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quarta-feira, 13 de julho de 2016

João Do Rio - As Religiões Do Rio














Resultado de uma coletânea de crônicas escritas entre 1900 e 1903, na Gazeta de Notícias, sobre a diversidade religiosa do Rio de Janeiro, este livro de estreia de João do Rio, publicado pela primeira vez em 1904, mantém, até os dias de hoje, grande interesse, talvez por seu pioneirismo estético e ideológico, e certamente pelo envolvimento do autor com o tema escolhido para suas reportagens. Seu texto tem o mérito de não aplainar, não generalizar. Ao contrário, o autor imprime uma ênfase explícita na diversidade, no respeito a todas as religiões, mesmo sem compartilhar suas crenças.

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sexta-feira, 20 de novembro de 2015

João Do Rio - A Bela Madame Vargas














O estudo da obra de João de Rio se justifica pelo fato de a nossa história literária olvidar o período que compreende de 1900 a 1922, época esta se convencionou a chamar de pré-modernismo.  Na presente comunicação, intentamos levantar alguns aspectos acerca da vida social no Rio de Janeiro do início do século XX, por meio de um estudo da peça teatral A Bela Madame Vargas, de João do Rio. A partir da leitura dessa obra, pretendem-se assinalar os salões, os chás e os arranjos sociais como elementos estruturais da crítica social que é empreendida por João do Rio ao longo de suas obras. A par disso surgem os salões, essencialmente mundano, com grande pompa e luxo; outros mais modestos todos refletindo, porém, a influência européia, nessa perspectiva destaca-se A Bela Madame Vargas que trazia o requinte e emprestava às suas recepções. Se havia barões e condes de poucas letras, a grande maioria da nobreza era de homens cultos amigos das artes, das literaturas e da política, mas que viviam de aparências e mal se conheciam. Os salões se modelavam em esplendor pelo que havia de melhor na Europa. Madame Vargas abria os salões aos amigos em noitadas memoráveis. Esta sempre estava presente sendo este o estereótipo quase único que a consagraram e justificaram a fama.

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quarta-feira, 22 de abril de 2015

João Do Rio - As Religiões No Rio














As religiões no Rio é uma compilação de reportagens publicadas na Gazeta de Notícias, do Rio de Janeiro, entre janeiro e março de 1904. A obra integra a coleção Sabor Literário que apresenta aos leitores textos inéditos ou pouco conhecidos de escritores. João do Rio investiga e cataloga maronitas, presbiterianos, metodistas, batistas, adventistas, israelitas, espíritas, cartomantes e até um frei exorcista do morro do Castelo (que, curiosamente, é a única presença católica em toda a obra). Os capítulos considerados como mais importantes, no entanto, são os cinco em que o autor estuda os cultos afro-brasileiros - enquadrados até os anos 1930 como infração da lei, sendo inclusive perseguidos pela polícia. Esta edição, comemorativa do centenário de sua publicação, conta com um cotejamento entre a primeira edição e os artigos da Gazeta que a originaram.

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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

João Do Rio - A Alma Encantadora Das Ruas














Mais uma vez João do Rio demonstra em poesia o seu amor pelo Rio. Um amor que enxerga a “beleza e as misérias juntas, num Rio complexo, de ruas personificadas, fontes de material inesgotável aos que nelas debruçam, observam, refletem e conseguem revelar tão bem as desigualdades existentes sob o mesmo e incrível céu”. O autor convida o leitor a passear pelos caminhos descritos em sua obra e a testemunhar, através de pequenas narrativas, várias cenas, muitas vezes despercebidas por nós, do cotidiano da gente que compõe este cenário.

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João Do Rio - A Mulher E Os Espelhos














Reunião de várias narrativas cujo tema central é a mulher. Somando esse tema instigante ao talento de João do Rio temos uma obra fascinante, na qual o autor apresenta várias mulheres, sem a intenção de desvendá-las, pois mostra que é impossível entendê-las. O Rio é o cenário para os dramas de amor, os encontros furtivos, e desenvolvimento de fatos que trabalham com as questões da fidelidade, sedução, paixão, conformidade, desigualdade social, violência e exploração. Enfim, mais uma obra-prima de João do Rio.

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terça-feira, 14 de outubro de 2014

João Do Rio - A Alma Encantadora Das Ruas














Eu amo a rua. Esse sentimento de natureza toda íntima não vos seria revelado por mim se não julgasse, e razões não tivesse para julgar, que este amor assim absoluto e assim exagerado é partilhado por todos vós. Nós somos irmãos, nós sentimo-nos parecidos e iguais; nas cidades, nas aldeias, nos povoados, não porque soframos, com a dor e os desprazeres, a lei e a polícia, mas porque nos une, nivela e agremia o amor da rua. É este mesmo o sentimento imperturbável e indissolúvel, o único que, como a própria vida, resiste às idades e às épocas. Tudo se transforma, tudo varia - o amor, o ódio, o egoísmo. Hoje é mais amargo o riso, mais dolorosa a ironia. Os séculos passam, deslizam, levando as coisas fúteis e os acontecimentos notáveis. Só persiste e fica, legado das gerações cada vez maior, o amor da rua.

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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

João Do Rio - Cinematógrafo (Crônicas Cariocas)















Para João do Rio (1881-1921) o cinema – as fitas – era algo extramoderno, “como o arrolador da vida atual, como a grande história visual do mundo”, e marcava uma das maiores mudanças ocorridas no Universo. Este livro de crônicas escritas em 1908 e regidas em grande parte por diálogos imaginários, é uma das referências dessa mudança, da passagem que gerou o Brasil de hoje e especialmente a hoje degradada e camelotizada cidade do Rio de Janeiro. Uma República sucedia a um Império. Uma nova sociedade especuladora, mercantilista e arrivista surgia dos destroços de uma vitoriana sociedade tropical, fundada na impiedade e crueza da escravidão e do domínio dos grandes proprietários de terra. Uma aristocracia econômica e política sustentava o cetro imperial e os privilégios e injustiças inerentes a uma Nação separada pela riqueza da minoria dominante e a pobreza – que ia até a miséria extrema – dos dominados.

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