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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Juliana Pacheco (Org.) - Filósofas: A Presença Das Mulheres Na Filosofia














Existiram filósofas? Existem filósofas? As mulheres participaram da história da filosofia? Estas são questões que ainda se mostram presentes dentro do campo filosófico, gerando surpresa e espanto – em certos casos resistência – quando alguma pensadora é mencionada. Portanto, o livro Filósofas: a presença das mulheres na filosofia busca evidenciar e mostrar a participação das mulheres na filosofia, desde a Idade Antiga até a Idade Contemporânea. Neste livro estão reunidos diversos textos, cada qual abordando uma respectiva filósofa.  As leitoras e os leitores  irão encontrar a vida, obra e pensamento de filósofas como: Hipátia, Aspásia, Safo de Lesbos, Hildegarda de Bingen, Olympe de Gouges, Lou Andreas-Salomé, Hannah Arendt, Simone de Beauvoir, Susan Sontag, Graciela Hierro, Angela Davis, Judith Butler e tantas outras.

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Ricardo Timm De Souza & Ubiratane De Morais Rodrigues (Orgs.) - Ernst Bloch: Atualidade Das Utopias Concretas Vol. II














Em tempos que parecem desejar uma “utopia” que simbolize o desejo opaco de “dispensar todas as utopias”, o conceito blochiano central de “utopias concretas”, sua genealogia e suas derivações, se apresenta como um oásis intelectual em muitos campos do pensamento. Essa é a razão imediata para as novas gerações assumirem também como sua a tarefa de corrigir a injustiça histórica e trazer o pensamento de Bloch, no Brasil, à centralidade da agenda de interesses filosóficos – algo que se concretiza crescentemente. Nessa percepção, e na busca de ainda maior divulgação da obra e o pensamento de Ernst Bloch no âmbito nacional, encetamos a publicação de dois livros sobre Bloch. Estes vêm somar-se às obras já consagradas no Brasil de Suzana Albornoz, Carlos Jordão, Pierre Furter e Arno Münster, entre outros, no esforço de ampliar o debate sobre este importante filósofo contemporâneo. Outro objetivo destes dois volumes é tornar conhecidos os pesquisadores e pesquisadores atuais dedicados ao pensamento de Bloch. Os textos que compõem esse segundo livro tratam especialmente de variadas interfaces do pensamento de Ernst Bloch com pensadores clássicos, como Spinoza e Kant, e com vários pensadores contemporâneos, como Freud, Derrida, Adorno, Benjamin, Rosenzweig, Agamben, Levinas, Bourdieu, Sartre, Foucault, Honneth e Dussel, entre outros.

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quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Olga Nancy P. Cortés - A Inter-Relação Bourdieusiana: Habitus, Campo E Capital














O ponto de partida do constructo teórico do filósofo e sociólogo francês Pierre Bourdieu são as desigualdades existentes na realidade social. Na busca pela compreensão da realidade social e a posição do indivíduo perante a mesma, o autor elabora uma teoria a qual visa à superação da dicotomia das teorias subjetivistas e objetivistas presentes em sua época. Assimilando o pensamento relacional como fio condutor da teoria identificada como construtivismo estruturalista ou estruturalismo construtivista, o autor propõe relevar das pesquisas empíricas o senso prático das ações dos agentes sociais. Tal proposta apresenta uma teoria da prática ou praxiologia, na qual a prática é considerada o motor propulsor das posições, disposições e tomadas de posição do agente social. Com isso as noções de habitus, campo e capital são elaboradas oportunizando uma visão global do meio social a partir da noção de espaço social. A partir disso, a proposta desta pesquisa dissertativa possui como objetivo demonstrar a inter-relação da tríade de noções: habitus, campo e capital. No intuito de alcançar esse objetivo, inicialmente se propõe a contextualização do espaço-tempo do pensamento bourdieusiano, seguido da apresentação isolada de cada noção para finalizar com o levantamento dos pontos que auxiliam a demonstração da inter-relação da tríade das noções bourdieusianas.

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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Guilherme Michelotto Böes - Droga E Mídia: Uma Análise Da Campanha “Crack Nem Pensar”














Durante os anos de 2009 e 2010, o principal grupo midiático do Rio Grande do Sul, construiu uma campanha com imagens contundentes de usuários da substância entorpecente crack. Confrontando essa proposta da mídia, em realizar o seu debate sobre o crack com base em diversos estudos sobre essa substância, sejam sobre redução de dano seja como crítica da legislação penal, pretendemos apresentar esse trabalho, que se constitui em uma análise da mídia como objeto e meio de interação e formação cultural. Essa pesquisa apresenta-se, pois, como uma desconstituição breve, com diversas “linhas teóricas”, diversos autores para diversas concepções doutrinárias, sem ser única, de forma a não se limitar nessas perspectivas teóricas, bem como em suas limitações. Com a análise da campanha proposta, procuramos fazer a análise da “teoria” social sobre a mídia, para que dessa forma, pudéssemos apresentar a mesma como produto de interação cultural. Igualmente, para não se negar a importância da mídia no Estado Democrático, foi necessária uma breve consideração acerca do formato de Estado Democrático de Direito. O discurso sobre as políticas nacionais de drogas já é amplamente debatido no âmbito acadêmico, e se apresenta ofuscado pela campanha da mídia, pois que permite, abertamente, uma equivocada, e exclusiva taxação, especialmente quanto aos usuários, mantendo o argumento proibicionista, operando em um contexto político privado. Nessa senda, apresentamos a uma análise crítica, pela Criminologia Cultural. O trabalho cultural crítico deve partir de um engajamento da “negociação” entre as identidades e seus significados: seus símbolos, as raízes do crime e do desvio, com o intuito de encontrar uma solução coletiva. Pressupõe a conscientização de maiores valores sociais, em uma tentativa de apresentar as tensões e/ou fracassos, das políticas de inclusão e exclusão.

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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Robson Costa Cordeiro (Org.) - Kierkegaard, Nietzsche E Heidegger: O Pensamento Contemporâneo E A Crítica À Metafísica














O que se pretende, com essa obra, é fomentar o exercício dessa atividade de estudo, desse ater-se e pôr-se no caminho do pensamento que já se pôs no nosso caminho. Os textos aqui apresentados, portanto, pretendem apenas introduzir os caminhantes, que são os próprios autores e também os leitores, na caminhada do pensar, nos caminhos de floresta (Holzwege) que, conforme dizia Heidegger, são caminhos que, na maior parte das vezes, acabam se perdendo no ainda não-trilhado. Mas é só na errância que esses caminhos conduzem que o homem pode escapar do erro de seguir o já trilhado, e assim propriamente se encontrar, ou seja, pensar. Zaratustra, no discurso da virtude dadivosa, já alertava os seus discípulos para essa necessidade: “Ainda não vos havíeis procurado a vós mesmos: então, me achastes. Assim falam todos os crentes; por isso, valem tão pouco todas as crenças. Agora, eu vos mando perder-vos e achar-vos a vós mesmo...”

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terça-feira, 1 de novembro de 2016

Pollyana Ferrari - Comunicação Digital Na Era Da Participação














A informação não é um privilégio ou um luxo, mas uma necessidade. O processo de comunicação está relacionado de modo íntimo com o macromercado de seres humanos que precisam de informação e comunicação todos os dias, da mesma maneira que precisam do ar que respiram. A sociedade atual se move em torno das pessoas, das suas histórias, de seus costumes, das suas experiências de vida, enfim, da informação individualizada. E, também, mais recentemente em torno de dados. Interpretar e decodificar dados virou a grande pedra filosofal das primeiras décadas do século XXI. A comunicação em base de dados está transformando o jeito de se fazer comunicação, seja em profissões como Jornalismo, Publicidade, Relações Públicas, Design, entre outras áreas das humanidades ou nas áreas biológicas, por exemplo. O jornalista, o produtor, o publicitário, o cineasta, entre outros, profissionais que lidam com informação como matéria-prima de seu trabalho, têm de aprender a disseminar a informação da melhor maneira possível. E ao profissional completo de comunicação não basta apurar. É necessário saber planejar, codificar metadados, editar e distribuir.

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Frederico Denez & Gustavo Capobianco Volaco (Orgs.) - Lacan In North Armorica














Lacan in North Armorica foi como resolvemos chamar as conferências e entrevistas dadas por Jacques Lacan, em 1976, nos Estados Unidos da América e que o leitor tem, agora e pela primeira vez, traduzido para o português. Ele já havia estado por lá em 1966 proferindo o famoso Discurso de Baltimore e, antes dele, a peste, sob o comando de Freud, já tinha tentando se alastrar pelo continente aproveitando as portas abertas da Clark University. Mas agora os tempos são outros. Não se trata mais de narrar uma história, com ares de catequese, para infiéis. Não se trata mais, também, de introduzir conceitos basilares a um público embalado pela terceira grande paixão do ser. Eles, em 1976, já sabem o que é o inconsciente e quais são suas relações com os sonhos, com os ditos espirituosos e com as parapraxias. Já sabem, também, que esse mesmo inconsciente é estruturado como uma linguagem e que ela/ele são, antes de mais nada e irredutivelmente, moebianos. Aliás, eles, e tantos outros, sabem muito, sabem tanto que tonaram-se não-tolos até seus últimos fios de cabelo e provocam, em Lacan e com outros fios – como se verá aqui – a procura de uma organização que ultrapasse TODA sabedoria. E essa procura se dará em cinco encontros – ou desencontros – nos EUA.

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quinta-feira, 27 de outubro de 2016

João De Fernandes Teixeira - O Que É Filosofia Da Mente














A filosofia da mente ainda é um território desafiador para os filósofos profissionais. Ela não é uma reflexão feita no conforto do a priori ou do comentário aos textos de filósofos consagrados pela história. Na agenda dos filósofos da mente há temas derivados de ciências empíricas como a ciência da computação, a linguística e a neurociência. A filosofia da mente herda do método científico a revisão constante dos resultados das pesquisas e, juntamente com ela, a necessidade de readaptar seus temas de discussão e suas prioridades.

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sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Irineu J. Rabuske - Mateus E Sua Comunidade: O Novo Israel














A renovação da Igreja, durante o séc. XX, deveu-se, em grande parte a dois movimentos de envergadura internacional, surgidos, na realidade de então, nas periferias do nosso mundo católico, ou seja, na França, Alemanha e outros países transalpinos.  Naquela época a América Latina ainda não contava muito no mapa da Igreja.  O Concílio Vaticano II, por sua vez, foi o grande marco histórico.  Lá se fizeram presentes representantes desses dois grandes movimentos e fizeram ouvir suas vozes.  Lá também estavam presentes os representantes dos continentes “distantes”, como se dizia na época.  Assim, a periferia da Igreja alargou-se de maneira impressionante e os dois movimentos citadas se alastraram por todos o orbe terrestre. Ao longo do ano de 2017, em nossas celebrações dominicais, seremos guiados pelo evangelista Mateus.  Ele escreveu seu evangelho pressionado por desafios que identificou em sua comunidade.  Ele, com certeza, era um teólogo profundo, mas também com os dois pés bem no chão, para perceber o que estava causando riscos, quais eram as possibilidades e como a comunidade poderia encontrar um caminho para ser fiel ao anúncio do Evangelho.  Mateus encontra sua comunidade com um bom caminho já percorrido. Ao confrontarmos nossas comunidades com a comunidade de Mateus, percebemos que muitos desafios que nós atualmente enfrentamos, já eram igualmente desafios naqueles tempos iniciais do Cristianismo.  O mesmo vale para as perspectivas.  Assim sendo, podemos espelhar nossa comunidade e nossa prática pastoral na comunidade de Mateus e sua prática.  Ela pode ser uma luz reveladora para a nossa prática pastoral.

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quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Clever Luiz Fernandes & Wandeílson Silva De Miranda (Orgs.) - A Filosofia Nas Escolas: O Diálogo Interdisciplinar Entre A Filosofia E As Ciências Humanas














Este livro resulta da III Jornada de Filosofia pensada e organizada pelos professores da Universidade Federal do Maranhão, mais os amigos colaboradores de outras Universidades que ajudaram de incontáveis modos na preparação dessas Jornadas. Todas elas possuíram como leitmotiv a questão da filosofia e da educação e tiveram o privilégio de reunir professores de diversas áreas: Filosofia, Educação, Sociologia e pesquisadores de outras áreas que têm pesquisado o panorama da educação no Brasil e de maneira específica, em alguns casos, no Maranhão. Por isso, este livro retrata de forma muito contundente alguns dos principais dilemas que hoje enfrenta a filosofia, não só na escola, mas também na educação universitária. Ao interrogarmos pelos fundamentos da escola e da sua relação sempre essencial com a filosofia, tem-se a chance de trazer à luz velhos e novos problemas, alguns solucionáveis, outros incontornáveis. A reflexão proposta nas Jornadas oferecem uma amostra dos dilemas e enfrentamentos dos professores e alunos no percurso de suas respectivas formações. Com o intento de mapear tais questões por três anos consecutivos, foram explorados e analisados pontos centrais das políticas públicas educacionais brasileiras, foram expostos conceitos e proposições filosóficas de diversos autores, antigos e contemporâneos, tratou-se das dificuldades das Universidades Públicas fundadas durante a vigência do REUNI, foram questionadas as contradições e os obstáculos dos novos cursos, debateu-se sobre o esgotamento das ultrapassadas respostas sócio-educacionais que não levam em conta as novas gerações e, por fim, confrontou-se a necessidade do maior engajamento da educação superior na condução do debate educacional brasileiro.

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domingo, 16 de outubro de 2016

Federico Orsini - A Teoria Hegeliana Do Silogismo: Tradução E Comentário














O motivo que rege e organiza a teoria hegeliana do silogismo é a fundamentação dialético-especulativa da silogística tradicional, onde os termos “dialético” e “especulativo” significam aspectos distintos e, ao mesmo tempo, conectados do empreendimento científico em questão: “dialético” diz respeito ao método de derivação das figuras mais concretas do silogismo a partir das insuficiências internas das figuras mais abstratas; “especulativo” é o termo que expressa a própria finalidade desse movimento progressivo, a saber, a prova da espantosa tese de que “todas as coisas são o silogismo” . Seja qual for a avaliação que se queira dar da referida ambição, ela só pode se basear na prévia compreensão de uma das partes mais secas e ásperas da Ciência da Lógica, onde a aparente artificialidade dos esquemas e a dificuldade da exposição poderiam estimular um juízo apressado sobre o fracasso da tentativa hegeliana de apropriar-se produtivamente da silogística aristotélica, estoica e escolástica. O intento do presente livro é precisamente o de contribuir para a compreensão das motivações teóricas que impulsionaram o esforço hegeliano de justificar a tese de que “todas as coisas são o silogismo”. Para este fim, o livro que você está prestes a ler apresenta uma estrutura bipartida: na primeira parte, oferece-se ao público a primeira tradução para o português de todo o capítulo da Lógica Subjetiva sobre o silogismo; a segunda parte é constituída por um comentário integral, que acompanha e explica, parágrafo por parágrafo, o texto hegeliano, procurando tornar explícitos os ‘argumentos’ e as referências histórico-filosóficas que formam o subtexto do tratamento puramente teórico ou racional do silogismo.

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Diego De Matos Gondim & Raquel Anna Sapunaru - Os Atores (Des)Conhecidos Dos Cálculos















Ao apresentar os atores (des)conhecidos dos cálculos, inicia-se, com a intromissão daquele velho e de vários outros: nossa jornada rumo aos cálculos de Leibniz e Newton começa com Descartes e sua A Geometria, publicada originalmente como um dos três apêndices do Discurso do Método, em 1637. Descartes havia tomado como sua missão filosófica descobrir um método geral de pensamento capaz de facilitar as descobertas e encontrar as verdades nas ciências, sendo que, em sua época, as únicas ciências conhecidas que possuíam alguma relevância, pois estavam intimamente ligadas ao desvendar dos segredos do universo, eram a astronomia e a mecânica, ciências de base matemática. Além disso, a matemática com suas proposições e provas indiscutíveis se constituía no melhor exemplo de verdade que se podia querer, pois, consigo, elevava a astronomia e a mecânica ao mesmo patamar incontestável, já que essas dependiam da matemática para se fazerem ver e entender. Sendo assim, a filosofia mecanicista de Descartes parecia se inspirar em Platão, visto que ambos acreditavam na harmonia universal, fundada num método ultrarracional, no qual a matemática reinava, sozinha.

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terça-feira, 11 de outubro de 2016

Neuro José Zambam Sergio Ricardo & Fernandes Aquino - A Teoria Da Justiça Em Amartya Sen: Temas Fundamentais














O presente estudo dos autores Sérgio Ricardo Fernandes Aquino e Neuro José Zambam - professores do Programa de Mestrado em Direito da Faculdade Meridional (IMED) - sobre a vasta e interessantíssima obra de Amartya Sen, no contexto do Centro Brasileiro da Pesquisa sobre Teoria da Justiça de Amartya Sen, certamente que é de suma importância e atinge seu objetivo principal de traçar um roteiro para a compreensão do pensamento e propostas de tão transcendental pensador contemporâneo. Destinado principalmente a estudantes e pesquisadores - destaco sejam iniciantes ou não - os autores fazem um corretíssimo panorama dos escritos do autor indiano no primeiro capítulo - intitulado Cartografia da Obra de Amartya Sen - e realizam interessantes reflexões nos capítulos seguintes. Os títulos por si só já dizem a que são destinados. Sobre o quinto tema, sem dúvida pode-se afirmar que Amartya Sen é um divisor de águas sobre o tema dos Direitos Fundamentais e Multiculturalismo. Autor oriental trouxe uma visão e argumentos importantíssimos para um assunto até então considerado equivocadamente por muitos estudiosos como característico somente da cultura ocidental.

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segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Magnus Dagios - Para A Construção Da Legitimidade Pelas Vias Da Integração: Normativismo Para Uma Cooperação Internacional Sustentável














As últimas décadas do séc. XX e o começo do séc. XXI estabelecem o limiar para uma mudança de cenário nas relações internacionais, com os sinais indicativos de uma ordem mais multilateral; com a disseminação das normas internacionais, seja em relação ao comércio, como em relação ao direito; novos países são criados e admitidos nas organizações interestatais, assim como a há diminuição dos riscos de uma guerra termonuclear entre as potências globais. Contudo, em meio às evidências de um multilateralismo, a persistência de velhos problemas e o surgimento de novos desafios continuam a impor resistência para uma arena internacional mais estável e pacífica. Com isso, tenta-se demonstrar que a concepção da teoria da cooperação neoliberal, com os seus pressupostos e a sua ontologia, determina a formação de um equilíbrio que apresenta propensão a conduzir para um modelo de eficiência muito pouco estável. Assim sendo, defende-se a hipótese de que com o modelo apresentado e a sua ontologia não objetivam a resolução dos desequilíbrios internacionais e, por isso, possuem entre as suas consequências, a manutenção das assimetrias e desigualdades entre países e regiões. Um modelo de cooperação internacional que tem a estabilidade como constitutivo deveria considerar a resolução desses persistentes desequilíbrios. Uma cooperação internacional que mantenha os velhos problemas de dependência econômica e política terá grandes dificuldades de estabelecer as condições para o enfrentamento dos novos desafios advindos do processo de globalização, que necessitam de uma ampla participação multilateral. Os métodos hierárquicos da política mostram-se insuficientes nestas circunstâncias. Por isso, com base na ontologia da escola construtivista das relações internacionais e da escola da sociedade internacional, propõem-se algumas medidas que podem fornecer um caminho para a construção de processos cooperativos mais coerentes e eficazes. Destarte, intenta-se um diverso modelo de equilíbrio, com a proposta de um solidarismo dentro de um processo de integração regional e internacional, para a estruturação de uma ordem global mais legítima.

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quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Cristiano Weber - Estado De Direito Socioambiental E Segurança Alimentar: O Caso Das Lavouras Geneticamente Modificadas














Este livro é fruto da primeira dissertação apresentada e defendida, brilhantemente, junto ao Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal do Rio Grande – FURG, no ano de 2015, constando como requisito parcial para a obtenção do título de Mestre em Direito e Justiça Social. [...] O leitor encontrará aqui uma reflexão atual, que analisa, em profundidade, as implicações que podem advir da negligência às prescrições legais ambientais, uma realidade que não ressalta somente o problema da qualidade dos alimentos e a forma como eles estão sendo produzidos, mas adverte, também, para as degradações ambientais que estão ocorrendo devido à utilização de lavouras geneticamente modificadas.

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domingo, 2 de outubro de 2016

Fernando Danner, Leno Francisco Danner & Marcus Vinícius Xavier De Oliveira (Orgs.) - Direito E/Ao Desenvolvimento: Ensaios Transdisciplinares














Há um quadro de Klee que se chama Angelus Novus. Representa um anjo que parece querer afastar-se de algo que ele encara fixamente. Seus olhos estão escancarados, sua boca dilatada, suas asas abertas. O anjo da história deve ter esse aspecto. Seu rosto está dirigido para o passado. Onde nós vemos uma cadeia de acontecimentos, ele vê uma catástrofe única, que acumula incansavelmente ruína sobre ruína e as dispersa a nossos pés. Ele gostaria de deter-se para acordar os mortos e juntar os fragmentos. Mas uma tempestade sopra do paraíso e prende-se em suas asas com tanta força que ele não pode mais fechá-las. Essa tempestade o impele irresistivelmente para o futuro, ao qual ele vira as costas, enquanto o amontoado de ruínas cresce até o céu. Essa tempestade é o que chamamos progresso.

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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Cícero Gercéu Ricarte Silva - Identidade E Diferença No Sofista De Platão: Seus Significados Nas Relações Genéricas














No diálogo Sofista, Platão problematiza e indica as relações que entretecem os cinco gêneros supremos: ser, movimento, repouso, mesmo e outro. A tarefa deste trabalho resume-se a expor como tais gêneros foram postulados e de que maneira se relacionam, com atenção especial para os sentidos da diferença e da identidade que se depreendem dessas relações genéricas. Para tanto, faz-se um acompanhamento linear, no referido Diálogo, do desenvolvimento argumentativo de Platão acerca das teorias vigentes em seu tempo, observando as implicações, sobretudo, no que se refere às concepções sobre o ser e o não-ser, mormente aquelas provenientes das doutrinas heraclítica e parmenídea, ressaltando as aporias apontadas por Platão no que diz respeito ao modo como tais doutrinas foram concebidas por seus idealizadores, bem como por seus seguidores, trazendo à tona além das inconsistências decorrentes de tais teorias, a proposta platônica para a solução das mesmas.

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Norman R. Madarasz, Gabriela M. Jaquet, Daniela N. Fávero & Natasha Centenaro (Orgs.) - Foucault: Leituras Acontecimentais














Foucault: Leituras Acontecimentais é a segunda produção do Grupo de Pesquisa CNPq “SISTEMA e ESTRUTURA”, após o dossiê “Filosofias da biologia”. Os parâmetros de pesquisa do grupo são formados pelo realismo ontológico, o método de análise estrutural (“estruturalista”) e a biolinguística. No presente livro reúnem-se reflexões acerca da obra de Michel Foucault, numa pesquisa que busca salientar a atualidade do trabalho feito por este filósofo e historiador durante os anos de 1960, especialmente no que diz respeito ao seu projeto de uma arqueologia do saber. No contexto atual da ampliação da obra de Foucault à luz do término da publicação dos Cursos proferidos no Collège de France entre 1970-1984, a volta às suas pesquisas dos anos 1960 é consoante à posição reiterada por ele em determinados momentos dos Cursos quanto à permanente continuação de sua pesquisa arqueológica. Por esta e outras tantas razões que serão explicitadas, evidencia-se que a tradicional configuração “didática” da tríade “saber/poder/ética” aparece cada vez mais como senão simplificando, então ao menos fragmentando arbitrariamente o projeto amplo da filosofia e da história foucaultiana.

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Joedson De Santana Oliveira - Debates Sobre Política Normativa: Republicanismo, Liberalismo E Democracia Deliberativa














O ponto de partida deste trabalho é o debate entre as tradições liberal e republicana, que figuram como duas correntes de pensamento político de grande notoriedade. O alcance e o poder de convencimento destas tradições tem sido objeto de muitas discussões nas últimas décadas. Habermas retoma esta temática e aponta falhas tanto no liberalismo como no republicanismo e propõe uma alternativa ao debate, qual seja a política procedimental deliberativa, que tem a pretensão de unir aspectos do liberalismo e do republicanismo resultando em uma proposta nova de política normativa. Existe, contudo, outra vertente do republicanismo que é ignorada por Habermas. Iremos apresentar esta vertente do republicanismo como uma resposta à alternativa habermasiana ao debate liberal-republicano.

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segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Antonio Marcos Da Conceição Uchoa - O PROEJA Como Inquilino: Impactos Preliminares Do Processo De Iimplementação Do Programa No IF Sertão PE Campus Petrolina 2006-2013














A fotografia da capa intitulada ‘desiguais’, de nossa autoria, nos veio à mente por sua capacidade de retratar falhas nas supostas linhas de produção de estudantes nas escolas públicas brasileiras. A concepção de um estudante modelar, como algo a ser superado, apontada no Documento Base do PROEJA para o Ensino Médio nos possibilitou a analogia de pregos postos um ao lado do outro, cuja fixação na madeira dependesse da mesma quantidade e intensidade de marteladas. Os pregos não são iguais, nem poderiam ser. A ‘desordem’ apontada por Santos (2006) causada pelo novo perfil de estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) na Rede Federal de Educação Profissional, imprimiu na história da EJA, da Educação Profissional e do próprio Ensino Médio novas formas de se fazer educação e gerou, dentro dos Institutos Federais, impactos inegáveis.

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