadas as práticas irregulares como corretas e éticas e as vitimas desse
processo são as questões ambientais, as econômicas, as culturais, a
força de trabalho e as causas sociais coletivas. O resultado desse
projeto é para beneficiar o extrativista mineral e florestal, bem como
as monoculturas de mercado, para serem criadas duas classes sociais
muitos pobres marginalizados e despossuídos e poucos ricos concentrando
as terras e a renda local.
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