O estudo da obra de João de Rio se justifica pelo fato de a nossa
história literária olvidar o período que compreende de 1900 a 1922,
época esta se convencionou a chamar de pré-modernismo. Na presente
comunicação, intentamos levantar alguns aspectos acerca da vida social
no Rio de Janeiro do início do século XX, por meio de um estudo da peça
teatral A Bela Madame Vargas, de João do Rio. A partir da leitura
dessa obra, pretendem-se assinalar os salões, os chás e os arranjos
sociais como elementos estruturais da crítica social que é empreendida
por João do Rio ao longo de suas obras. A par disso surgem os salões,
essencialmente mundano, com grande pompa e luxo; outros mais modestos
todos refletindo, porém, a influência européia, nessa perspectiva
destaca-se A Bela Madame Vargas que trazia o requinte e emprestava às
suas recepções. Se havia barões e condes de poucas letras, a grande
maioria da nobreza era de homens cultos amigos das artes, das
literaturas e da política, mas que viviam de aparências e mal se
conheciam. Os salões se modelavam em esplendor pelo que havia de melhor
na Europa. Madame Vargas abria os salões aos amigos em noitadas
memoráveis. Esta sempre estava presente sendo este o estereótipo quase
único que a consagraram e justificaram a fama.
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