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segunda-feira, 18 de julho de 2016

Nelson Natalino - Vida Alves: Sem Medo De Viver














Atriz de rádio e TV, entrou para a história das comunicações por ter encenado com Walter Forster o primeiro beijo da televisão brasileira, na telenovela Sua vida me pertence de 1951. Também, participou da peça Calúnia (teleteatro do Grande Teatro Tupi), onde deu o primeiro beijo homossexual da TV brasileira, na atriz Geórgia Gomide, em 1963, na TV Tupi de São Paulo. Desde 1995, quando foi fundada a Pró-TV, Vida é presidente do Museu da TV, que tem o objetivo de preservar a memória dos pioneiros da televisão nacional. O Museu da TV é um projeto de criação da Pró-TV - Associação dos Pioneiros, Profissionais e Incentivadores da Televisão Brasileira.

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Ely Azeredo - Jorge Ileli: O Suspense De Viver














Muitas vezes, foi dito que o Brasil é um país se memória. Chega-se novamente a esta conclusão trágica ao contar a história de um dos mais famosos e sensíveis diretores do cinema brasileiro, o carioca Jorge Ileli. Crítico e jornalista das revistas A Cigarra e A Cena Muda, foi roteirista e produtor, dirigiu curtas e fez filmes policiais de qualidade que conquistaram sucesso de bilheteria e crítica.

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Roberta Canuto - Marco Altberg: Muitos Cinemas














Realizador do mais antigo e bem-sucedido programa de tevê sobre cinema brasileiro em todos os tempos, Revista do Cinema Brasileiro, Marcos Altberg revela neste livro-depoimento à jornalista Roberta Canuto todos os passos de sua bem-sucedida carreira. Foi também pioneiro na produção de filmes para a televisão com o longa Sombras de Julho e também para tevê por assinatura.

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domingo, 17 de julho de 2016

Valdemar Jorge - Inezita Barroso: Inezita Com A Espada E A Viola Na Mão














Inezita, ou Inês Madalena Aranha de Lima, começou a cantar e estudar violão aos sete anos. Aos 11 iniciou seu aprendizado de piano. Estreou profissionalmente em 1950, na Rádio Bandeirantes. Na década de 50 ganhou prêmios de melhor cantora do rádio e fez sucesso com "Moda da Pinga" e "Lampião de Gás", além de atuar nos filmes "Destino em Apuros", "Mulher de Verdade", "É Proibido Beijar" e "O Craque". A partir de 1954 passou a apresentar-se na TV Record, em programas folclóricos, tema ao qual se dedicou definitivamente e que a consagraria. Em 1955 atuou no filme "Carnaval em Lá Maior" e lançou o seu primeiro LP, "Inezita Barroso", pela Copacabana, que incluía "Banzo", "Funeral dum Rei Nagô" e "Viola Quebrada". Desde os anos 80 ela comanda o programa "Viola, Minha Viola", na TV Cultura de São Paulo. E desde 1990 faz a apresentação e a direção musical e folclórica do programa "Estrela da Manhã", da Rádio Cultura AM, de São Paulo. Professora de folclore, com mais de 70 discos gravados, produziu documentários e programas de televisão, viajando por todo o mundo com seu repertório folclórico, ou "de raiz", como prefere chamá-lo, para realçar o caráter original, as raízes da musicalidade popular brasileira.

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Thiago Sogayar Bechara - Cida Moreira: A Dona Das Canções














Paulistana, iniciou os estudos de piano na infância e, desde então, como cantora, em programas de rádio. Adolescente, muda-se com a família para Londrina (Paraná) e, de volta a S. Paulo, forma-se psicóloga, profissão que exerce por pouco tempo, já que a música e o teatro determinaram a sua escolha. No final dos anos 70, já cantora e atriz, é convidada a integrar o grupo teatral Ornitorrinco, em peça com músicas de Brecht e Weill. A ousadia inovadora de Cida, já no disco de estréia, Summertime (1981), com clássicos de jazz e blues, trazendo o diferencial de ser em vinil lilás, e, pela primeira vez, a versão censurada de Geni e o Zepelim, de Chico Buarque, virou marca registrada dos que se seguiram, sempre com o bom respaldo de crítica e público.

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sábado, 16 de julho de 2016

Regina Ribas - Leny Andrade: Alma Mia














Leny Andrade de Lima, Mais conhecida como Leny Andrade, Nasceu em Rio de Janeiro, Em 25 de janeiro de 1943, e é uma cantora e música brasileira. Leny Andrade teve vários hits nas paradas brasileiras, e em 2007 dividiu um Grammy Latino com César Camargo Mariano para Melhor Álbum MPB ao Vivo. Começou sua carreira cantando em boates, morou cinco anos no México e passou boa parte de sua vida vivendo nos Estados Unidos e Europa. É considerada por muitos a maior cantora de jazz brasileiro.

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quinta-feira, 2 de abril de 2015

José Dias - Odorico Paraguaçu: O Bem-Amado De Dias Gomes














Odorico Paraguaçu, O Bem Amado, talvez seja um dos mais longevos personagens na cena brasileira. A peça de Dias Gomes – Odorico, o Bem Amado ou Uma Obra do Governo – foi encenada pela primeira vez em 1969 pelo Teatro de Amadores de Pernambuco; virou especial de televisão em 1964 no programa TV de Vanguarda exibido pela TV Tupi; tornou-se a primeira novela exibida a cores em rede nacional, em 1973 na Rede Globo para virar um tempo depois seriado de sucesso, exibido por cinco anos, de 1980 a 1984. A luta eterna contra a censura e a preocupação constante em retratar a realidade brasileira fizeram com que Dias Gomes desenvolvesse uma linguagem especial, cuja sutileza possibilitasse tentar driblar a primeira e, ao mesmo tempo, manter-se fiel à segunda. Como conseguiu esse feito? Recortando no quadro político da sociedade, que o fez topar com um número considerável de homens públicos desprezíveis, matrizes da atuação de um personagem, de moral ambígua e linguajar pernóstico, ao qual emprestaria força cada vez mais demolidora: Odorico Paraguaçu. Um tanto acanhado no início de sua carreira no teatro, Odorico acaba chegando ao auge de sua contundência na televisão. Na figura deste tirano tomou corpo todo escárnio por um comportamento social que o autor repudiava e que, através do humor, pretendia mostrar ao público, apesar de ainda assim ter sido alcançado, por diversas vezes, pela tesoura da censura. O Bem Amado, em sua alusão irônica, transformou-se aos poucos, pela assiduidade com que freqüentou os lares dos brasileiros, no retrato do político a quem Dias Gomes permitiu que o povo castigasse, mesmo que apenas através do riso. Antes de acompanhar a trajetória de Odorico Paraguaçu, conto episódios da vida de seu criador, buscando levantar as marcas que a luta contra a presença insistente da censura, e a favor da liberdade e de uma condição melhor de vida, deixaram em sua carreira de intelectual, ativo participante da produção cultural brasileira, em seus diversos meios de expressão.

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segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Luiz Gonzaga Assis De Luca - A Hora Do Cinema Digital: Democratização E Globalização Do Audiovisual














A Hora do Cinema Digital - Democratização e Globalização do Audiovisual não é apenas uma atualização do livro anterior de Luiz Gonzaga Assis de Luca, Cinema Digital - Um Novo Cinema?. Mais do que responder às questões decorrentes da convergência digital que, ao mesmo tempo, une e separa a indústria cinematográfica. Os novos equipamentos permitem exibições de altíssima qualidade de filmes, como permitem, ainda, a exibição de conteúdos que antes não chegavam aos cinemas. Em sentido contrário, abre espaços para que produções com menores custos ou feitas regionalmente cheguem aos cinemas. Gonzaga não se restringe às questões tecnológicas, debatendo a estrutura dos grandes estúdios norte-americanos que estão ligados a megacorporações industriais, Discute, também, as particularidades dos setores de comunicações brasileiros, a sua regulamentação, a intervenção do estado nas atividades cinematográficas, o sistema tributário vigente e como esses aspectos interferem e podem criar dificuldades às mudanças tecnológicas no cinema do Brasil. Este livro preenche uma lacuna na literatura da área, abordando um tema atual que interessa não só aos profissionais e aos interessados em cinema, como aos que atuam nas diferentes atividades do audiovisual: distribuidores de homevideo, criadores de games e produtores de programas para diferentes meios e veículos: televisão, telefonia, eventos e internet.

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Inahiá Castro - As Meninas Do Cy














Quarteto em Cy é o nome de um grupo vocal brasileiro formado inicialmente pelas irmãs Cybele, Cylene, Cynara e Cyva. Com o apoio de Vinícius de Moraes, iniciaram a carreira em 1964 com apresentações em boates do Rio de Janeiro. No final da década de 1960 o grupo alcançou êxito internacional sob o título The Girls From Bahia tendo passado por mudanças em sua composição original. Neste período atuaram no quarteto as cantoras Semíramis, Regina e Sonya. Após um breve hiato o grupo volta às atividades - em 1972 - com as cantoras: Cyva, Cynara, Dorinha e Sonya. Em 1980 Dorinha se afasta por motivos de saúde e é substituída por Cybele, estabelecendo uma formação que se mantém até hoje. As vozes do grupo transitaram por notáveis compositores da música brasileira, como Vinícius de Moraes, Dorival Caymmi, Chico Buarque, Tom Jobim e tantos outros. Seus registros fonográficos foram lançados em mais de 30 discos-tanto no Brasil quanto no exterior. Com uma carreira sólida e inabalável por mais de quarenta anos, o Quarteto em Cy se mantém como um dos mais notáveis e expressivos grupos vocais da história da MPB.

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Neyde Veneziano - As Grandes Vedetes Do Brasil














Em meio a plumas e paetês, elas desciam escadarias com segurança e desenvoltura, sem olhar para o chão, sensuais, pernas de fora, flertando maliciosamente com a plateia. Quem presenciou uma cena dessas não se esquece, mas o fascínio pelas vedetes atravessou gerações e incita até hoje a curiosidade de quem não teve o privilégio de vê-las no palco.

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terça-feira, 30 de setembro de 2014

Antonio Leão Da Silva Neto - Dicionário De Fotógrafos Do Cinema Brasileiro














O cinema já foi definido como “a fotografia em movimento”. Isso nos primórdios, quando a nova arte (ainda não reconhecida como tal) se estruturou a partir de um “defeito de fabricação” da espécie humana, cuja visão retém, por uma fração de segundo, as imagens que sua retina capta. É o conhecido fenômeno da persistência retiniana, criando a ilusão de movimento a partir de uma série de fotos fixas que decompõem esse mesmo movimento de seres e coisas, projetadas a idêntica velocidade de sua captação. Isso é o que havia por trás da invenção de Edison ou dos irmãos Lumière. Para que essas projeções fossem bem sucedidas, eram usadas as câmeras cinematográficas, que funcionavam nos mesmos moldes de suas antecessoras fotográficas: bastava colocar o objeto desejado em foco e disparar a objetiva.

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Maria Thereza Vargas - Cacilda Becker: Uma Mulher De Muita Importância














Cacilda começou no teatro paulista como atriz amadora e se profissionalizou em 1948. Neste ano, Nydia Lícia recusou um papel na peça "Mulher do Próximo", de Abílio Pereira de Almeida, produzida pelo Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), para não ter que beijar nem dizer "amante" em cena, pois isto podia lhe custar o emprego numa importante loja. Cacilda, que a substituiu, exigiu ser contratada como profissional, acabando com o velho preconceito de que artista sério deveria ser diletante Em 30 anos de carreira, Cacilda encenou 68 peças, no Rio de Janeiro e em São Paulo; fez dois filmes (Luz dos Seus Olhos em 1947 e Floradas na Serra, em 1954) e uma telenovela (Ciúmes, em 1966), na TV Tupi além de outras participações em teleteatros na televisão, foi Cacilda quem inaugurou o Teatro Municipal de São Carlos com a peça Esperando Godot no começo de 1969. Cacilda provocava paixões avassaladoras e teve três maridos, sendo o último Walmor Chagas, com quem adotou sua única filha, Maria Clara Becker Chagas, nascida em 1964. Durante a apresentação do espetáculo Esperando Godot, que encenava com o marido Walmor Chagas, na capital paulista, em 6 de maio de 1969, Cacilda sofreu um derrame cerebral e foi levada para o hospital, ainda com as roupas de seu personagem.

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Luiz Antonio Souza Lima De Macedo (Org.) - Críticas De B. J. Duarte














Considerado por muitos como um dos maiores críticos cinematográficos do Brasil, Benedito Junqueira Duarte, o B.J. Duarte, como era conhecido, ainda não tinha um volume que apresentasse sua relevante e extensa obra, a não ser Crônicas da Memória, volume semibiográfico editado por ele mesmo. Duarte exerceu a crítica cinematográfica por cerca de 30 anos em atividade quase diária, nos jornais O Estado de S.Paulo (1946/50) nas Folhas (1956/65) e, mensalmente, na revista Anhembi (1950/62). A primeira paixão foi a fotografia. Depois, atraído pelas possibilidades da dinâmica do cinema, registrou nesses trabalhos, vilas de operários, uma São Paulo tranquila e sítios históricos do interior do Estado. Realizou centenas de filmes, vários premiados aqui e no exterior. Com o curta-metragem Metrópole de Anchieta, de 1954, ganhou o prêmio Saci do jornal O Estado de S.Paulo. Estas são algumas das facetas deste importante crítico, reveladas por Luiz Antonio Souza Lima de Macedo, autor desta compilação, para a Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, em seu trabalho de resgate e preservação da memória cultural brasileira.

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Evaldo Mocarzel - Ana Carolina: Cineasta Brasileira














Escrever sobre a obra da cineasta Ana Carolina é como dar um passeio profundo pela minha formação artística. Até hoje permanece o impacto que foi me deparar pela primeira vez com a dramaturgia desconcertante de Mar de Rosas, um filme corajoso, ousado, visceral e despudorado. E logo depois Das Tripas Coração, um mergulho não menos arrojado no imaginário de um homem dormitando e devaneando com o que deveria acontecer dentro de um colégio de moças. E, em seguida, as exuberantes metáforas de Sonho de Valsa, com tantos castelos de sonhos abandonados, ruindo tal qual brilhantes...quimeras esfaceladas.

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sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Antonio Carlos Da Fontoura - Espelho Da Alma















O cineasta e escritor Antonio Carlos da Fontoura (1939) conta ao também escritor Rodrigo Murat que, certo dia, caminhava por uma estrada que não sabia aonde ia dar. Sentou-se, então, para descansar um pouco, quando ouviu pelo rádio de um boteco Erasmo Carlos cantando: "Estou sentado à beira de uma estrada / que não tem mais fim". Murat escreve: "É mesmo longa a estrada de Fontoura". O livro-depoimento Espelho da Alma cobre boa parte dessa longa caminhada empreendida por Fontoura. Inclui-se aí o seu trabalho como dramaturgo e ator no Centro Popular de Cultura (CPC), ao lado de Oduvaldo Viana Filho e Armando Costa, sua tentativa frustrada de seguir carreira como geólogo, o lendário curso sobre as técnicas de cinema direto feito com o sueco Arne Sucksdorff, curso que inspirou toda uma geração de cineastas e documentaristas brasileiros, sua experiência com Eduardo Coutinho em Cabra Marcado Para Morrer, o trabalho como critico de cinema ao lado de Glauber Rocha no Diário Carioca, a parceria com o grupo Opinião e, dentre muitas outras coisas, sua carreira com roteirista e diretor de cinema e televisão. Responsável por filmes fundamentais como Ver Ouvir, Copacabana me Engana e A Rainha Diaba, Fountoura surge por inteiro em Espelho da Alma.

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Alfredo Sternheim - Um Insólito Destino















Perguntam com frequência qual o crítico que me influenciou e sinceramente tenho dificuldade em responder. Foram muitos e nenhum. Nem mesmo Rubem Biáfora, que só fui conhecer melhor quando nos tornamos colegas de jornal. Mas tinha um crítico que eu lia, guardava o nome e de que gostava muito: Alfredo Sternheim, que escrevia no Estado de S. Paulo. Até hoje ainda admiro seu estilo limpo, claro, com belo texto mas sem pedantismo. Onde dá para perceber que é bem informado (e bem formado). Que sabe das coisas mas não se preocupa em gritar isso aos quatro ventos. E demonstra a cada momento sua paixão pelo cinema e seu inconformismo com a má utilização da linguagem, a estreiteza de idéias e a mesquinhez do ambiente.

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