Considerado por muitos como um dos maiores críticos cinematográficos do
Brasil, Benedito Junqueira Duarte, o B.J. Duarte, como era conhecido,
ainda não tinha um volume que apresentasse sua relevante e extensa obra,
a não ser Crônicas da Memória, volume semibiográfico editado por ele
mesmo. Duarte exerceu a crítica cinematográfica por cerca de 30 anos em
atividade quase diária, nos jornais O Estado de S.Paulo (1946/50) nas
Folhas (1956/65) e, mensalmente, na revista Anhembi (1950/62). A
primeira paixão foi a fotografia. Depois, atraído pelas possibilidades
da dinâmica do cinema, registrou nesses trabalhos, vilas de operários,
uma São Paulo tranquila e sítios históricos do interior do Estado.
Realizou centenas de filmes, vários premiados aqui e no exterior. Com o
curta-metragem Metrópole de Anchieta, de 1954, ganhou o prêmio Saci do
jornal O Estado de S.Paulo. Estas são algumas das facetas deste
importante crítico, reveladas por Luiz Antonio Souza Lima de Macedo,
autor desta compilação, para a Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial do
Estado de São Paulo, em seu trabalho de resgate e preservação da memória
cultural brasileira.
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