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sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Saul Frampton - Quando Brinco Com A Minha Gata, Como Sei Que Ela Está Brincado Comigo?: Montaigne E O Estar Em Contato Com A Vida














Quando brinco com a minha gata, como sei que ela não está brincando comigo? – Montaigne e o estar em contato com a vida, de Saul Frampton, celebra, com leveza e bom humor, a vida e a obra de Michel de Montaigne, cujos ensaios tiveram enorme impacto em figuras como Shakespeare e Orson Welles, e cujos pensamentos, ainda hoje, ferecem uma visão sem precedentes sobre a simples questão de estar vivo. O livro apresenta uma viagem pela evolução dos ensaios de Montaigne e os eventos que o inspiraram ao longo de sua vida. Um dos maiores méritos de Frampton é convidar o leitor a conhecer e a compreender as ideias do filósofo a respeito da morte, do sexo, da amizade, da natureza e, acima de tudo, do poder do comum e do banal, o valor do momento presente. Por meio dos ensaios do filósofo francês, Frampton argumenta que ele usava, muitas vezes, a escrita como terapia, colocando seus sentimentos no papel. O estilo do livro é divertido, fácil e pertinente, como quando comparado, de forma memorável, Montaigne com James Stewart, de A felicidade não se compra: “Montaigne começa a rejeitar a desesperança e a sentir a textura do tecido simples da existência.” Michel de Montaigne aposentou-se aos 37 anos e viveu o restante da vida em seu castelo. No entanto, em vez de acalmá-lo, o ócio fez Montaigne procurar algo mais para a vida. Essa foi a origem de seus ensaios.

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terça-feira, 27 de setembro de 2016

Michel De Montaigne - Sobre A Vaidade














Este texto, um dos mais belos da literatura, é também o menos pretensioso. Se é uma obra-prima, isso se deve um pouco ao acaso, ou melhor, a essa necessidade imprevisível a que hoje damos o nome de gênio e que outra coisa não é, em se tratando de Montaigne, senão o próprio Montaigne, com seu gosto extremo pela verdade, com o desprezo pelo artifício e com a liberdade sem igual de atitude e tom. Nele denuncia o que entende como a incapacidade do homem em viver em sociedade contribuindo de si para o bem comum. Elogio da diferença e do reconhecimento da mesma como um bem, pontuado por citações de poetas e pensadores clássicos, este ensaio recupera os ensinamentos da antiga Roma, cuja República é aqui tomada como superlativo de organização governativa. A vaidade surge dissimulada em todo o discurso, culminando com a exibição da reprodução de uma Bula Burguesa que a cidade de Roma lhe conferiu em 1581.

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quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Rui Bertrand Romão (Org.) - O Cepticismo E Montaigne
















Na investigação filosófica das últimas décadas o cepticismo tem sido alvo de um redobrado e crescente interesse, que tem incidido quer sobre a reavaliação dos temas e, sobretudo, problemas cépticos a ele atinentes, quer sobre a reapreciação dos autores e correntes de pensamento em cuja filosofia ele desempenha um papel determinante. Significativamente, esta revitalização tem sido feita do ponto de vista tanto da tradição filosófica anglo-saxónica como da continental, podendo mesmo vir a ser considerado uma das possíveis pontes entre as duas. Montaigne é um autor privilegiado para a partir, ou em torno, dele se investigar o cepticismo, em várias perspectivas. Em especial o é quando a investigação incide não apenas sobre questões teóricas, mormente as ligadas ao conhecimento, a que por tradição moderna mais se vincula a problemática céptica, mas, de igual maneira, sobre temas e problemas de ordem prática. O que é natural, porquanto, afinal, Montaigne se pode considerar haver, sobretudo, sido um filósofo político e moral. Todavia, o estatuto do cepticismo nos Ensaios não deixa de constituir matéria controversa, como controverso acaba por ser o papel desempenhado pelo Autor na tradição céptica, devendo-se encarar tanto a vertente que sobre ele pesa, como a que ele marca de forma indelével.

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segunda-feira, 11 de julho de 2016

Michel De Montaigne - Os Ensaios














Esta edição oferece ao leitor a possibilidade de ter uma visão do pensamento de Montaigne. Os ensaios desta obra passam por temas como o medo, a covardia, a preparação para a morte, a educação dos filhos, a embriaguez, a ociosidade.

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