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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Rodrigo Saturnino - A Política Dos Piratas















Este livro relata a emergência dos Partidos Piratas. O objetivo é dar a conhecer a trajetória deste movimento e interpretar, de um ponto de vista sociológico, a formação de novas identidades políticas baseadas na luta contra a privatização da informação e a colonização da internet.O livro propõe que o processo de institucionalização do Partido Pirata reitera, entre outras coisas, a entrada da informação na esfera política e a sua transformação em um dos mais importantes eixos de disputa de poder nas sociedades digitais. Do mesmo modo, conclui que a política dos piratas está inserida em uma continuidade histórica marcada por intensos confrontos geopolíticos no âmbito da violação dos monopólios, onde a mercadorização da informação e da cultura, nomeadamente a partir da utilização da internet, apresenta-se como um dos mais conflituosos.

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Luísa Augusto - Relações Públicas E Turismo














Nos finais do século XX e inícios do século XXI ocorreram transformações profundas no âmbito da comunicação decorrentes do desenvolvimento dos meios de comunicação, representando tempos de mudança, no que diz respeito às práticas, mas também no que concerne aos paradigmas teóricos que as compreendem. Quando pensamos na comunicação desta era que muitos reputam de pós-moderna, a compreensão do novo meio, a internet, assume particular relevância, pelos reflexos profundos que traz - não só no que diz respeito às formas de disseminação da informação, mas sobretudo no que se refere às formas de interação e relação, bem como no diálogo entre as pessoas e as organizações. Com a web, e sobretudo com os seus websites, são produzidas novas dimensões dos ambientes de comunicação e com elas surgem novas oportunidades e desafios à forma como as organizações comunicam, produzem mensagens, criam e transmitem significados. A par com esses fatores emergem também novas relações comunicacionais que dão lugar a novos processos imaginários e mobilidades imaginativas. O domínio e ubiquidade da web tem também implicações para as relações entre as organizações e os públicos, bem como para a formação da imagem, do ponto de vista organizacional, implicando uma nova retórica, onde têm lugar a produção de mensagens e o diálogo, incidentes sobretudo no predomínio da dimensão visual, da fotografia e na partilha conjunta de conteúdos entre as organizações e os públicos. É neste contexto que, no interior das teorias das relações públicas, se produzem novos paradigmas e a perspetiva cocriacional ganha força no entendimento do processo de construção de imagens. Nela, o público adquire um papel mais ativo e uma posição comunicativa idêntica à da organização, tornando-o também cocriador de conteúdos. São estas premissas que nos levam a pensar a centralidade do meio na experiência comunicacional, não só social, mas sobretudo organizacional.

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Hélder Prior, Liziane Guazina & Bruno Araújo (Orgs.) - Diálogos Lusófonos Em Comunicação E Política














Diálogos Lusófonos em Comunicação e Política é constituída por um conjunto de vozes que se propõem pensar as intersecções entre os campos da comunicação e da política no contexto das democracias contemporâneas, especialmente daquelas que compõem o espaço público da lusofonia. Trata-se de um esforço colectivo para compreender as peculiaridades de um sistema político visivelmente inseparável das lógicas comunicativas. Com efeito, diferentes dinâmicas de mediatização da vida política têm marcado a convivência entre as instituições políticas, os meios de comunicação e os cidadãos, dinâmicas que particularmente interessam à obra que a partir deste momento se coloca à disposição do leitor.Vistas em conjunto, as reflexões aqui colacionadas representam um mosaico temático estimulante e representativo das preocupações de uma área de estudos profundamente interdisciplinar, cuja estruturação, enquanto disciplina de conhecimento, resultou da convergência de dois campos autónomos do saber: a Comunicação e a Ciência Política.

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Urbano Sidoncha & Catarina Moura (Orgs.) - Culturas Em Movimento














Culturas em Movimento é um volume urdido no conjunto dos trabalhos apresentados por ocasião do I Congresso Internacional sobre Cultura, realizado em 2015 nas instalações da Universidade da Beira Interior. Essa origem, que podia sugerir uma simples concatenação de peças soltas, insuscetível de criar um corpo homogéneo a que pudéssemos chamar, de jure, “livro”, resultou, nos antípodas dessa estimativa negativa arquitetada na pura superfície da espuma, numa síntese efetiva, cuja origem pode ser situada no próprio tema que motivou o encontro que aqui se celebra a justo título. Ao acolher e concitar uma reflexão livre e despojada de atavismos, ancorada em fundamentos epistemológicos robustos e projetada em temas que disputam abertamente o direcionamento semântico diretamente adstrito ao conceito de “cultura”, Culturas em Movimento soube forjar uma unidade modalmente inatacável, enquanto concebida no livre jogo das reflexões que aqui convergem. Nesse sentido, o livro cumpre integralmente o que promete o seu título: uma tentativa de perpetuar o movimento que radica na sua génese, seja aquele que estabiliza e fixa um sentido de cultura que assim se torna imediatamente operacionalizável nos mais diversos domínios, seja ainda o que perscruta novas possibilidades de significação, nutrindo-se das novas perplexidades assim emergentes e (a)firmando-se convictamente na vertigem do que intencionalmente se constrói a partir desse benigno sentimento de privação.

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quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Victor Luiz Barone Junior - Os Sítios De Redes Sociais No Processo De Produção Da Notícia E Seu Uso No Jornalismo Sul-Mato-Grossense














Qual o impacto das redes sociais na internet (RSI) sobre a rotina produtiva dos jornalistas? Que nível de credibilidade estes atribuem as informações disseminadas nestes ambientes? Há variações na credibilidade entre as fontes oficiais e não oficiais dentro e fora das RSI? Podem as RSI servirem como espaços para a pluralidade de fontes no Jornalismo? Estas foram algumas das inquietações que deram origem a este livro. A obra é uma adaptação da dissertação de mestrado submetida ao Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), e está dividida em cinco capítulos: 1) Redes Sociais e Redes Sociais na Internet (RSI); 2) Fontes, internet e rotinas produtivas; 3) Oficialismo e pluralismo no discurso jornalístico; 4) A Internet como espaço e esfera pública e 5) Os jornalistas de Mato Grosso do Sul e os Sítios de Redes Sociais.

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quarta-feira, 17 de agosto de 2016

André Barata - Sentidos De Liberdade
















Falar de liberdade não é falar de uma ideia só, mas de múltiplas ideias que não são, com toda a certeza, ideias do mesmo. E se, em vez de ideias, se disser ideais, o problema nada perde em complexidade – há ideais de liberdade distintos, e também os há contraditórios ou mesmo conflituais. À parte outras razões, conflitos entre ideais de liberdade têm participado historicamente da justificação das crises da Modernidade. A liberdade move povos, quer como ideal a perseguir quer como status a salvaguardar. Teoricamente, a importância do conceito de liberdade, caso se pudesse falar de um tal conceito, entenda-se como se de um só se tratasse, e caso essa importância se deixasse medir assim, é dada pelo valor fundacional que desempenha, ou se disputa desempenhar, em contextos filosóficos tão variados como a Ética, a Teoria Política, a Antropologia Filosófica. Além disso, há uma tão notável quanto antiga questão em torno da metafísica da liberdade – ao fim e ao cabo, perguntar-se-á, pode haver liberdade? Ou talvez de forma menos atreita a escândalos – que pode a liberdade ser?

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José Manuel Santos - O Mundo E O Tempo: Ensaios De Fenomenologia E Teoria Da Comunicação
















Os textos reunidos neste livro são estudos elaborados ao longo dos últimos onze anos e publicados em contextos diversos. Retrospectivamente, verifica-se que o tema do mundo ocupa um lugar central em todos eles e o do tempo na maior parte deles. O mundo da experiência na modernidade, como se mostra nos textos da terceira e última parte deste livro, é um mundo marcadamente “temporalizado”. Com referência a vários autores (Scheler, Heidegger, Gehlen, Blumenberg, Luhmann) explica-se nesses textos o que significa temporalização do mundo da vida. Tudo isto faz com que tenha parecido amplamente justificado dar ao conjunto o título de O mundo e o tempo.

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José Manuel Santos - O Pensamento De Niklas Luhmann
















Em Outubro de 2003, tiveram lugar na Universidade da Beira Interior, no âmbito das actividades do Instituto de Filosofia Prática, umas jornadas dedicadas ao Pensamento de Niklas Luhmann. Para além de académicos portugueses, vindos de várias universidades do país, esteve ainda presente um convidado alemão, professor de teoria sociológica em Bielefeld e ex-assistente de Luhmann. O objectivo do encontro foi de reunir os investigadores portugueses que, por diferentes motivos, se interessaram pela obra de Luhmann, confrontar interpretações e avaliar a utilidade actual, em diversas áreas disciplinares, das categorias e instrumentos teóricos desenvolvidos pelo sociólogo alemão. Com efeito, a obra de Luhmann, pela sua amplitude, multiplicidade de objectos estudados e, sobretudo, universalidade metodológica e categorial da teoria elaborada, tem incidências em praticamente todas as disciplinas das ciências sociais e humanas, muito para além, portanto, da sociologia. A obra de Luhmann exige do receptor uma prática da interdisciplinaridade a um nível de reflexão teórica extremamente elevado, para além de uma cultura científica enciclopédica em praticamente todas as disciplinas das ciências sociais e humanas, sem esquecer a filosofia. A diversidade das áreas de investigação representadas neste encontro – sociologia, filosofia, musicologia, direito, ciências da comunicação – foi bem o espelho desta faceta da obra luhmanniana.

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José M. Silva Rosa & Joaquim Paulo Serra - Da Fé Na Comunicação À Comunicação Da Fé
















Nos dias 24 e 25 de Outubro de 2003 reuniram-se na UBI cerca de cinquenta pessoas, entre conferencistas e participantes, a fim de aprofundarem as relações entre a fé e a comunicação. No que aos conferencistas se refere – mas esta observação pode ser generalizada aos participantes –, como se constata pelo índice, o que os caracteriza é, desde logo, a sua diversidade e pluralidade: em termos de formações e de especialidades – a teologia, a filosofia, as ciências da comunicação, as ciências da religião, a sociologia, a antropologia; em termos das Universidades de proveniência – a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, a Universidade Nova de Lisboa, a Universidade Católica Portuguesa, a Universidade da Beira Interior; em termos, finalmente, dos seus pessoais percursos e experiências de vida. Não é que sejamos pela diversidade e pela pluralidade em si mesmas – até porque elas são, muitas vezes, confundidas ou com a mera ausência de princípios ou com uma “tolerância” que tolera as maiores barbaridades –, mas a diversidade e a pluralidade, assentes na defesa de posições firmes e reflectidas, revelam-se como condições indispensáveis à abordagem de uma realidade complexa e caleidoscópica, como é a das relações entre fé e comunicação. O confronto de perspectivas, verificado nas Jornadas, exigiu de cada um dos conferencistas um confronto prévio, íntimo e silencioso, com a proposta de trabalho que os organizadores lhe apresentaram, e que a seguir se descreve de forma mais pormenorizada.

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Tito Cardoso E Cunha - Razão Provisória: Ensaio Sobre A Mediação Retórica Dos Saberes
















A expressão que serve de título – “Razão provisória” – é inspirada num texto de Hans Blumenberg que teremos ocasião de comentar neste livro. O próprio Blumenberg alude aí ao famoso passo cartesiano sobre a moral provisória. É que a retórica pode assim ser entendida como o que resta do que a evidente necessidade do saber científico não alcança. Quando as verdades evidentes faltam, resta a retórica para dizer a verossimilhança. E no entanto, também as ciências se dizem por palavras apesar da generalizada “retreat from the word” a que G. Steiner faz alusão. A mediação retórica dos saberes científicos constitui a tema central deste livro; isto é, o que de mais provisório se apresenta à construção de pura racionalidade por eles pretendida. “Ciência” e “Retórica”, no seu uso corrente, evocamnos conotações bem diferentes. O termo “retórica” remete-nos para uma conotação assaz negativa que tem a ver com um pathos (emocional) pouco propício à racionalidade de um discurso argumentado e que apresenta provas das suas asserções.

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Rui Bertrand Romão (Org.) - O Cepticismo E Montaigne
















Na investigação filosófica das últimas décadas o cepticismo tem sido alvo de um redobrado e crescente interesse, que tem incidido quer sobre a reavaliação dos temas e, sobretudo, problemas cépticos a ele atinentes, quer sobre a reapreciação dos autores e correntes de pensamento em cuja filosofia ele desempenha um papel determinante. Significativamente, esta revitalização tem sido feita do ponto de vista tanto da tradição filosófica anglo-saxónica como da continental, podendo mesmo vir a ser considerado uma das possíveis pontes entre as duas. Montaigne é um autor privilegiado para a partir, ou em torno, dele se investigar o cepticismo, em várias perspectivas. Em especial o é quando a investigação incide não apenas sobre questões teóricas, mormente as ligadas ao conhecimento, a que por tradição moderna mais se vincula a problemática céptica, mas, de igual maneira, sobre temas e problemas de ordem prática. O que é natural, porquanto, afinal, Montaigne se pode considerar haver, sobretudo, sido um filósofo político e moral. Todavia, o estatuto do cepticismo nos Ensaios não deixa de constituir matéria controversa, como controverso acaba por ser o papel desempenhado pelo Autor na tradição céptica, devendo-se encarar tanto a vertente que sobre ele pesa, como a que ele marca de forma indelével.

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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Elaide Martins & Marcos Palacios (Orgs.) - Ferramentas Para Análise De Qualidade No Ciberjornalismo Vol. 2 (Aplicações)
















Esta coletânea reúne textos que descrevem aplicações e ampliam discussões em torno de Modelos propostos no livro Ferramentas para Análise de Qualidade no Ciberjornalismo (Volume 1: Modelos), publicado em 2011, através do LabCom.IFP. Os Modelos resultaram dos esforços de um grupo de pesquisadores espanhóis e brasileiros que, reunidos através de um convênio de colaboração internacional, entre 2007 e 2010, lançou-se à tarefa de pensar e operacionalizar formas de avaliar e comparar Qualidade nos novos suportes jornalísticos. Partindo-se de metodologias e técnicas já estabelecidas para a análise mais genérica de sítios na web, buscou-se criar instrumentos capazes de detectar e mensurar cada uma das características próprias do Ciberjornalismo. O resultado de tais esforços foi um conjunto de Modelos, oferecido não como um produto totalmente acabado, mas como uma contribuição inicial para uma sistematização de procedimentos na análise da Qualidade no Ciberjornalismo, como uma Caixa de Ferramentas a serem testadas e aperfeiçoadas por eventuais usuários. Passados cinco anos da publicação, este Volume II resulta de uma chamada pública para textos de pesquisadores que tivessem utilizado as ferramentas propostas. Os 22 artigos reunidos atestam a importância e alcance dos Modelos. Suas fontes originais são variadas: nasceram como artigos científicos independentes, como parte de trabalhos acadêmicos mais longos, como comunicações em eventos das áreas de Comunicação e Jornalismo, como exercícios práticos em sala de aula. Os objetos analisados são variados e incluem sites jornalísticos na web e smartphones, web-reportagens especiais em jornais de grande circulação, rádios na web, blogs e até programas de TV relacionados a seus sítios e redes sociais, denotando a larga aplicabilidade encontrada para as ferramentas.

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domingo, 10 de julho de 2016

Daniel Meirinho - Olhares Em Foco: Fotografia Participativa E Empoderamento Juvenil














O presente livro se fundamenta numa investigação-ação participativa em que a fotografia e a visualidade possibilitam a expressão, reflexão indenitária e resgate de autoestima de jovens em contextos de exclusão social e vulnerabilidade, no Brasil e em Portugal. Através de uma plataforma de intervenção social o trabalho proposto no livro busca discutir as produções visuais dos jovens envolvidos no Projeto Olhares em Foco sobre si mesmos, dos seus grupos de pares, das suas famílias e das suas comunidades. Através do projeto foi possível testemunhar as representações visuais transformarem-se num suporte para o desenvolvimento de um pensamento crítico que levou a uma compreensão das perspetivas, necessidades e problemáticas pessoais e coletivas ilustradas nas fotografias e avaliadas pelo processo dialógico. A base teórica foi estruturada nos Youth Participatory Action Research (YPAR), na metodologia Photovoice e nos princípios da educação para a consciência crítica do pedagogo Paulo Freire. A imagem fotográfica demonstrou ser uma ferramenta que amplia as formas de expressão dos jovens ao mesmo tempo que um recurso criativo que evidencia a existência de padrões e escolhas semelhantes entre os diferentes jovens que refletem os seus perfis indenitários.

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terça-feira, 7 de junho de 2016

Catarina Rodrigues - Blogs E A Fragmentação Do Espaço Público














O número crescente de blogs constitui um dos fenómenos mais marcantes da Internet na actualidade. Estes dispositivos multiplicaram-se nos últimos anos a um ritmo alucinante, um pouco por todo o mundo. Se inicialmente muitos achavam que se tratava apenas de um fenómeno passageiro, a sua dimensão e expansão provam exactamente o contrário. O mundo da blogosfera é um espaço caracterizado pela liberdade de expressão, sendo a opinião o motor que a faz avançar. A publicação simples e acessível é apenas uma vantagem destes dispositivos que, tal como muitas outras ferramentas proporcionadas pela Internet, apagaram as barreiras de espaço e de tempo. “A capacidade de contactar, no imediato, com um outro utilizador da rede nos antípodas do espaço geográfico, e receber resposta quase imediata, abre um conjunto alargado de possibilidades, criando uma conjuntura, nunca antes possível, de comunicação global”.

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Ana Catarina Pereira - A Mulher-Cineasta: Da Arte Pela Arte A Uma Estética Da Diferenciação














A História do Cinema teve início nos finais do século XIX, em sociedades europeias heterogéneas com uma estrutura patriarcal comum. Nessa perspectiva, estudar as propostas feministas aplicadas à sétima arte traduz-se numa reflexão acerca dos reconhecidos estereótipos e arquétipos com os quais a feminilidade foi sendo conotada, bem como as inúmeras objectificações gratuitas e discriminações por razões de género, que Beauvoir denunciou. Numa valorização que é essencialmente compensatória, recuperam-se artistas nunca devidamente reconhecidas, eliminadas dos manuais e arquivos históricos — o que adquire maior relevância no contexto de uma cinematografia minoritária, como a realizada em Portugal — ao mesmo tempo que se questiona e debate a insustentável indefinição de uma sensibilidade artística feminina.

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Anabela Gradim And Catarina Moura - Communicating And Evaluating Science (Inglês)














Nowadays the scientific community is the unequivocal result of the way these last years exponentially emphasized the challenge to define and stabilize parameters that allow communication and evaluation of science to benefit from the necessary credibility it takes to sustain a complex paradigm. Thought after – and as a result of  –  an  international  conference  on Emerging Publication Models organized within  a  project  devoted,  precisely,  to  the  Communication  of Science,  this book reflects and echoes, through thirteen essays, the concerns of thousands of researchers, professors, students and librarians who feel, about their work (about their future), the permanent pressure of a system whose intricate functioning, to some extent, remains unclear.

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Marcelo Freire - Jornalismo De Revistas Para Tablets














Jornalismo de Revistas para Tablets discute o processo de migração das revistas para os dispositivos móveis. Para tanto, tenta identificar no “DNA” deste tipo de publicação, identificando o que dele passa para meio digital e quais as mutações sofridas por estar neste novo ambiente. Ao analisar uma publicação nativa do ambiente de tablets e uma adaptada, respectivamente Katachi e Wired, a comparação permite ao autor a construção de uma definição do que são revistas digitais e a proposição de uma tipologia. Localizada no cenário de produções transmídia, a obra busca atualizar discussões e lançar um olhar sobre o conteúdo e as práticas da comunicação digital do tempo presente, contextualizando-a como uma construção gradual e influenciada pelos dispositivos, pelo ambiente digital e pelos usos que se fazem deles.

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Soraya Barreto Januário - Masculinidades Em (Re)Construção: Gênero, Corpo E Publicidade














O presente livro analisa as representações dos homens e das suas masculinidade, retratadas através do médium revista. Na contemporaneidade, caracterizada pela fluidez dos valores sociais (Bauman, 2004) e pela crescente influência exercida pelos media, a imagem do homem tem vindo a sofrer alterações. Novos modelos sociais e estéticos são estabelecidos, categorizando os indivíduos de acordo com determinados padrões socialmente aceites. Os estudos culturais e de género, ao analisarem o que é veiculado nos media, procuram entender como são retratadas para os indivíduos as mudanças que permeiam a sociedade na atualidade. A proposta deste estudo foi a de identificar aspetos de uma Cultura Visual que caracterizam a exposição do homem na publicidade. Analisamos o conteúdo visual nos anúncios publicitários veiculados no ano de 2011 nas revistas de estilo de vida masculinas, nomeadamente Men’s Health, GQ e Max Men. Na busca de evidências e rupturas de uma cultura visual que emerge das representações das masculinidades na publicidade portuguesa, deparamo-nos com a presença de alguns padrões de homens, representados por sete categorias. Nesse sentido, foi possível compreender que na associação entre as masculinidades e a publicidade se perpetuam os ideais hegemônicos, com algumas rupturas pontuais.

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Isabel Ferin Cunha, Estrela Serrano & João Figueira (Coords.) - A Corrupção Política Vista Por Jornalistas E Políticos














O livro A Corrupção Política vista por Jornalistas e Políticos é a quarta publicação coletiva no âmbito do projeto "Corrupção Política nos Media: uma perspetiva comparada" . O livro contem um Prefácio do Procurador-geral adjunto e membro nacional na Eurojust, António Cluny, e três artigos dos investigadores do projeto, Isabel Ferin Cunha, Estrela Serrano e João Figueira que discorrem sobre a relação entre os Media, o Jornalismo, a Justiça e a Política. A originalidade da obra é, contudo, apresentar os resultados de entrevistas a políticos e a jornalistas. As entrevistas a políticos situam-se no âmbito de inquéritos parlamentares e são apresentadas por Estrela Serrano. As 13 entrevistas a jornalistas foram conduzidas por João Figueira. Com as entrevistas aos políticos apreendemos a partir dos casos de corrupção estudados no projeto — BPN, Face Oculta, Freeport e Submarinos — quais as suas perceções relativamente à atuação da Justiça e dos jornalistas. Por meio das entrevistas aos jornalistas compreendemos os constrangimentos a que estão submetidos, bem como a autonomia que possuem para produzirem investigação própria e autónoma face à investigação judicial.

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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Luís Nogueira - Manuais De Cinema III: Planificação E Montagem














A planificação e a montagem são duas diligências fundamentais daquilo que se poderá chamar linguagem cinematográfica. E a découpage e o storyboard são ferramentas muito úteis para operar a este nível. No entanto, devemos afirmar que é perfeitamente viável (e muitas vezes imprescindível) recusar ou negar estas diligências e ferramentas. Em muitas circunstâncias é contra as normas e os procedimentos que se consegue ser criativo. Contudo, não conhecer as ferramentas nem os procedimentos à nossa disposição poderá ser mais do que negligência… e extremamente nefasto. Só quem domina as convenções está em condições de as recusar.

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