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segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Maria Beatriz Rezende (Coord.) - Patrimônio E Leitura: Catálogo Comentado De Literatura Infanto-Juvenil Vol. 3














Mescla narrativas variadas, com propostas poéticas ou de cunho mais informativo, com ênfase na linguagem da imagem ou texto, sempre com o objetivo de enriquecer os recursos para a aproximação das obras com os temas do patrimônio cultural. Neste número, as narrativas possibilitam o contato com manifestações culturais formadoras da nossa sociedade, como o samba, a capoeira, o futebol, os folguedos; os brincantes; a criação de lendas; a língua como um modo de conceber o mundo, suas variedades regionais, sua transformação ao longo do tempo; nossos artistas.

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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

João Do Rio - Cinematógrafo (Crônicas Cariocas)















Para João do Rio (1881-1921) o cinema – as fitas – era algo extramoderno, “como o arrolador da vida atual, como a grande história visual do mundo”, e marcava uma das maiores mudanças ocorridas no Universo. Este livro de crônicas escritas em 1908 e regidas em grande parte por diálogos imaginários, é uma das referências dessa mudança, da passagem que gerou o Brasil de hoje e especialmente a hoje degradada e camelotizada cidade do Rio de Janeiro. Uma República sucedia a um Império. Uma nova sociedade especuladora, mercantilista e arrivista surgia dos destroços de uma vitoriana sociedade tropical, fundada na impiedade e crueza da escravidão e do domínio dos grandes proprietários de terra. Uma aristocracia econômica e política sustentava o cetro imperial e os privilégios e injustiças inerentes a uma Nação separada pela riqueza da minoria dominante e a pobreza – que ia até a miséria extrema – dos dominados.

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Alberto Venancio Filho, Affonso Arinos De Mello Franco & José Murilo De Carvalho (Org.) - Euclides Da Cunha: Trabalhos Esparsos















Para Olimpio de Souza Andrade, infatigável estudioso da obra euclidiana, Os Sertões constituiu o grande diálogo que seu autor armou, da natureza com a História do Brasil. Em outros trabalhos, de menor escopo, Euclides prosseguiu na construção desse diálogo, ampliado para outros setores da vida nacional e que por sua análise percuciente e, em certos casos, profética, permanece atual em nossos dias. Em boa hora a Comissão, designada na ABL para as comemorações do centenário da morte do escritor, resolveu recolher alguns desses textos em um só volume, nos quais o estilo e o talento de Euclides da Cunha na oratória, nos prefácios, em conferências ou na crônica de jornal, demonstram sua visão ampla e multifacetada dos problemas brasileiros. Sua bibliografia se engrandece com este Trabalhos Esparsos, onde o leitor encontrará subsídios para a compreensão da obra e da vida do homem cujo único compromisso com o destino era dedicar-se ao estudo para explicar o Brasil aos seus contemporâneos e à posteridade.

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Irene Moutinho & Sílvia Eleutério (Orgs.) - Correspondência De Machado De Assis: Tomo III, 1890-1900















Chama atenção, não obstante, a raridade das cartas nos dois primeiros anos desse período. De 1890, conservou-se apenas uma, de 17 de outubro, em que Machado apresenta ao Barão do Rio Branco seus pêsames pela morte do pai, Visconde do Rio Branco [280]. O original está no Arquivo Histórico do Itamaraty. Das três que aparecem em 1891, duas são de Machado, [281] e [282], guardadas, respectivamente, no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e na Biblioteca Nacional; a outra, do cunhado Miguel de Novais, ficara em mãos da sobrinha-neta de Carolina, encontrando-se hoje no Arquivo da ABL [283]. A explicação óbvia é que a truculência do governo republicano ou teria emudecido Machado e seus correspondentes, ou forçado Machado, em geral zeloso guardador de cartas, a não conservar, por prudência, as recebidas nesse período.

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Joaquim Nabuco - A Desejada Fé















A Desejada Fé (Foi Voulue, no original, que foi escrito em francês) é o livro de um homem maduro. Joaquim Nabuco já passara dos 40 anos quando o redigiu em Petrópolis, de 1892 a 1893. É a história de uma volta à religião. Poderia ter sido, em parte, fruto do isolamento moral a que ele fora reduzido com o advento da República. Mas, como diz o próprio Nabuco, “o traço todo da vida é para muitos um desenho da criança esquecido pelo homem, mas ao qual ele terá sempre que se cingir sem o saber”. O sentimento religioso, em Nabuco, vem de muito longe, e nunca será desmentido ao longo de 60 anos de vida tão fecunda quanto cheia de peripécias.

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