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quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Ipea - Objetivos De Desenvolvimento Do Milênio: Relatório Nacional De Acompanhamento
















Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) são acompanhados a partir de indicadores que cumprem a difícil missão de representar em números as múltiplas dimensões do contexto socioeconômico de cada país. Esses dados possibilitam mensurar o alcance das metas estabelecidas. A pobreza extrema mencionada no ODM, por exemplo, é determinada pela proporção de pessoas que vivem com menos de US$ 1,25 por dia. Apesar de, obviamente, não resumir em si toda a realidade enfrentada pela população em situação de pobreza extrema, o indicador permite monitorar – de forma bastante objetiva – o desempenho dos países em busca de atingir a meta de, até 2015, reduzir a pobreza extrema à metade do nível observado em 1990.

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terça-feira, 6 de setembro de 2016

Rafael Guerreiro Osorio & Natália Fontoura - Tolerância Social À Violência Contra As Mulheres
















O Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS) é uma pesquisa domiciliar e presencial realizada pelo Ipea em maio e junho de 2013 com o objetivo de captar a percepção das famílias acerca das políticas públicas implementadas pelo Estado, independentemente destas serem usuárias ou não dos seus programas e ações. A pesquisa foi realizada em 3.809 domicílios, em 212 municípios, abrangendo todas as unidades da federação. O método de amostragem probabilística garante uma margem de erro de 5% a um nível de significância de 95% para o Brasil e para as cinco grandes regiões. Em 2013, o Ipea levou a campo um questionário sobre vitimização, no âmbito do Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS), que continha algumas questões sobre violência sexual. A partir das respostas, estimou-se que a cada ano no Brasil 0,26% da população sofre violência sexual, o que indica que haja anualmente 527 mil tentativas ou casos de estupros consumados no país, dos quais 10% são reportados à polícia.

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sábado, 27 de agosto de 2016

Jorge Abrahão De Castro, Luseni Maria C. De Aquino & Carla Coelho De Andrade (Orgs.) - Juventude E Políticas Sociais No Brasil
















A publicação, organizada pela Diretoria de Estudos e Políticas Sociais (Disoc) do Instituto de Pesquisa Econômica aplica da (Ipea), amplia e aprofunda a discussão de temas e questões cruciais para a compreensão da temática juvenil no âmbito da ação pública no Brasil. Em 12 capítulos, a obra destaca o tema "juventude" associado a dimensões e problemas típicos do relacionamento entre o universo juvenil e a sociedade mais ampla: trabalho; desigualdade e discriminação; situações de fragilização social; oportunidades; papéis sociais; e práticas de consumo, entre outros. O objetivo foi fornecer uma leitura da inserção desses temas na agenda das políticas públicas de corte social e contribuir para a compreensão do espaço que as políticas setoriais destinam aos temas e aos problemas da juventude. Com a identificação das lacunas e dos desafios na área, o livro contribui com subsídios para novos debates sobre os jovens brasileiros.

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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Tatiana Dias Silva & Fernanda Lira Goes (Orgs.) - Igualdade Racial No Brasil: Reflexões No Ano Internacional Dos Afrodescendentes
















O racismo e seus reflexos na distribuição dos recursos são elementos estruturantes da desigualdade social no Brasil. O peso de seus efeitos é reafirmado por meio da evidenciação estatística de sua magnitude. A persistência da diferenciação racial no acesso a serviços públicos, na aquisição de capacidades e na posição social desvela as consequências da atuação sistemática de mecanismos de produção e reprodução das desigualdades em vários campos da vida social. Em resposta a este quadro, na última década, instalaram-se e intensificaram-se instrumentos e políticas de promoção da igualdade racial por todo o país.

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segunda-feira, 13 de junho de 2016

Bruna Cristina Jaquetto Pereira & Fernanda Lira Goes (Orgs.) - Catadores De Materiais Recicláveis: Um Encontro Nacional














Este livro busca atender, ainda que minimamente, a uma demanda por espaços de diálogo em que seja possível construir intercâmbios de nossos saberes, de nossos conhecimentos, de nossas perspectivas sobre as questões relacionadas aos(às) catadores(as). Buscávamos um lugar onde pudéssemos aprofundar as noções sobre a reciclagem. Com esse objetivo, por meio de uma parceria entre a Secretaria Nacional de Economia Solidária, do Ministério do Trabalho e Emprego (Senaes/MTE), e diversos órgãos e instituições, como o Comitê Interministerial para Inclusão Social e Econômica dos Catadores de Materiais Reutilizáveis e Recicláveis (Ciisc), a UnB, o Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) e o Ipea, realizou-se em Brasília, entre os dias 20 e 22 de agosto de 2014, o primeiro Encontro Nacional Conhecimento e Tecnologia: inclusão socioeconômica de catadores(as) de matérias recicláveis. Foram selecionados para apresentação 228 trabalhos, entre artigos, experiências, vídeos e manufaturas. Após o evento, convidamos 23 trabalhos para participarem desta publicação. Os critérios de seleção obedeceram ao propósito de incorporar, na medida do possível, as diversidades regionais, de formação e de experiência: há trabalhos de catadores(as), de estudantes e de professores(as), de profissionais da iniciativa privada e de gestores(as) governamentais. Assim, se o objetivo deste primeiro Encontro Nacional Conhecimento e Tecnologia foi proporcionar o intercâmbio de saberes e de conhecimentos, o deste livro foi comprometer-se com a possibilidade de oferecer um momento comum às diversas narrativas que compõem as questões relacionadas à reciclagem no Brasil.

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Renato Balbim & Roberta Amanajás Monteiro (Edits.) - Federative Republic Of Brazil: National Report For Habitat III (Inglês)














The undertaking of a world conference to discuss urban development presents an opportunity to make commitments for the future, towards a better life and greater well-being, by fighting social inequalities and segregations, changing cities into democratic spaces accessible to all and places for realization of rights and the enjoyment of opportunities. Brazil is preparing for the Conference in a participatory and inclusive way, based on the understanding that the urban challenge requires engagement of all three levels of government and society, as well as partnership between them. This political commitment is fundamental to build solutions and strategies that guide Brazil to overcome its hardships, aiming at building a fair, more equalitarian, economically and environmentally sustainable society.

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Aristides Monteiro Neto (Edit.) - Brasil Em Desenvolvimento 2010: Estado, Planejamento E Políticas Públicas














Em 2010, o Brasil realizou sua sexta eleição direta consecutiva para presidente da República. Ao longo de praticamente trinta anos (1980 a 2010), o país conformou uma das maiores e mais pujantes democracias do mundo, por meio da qual conseguiu proclamar uma nova Constituição Federal em 1988, estabilizar e legitimar uma nova moeda nacional desde 1994 e testar satisfatoriamente a alternância de poder tanto no executivo e legislativo em âmbito federal como nos executivos e legislativos subnacionais, em um processo contínuo, coletivo e cumulativo de aperfeiçoamento institucional geral do país. Não obstante a presença de tensões e recuos de várias ordens, é possível avaliar como positiva a ainda incipiente e incompleta experiência democrática brasileira; indicação clara de que a dimensão de aprendizado político e social que lhe é inerente – e que apenas se faz possível em decorrência do seu exercício persistente ao longo do tempo – constitui-se na mais importante característica deste que já é o mais duradouro período de vigência democrática do país em regime republicano. Com isso, quer-se dizer que não parece descabido relacionar positivamente alguns auspiciosos fatos recentes relatados nesta publicação, que busca produzir reflexão sistemática e crítica da experiência brasileira atual no campo das suas mais importantes políticas públicas, com o exercício – mais uma vez – contínuo, coletivo e cumulativo da vigência democrática no Brasil, cujo sentido de permanência aponta não somente para processos de amadurecimento crescente das instituições como também para grandes desafios que ainda pairam sobre a sociedade brasileira. Para enfrentá-los, é missão do Ipea perseguir princípios e ideais do Estado nacional republicano, do planejamento governamental democrático e das próprias políticas públicas como veículos a partir dos quais o desenvolvimento é buscado. Não é outra, portanto, a razão de ser desta publicação que ora se apresenta, dando sequência, em edições anuais, a este esforço institucional de pensar criticamente o Brasil. Em particular, interessa ao Ipea, nesta atual quadra histórica de desenvolvimento que se abre ao país, reafirmar a ideia de que ao Estado cabe não apenas fazer as coisas que já faz de modo melhor e mais eficiente – ainda que se reconheça ser isto nada trivial e em si mesmo meritório; a ele cabe – como ficou demonstrado em outros momentos históricos – a tarefa de induzir, fomentar ou mesmo produzir as condições para a transformação das estruturas econômicas e sociais do país, algo que se justificaria quase que exclusivamente frente ao histórico e à contemporaneidade das heterogeneidades, desigualdades e injustiças – em várias de suas dimensões – que ainda marcam a nação brasileira.

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Enid Rocha Andrade Da Silva & Rosana Ulhôa Botelho (Orgs.) - Dimensões Da Experiência Juvenil Brasileira E Novos Desafios Às Políticas Públicas














Em dez capítulos, pesquisadores do Ipea debatem temas que dialogam com diferentes aspectos dos dilemas e das expectativas dos jovens brasileiros, e oferecem subsídios para a formulação e o redesenho de políticas públicas de juventude que criem condições para se pensar questões como emancipação e autonomia. O livro se divide em cinco partes, a par desta introdução. A primeira parte recoloca a discussão da participação social e da organização dos jovens rurais em dois capítulos. O primeiro traz uma análise sobre o Conjuve e sua capacidade de se inserir no ciclo de elaboração de políticas públicas. Abre com uma reflexão conceitual sobre quais seriam os principais fatores que influenciam os resultados dos arranjos participativos. Essa reflexão é seguida por uma análise das principais características institucionais do conselho, que regulam, de forma positiva ou negativa, sua capacidade de influenciar as decisões de políticas públicas. A partir da opinião dos próprios conselheiros, estimula a ponderação do leitor sobre os pontos fortes e os aspectos a serem melhorados do Conjuve.

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Rute Imanishi Rodrigues (Org.) - Vida Social E Política Nas Favelas














O livro apresenta uma coletânea de artigos que fazem vislumbrar as favelas a partir de um ponto de vista comum, no sentido físico do termo, que é o ponto de vista da pesquisa de campo. A despeito da diversidade dos princípios de partida e das conclusões de chegada, todos os autores e autoras desta coletânea, moradores locais ou não, vivenciaram, de diferentes maneiras, o espaço físico e a sociabilidade dessas favelas. Talvez por esse motivo os textos aqui reunidos transmitam uma relação de proximidade com as pessoas das favelas, afastando ideias carregadas de preconceitos e estigmas automaticamente associados a elas, de modo geral, e a este complexo de favelas, em particular. Além disso, a maior parte dos textos foi redigida em um período marcante da história das favelas do Alemão, que se deu a partir das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e da instalação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Tais eventos trouxeram esperanças e também frustrações, e foram referências importantes para boa parte das pesquisas aqui reunidas.

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Rafael Henrique Moraes Pereira & Bernardo Alves Furtado (Orgs.) - Dinâmica Urbano-Regional: Rede Urbana E Suas Interfaces














De um país rural, o Brasil evoluiu, em poucas décadas, para um país fortemente urbanizado e com grandes concentrações metropolitanas. Entre 1950 e 2007, a população brasileira subiu de 52 para 184 milhões de habitantes, e o grau de urbanização passou de 36% para 83%. O número de cidades com mais de 50 mil habitantes, que era de 38 em 1950, subiu para 409 em 2007, das quais 227 têm mais de 100 mil habitantes cada. Ao mesmo tempo, algumas aglomerações urbanas foram transformadas em grandes metrópoles ou megametrópoles. Em 2007, 20 destas aglomerações possuíam mais de 1 milhão de habitantes cada, com destaque para as regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro, com 20 e 12 milhões de habitantes, respectivamente. A estas se seguiam sete outras com população entre  3 e 5 milhões de habitantes cada (Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Salvador, Brasília, Recife e Fortaleza). Este processo fez do Brasil uma das mais dramáticas experiências de urbanização e metropolização acelerada, com forte desigualdade territorial e social. Além das desigualdades regionais, esta megaconcentração metropolitana amplia os problemas sociais pela falta de oportunidades de trabalho e renda, pela deficiência ou falta de habitações, transporte público, saneamento, serviços educacionais e de saúde, só para mencionar os mais graves. Do ponto de vista do planejamento e da gestão pública, as dificuldades se ampliam pela ausência de instâncias institucionais unificadas para cada metrópole, uma vez que estas são compostas por várias municipalidades, com independência orçamentária e política, trazendo grandes dificuldades para o planejamento e para a gestão metropolitana no Brasil.

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Ronald Do Amaral Menezes & Antonio Semeraro Rito Cardoso (Orgs.) - Ouvidoria Pública Brasileira: Reflexões, Avanços E Desafios














Não obstante suas raízes no modelo do ombudsman europeu, as ouvidorias públicas, no Brasil, adquirem contornos próprios. Lastreadas na Constituição Federal de 1988, emergem com maior vigor a partir dos anos 2000, contribuindo para o fortalecimento da democracia participativa, para a valorização da cidadania e para o aprimoramento da gestão pública no país. A falta de um elemento norteador para a criação dessas instâncias de participação social resultou em um mosaico institucional de realidades bastante distintas, com diferentes graus de autonomia e marcos regulatórios. obra é dividida em duas partes: a primeira, com cinco capítulos, é dedicada aos aspectos conceituais das ouvidorias públicas, e a segunda, com seis, aos seus aspectos práticos, apresentando estudos de caso de ouvidorias públicas brasileiras.

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Ricardo De Medeiros Carneiro & Milko Matijascic (Orgs.) - Desafios Do Desenvolvimento Brasileiro














Discutir os reptos do desenvolvimento brasileiro para os próximos anos é o objetivo dos ensaios deste livro. A importância dos anos vindouros estriba-se não só na existência de um novo governo, mas também, na mudança do contexto internacional que anuncia-se bem menos benigno ante aquele vigente entre 2002 e 2008. Sua pretensão não é a de tratar exaustivamente de todos os temas relevantes para a economia brasileira, mas, a de abordar aspectos variados, julgados como importantes desafios, os quais a nova administração terá de equacionar para assegurar o desenvolvimento do país.       A hipótese geral compartilhada pelo conjunto dos ensaios enfatiza a assimetria existente entre as dimensões doméstica e internacional. Se, no primeiro plano, poder-se-á contar com uma herança bastante favorável, o mesmo não se pode afirmar quanto ao cenário internacional.  Durante o Governo Lula, e principalmente após 2006, a economia brasileira vem crescendo a taxas expressivas e de maneira contínua, em simultâneo com a melhoria na distribuição da renda. Não há a rigor nessa economia nenhum desequilíbrio grave a corrigir, exceto os desafios que decorrem do próprio desenvolvimento e da inauguração de uma nova etapa fundada no investimento com eixo na ampliação da infra-estrutura produtiva e social e na diversificação industrial.

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domingo, 8 de maio de 2016

Mário Theodoro - As Políticas Públicas E A Desigualdade Racial No Brasil: 120 Anos Após A Abolição














A publicação traz análises inéditas sobre a política de cotas brasileira e sobre os números dos censos e Pnads desde 1890 que confirmam que a população brasileira volta em 2007 a ser de maioria negra como fora no primeiro registro oficial confiável, de 1890. O livro apresenta um conjunto de estudos enfocando diversos aspectos da questão racial no Brasil.

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sábado, 30 de abril de 2016

Reginaldo Mattar Nasser, André De Mello E Souza & Rodrigo Fracalossi De Moraes (Orgs.) - Do 11 De Setembro De 2001 À Guerra Ao Terror: Reflexões Sobre O Terrorismo No Século XXI














Este livro busca esclarecer, a partir de diversos focos temáticos, teóricos e metodológicos, algumas das principais questões presentes nos debates sobre o fenômeno do terrorismo. No capítulo inicial, o livro aborda uma discussão sobre os problemas conceituais do terrorismo e analisa as formas pelas quais o Brasil tem contribuído para combatê-lo por meio de políticas e instituições domésticas, e também por meio de participação em regimes internacionais. O segundo capítulo visa detalhar como se construiu a política de segurança dos Estados Unidos após o 11 de Setembro. No terceiro capítulo, discute-se em que medida o terrorismo internacional contemporâneo é motivado por objetivos religiosos. O quarto capitulo busca avaliar os impactos econômicos do 11 de Setembro, e o quinto capitulo examina o pensamento europeu acerca do terrorismo. O sexto capítulo também apresenta enfoque regional, mas de cunho mais histórico que ideacional. No ultimo capitulo, os autores procuram delimitar as principais razões da securitização da Internet, assim como avaliar criticamente suas consequências.

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sexta-feira, 18 de março de 2016

Aloísio Teixeira, Gilberto Maringoni & Denise Lobato Gentil - Desenvolvimento: O Debate Pioneiro De 1944-1945














Este livro busca recuperar um debate pioneiro sobre os rumos da economia brasileira e sobre a própria função do Estado, realizado nos anos 1940. Trata-se da controvérsia, expressa na troca de quatro alentados documentos entre dois personagens proeminentes da cena política, econômica e cultural do país. Eram eles Roberto Cochrane Simonsen (1889-1948) e Eugenio Gudin (1886-1986). Muitas vezes subestimada, essa correspondência pública trouxe à luz, pela primeira vez, os dilemas de uma economia que iniciava seu mais significativo ciclo industrializante, em meio a várias tensões internas e externas. O mundo recuperava-se de cataclismos interligados: duas guerras de proporções nunca vistas e, entre elas, uma depressão econômica que gerara abalos por toda parte. No Brasil, o primeiro governo de Getulio Vargas entrava em sua fase final.

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domingo, 13 de março de 2016

Fábio Ferreira Batista (Org.) - Experiências Internacionais De Implementação Da Gestão Do Conhecimento No Setor Público















Uma era pode ser definida como um período que começa com mudanças significativas na economia e na sociedade. Na Era do Conhecimento, iniciada no final do século XX, surge uma forma nova e avançada de capitalismo. Nesta fase, o conhecimento e as ideias são a principal fonte de geração de riquezas – e, portanto, de crescimento econômico –, mais importante que terra, trabalho, capital e outros recursos tangíveis. Além disso, surgem formas novas de trabalho e de negócio, e, como consequência, tornam-se necessários novos tipos de trabalhadores, com diferentes competências (conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes). Na Era do Conhecimento, o significado do conhecimento está mudando. Ele não é mais visto apenas como algo produzido e armazenado nas mentes dos especialistas, ou como o conteúdo presente em livros e revistas, classificado em disciplinas como matemática, física, química, biologia etc. Conhecimento é definido não só como “entendimento obtido por meio da experiência, análise e compartilhamento” (Weidner, 2014, tradução nossa), mas também como uma forma de energia, um sistema de redes e fluxos, como algo que faz coisas ou torna as coisas possíveis de acontecer. Nesta era, o conhecimento é conceituado e valorizado não pelo que é, mas pelo que pode fazer. O conhecimento relevante não é mais resultado do trabalho individual, mas do esforço de uma inteligência coletiva, isto é, de grupos de pessoas com competências complementares que colaboram entre si com propósitos claramente definidos.

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terça-feira, 1 de março de 2016

Bolívar Pêgo & Carlos Alvares Da Silva Campos Neto (Orgs.) - Infraestrutura Econômica E Social No Brasil: Diagnósticos E Perspectivas Para 2025














Parte do projeto Perspectivas do Desenvolvimento Brasileiro, a obra é o primeiro volume do livro Infraestrutura Econômica, Social e Urbana. O livro trata de infraestrutura econômica, cuja função é dar apoio às atividades do setor produtivo. A melhoria da infraestrutura econômica tem impacto direto sobre as empresas e indústrias e pode ampliar a capacidade produtiva por meio de custos, tecnologias e capacidade de distribuição. Os capítulos abordam temas como rodovias, portos, ferrovias, setor elétrico, transporte aéreo, biocombustíveis, telecomunicações, petróleo e gás e experiências latino-americana em infraestrutura econômica.

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André Bojikian Calixtre, André Martins Biancarelli & Marcos Antonio Macedo Cintra (Edits.) - Presente E Futuro Do Desenvolvimento Brasileiro














À medida que novas pesquisas vão sendo concluídas, revela-se mais inequívoco o papel indutor e transformador das diversas políticas sociais implementadas pelos diferentes governos após a promulgação da Constituição Federal de 1988. O Ipea, sobretudo por meio da equipe de sua Diretoria de Estudos e Políticas Sociais (Disoc), tem contribuído para dimensionar, avaliar e propor aperfeiçoamentos ao conjunto das políticas sociais no país. Inúmeros estudos e publicações procuram dar conta dos impactos macro e microeconômicos desta soma de políticas públicas direcionadas aos grupos sociais mais pobres: Programa Bolsa Família, aumento real do salário mínimo, formalização do mercado de trabalho, Programa Luz para Todos, Minha Casa Minha Vida, Mais Médicos, Programa Universidade para Todos etc. Como resultado desse conjunto de políticas, a renda per capita do trabalhador brasileiro elevou-se de US$ 8.430,00 em 1994 para US$ 11.150,00 em 2013 – valores de 2013. O índice de Gini, que mede a desigualdade da renda pessoal, caiu de 0,601 em 1995 para 0,530 em 2012. Neste movimento, o número de pessoas extremamente pobres, isto é, com renda abaixo de R$ 70,00 por mês, diminuiu de 22,4 milhões para cerca de 10 milhões no mesmo período, segundo informações obtidas junto ao Ipeadata. As evidências e as discussões em torno dessas transformações extraordinárias, no entanto, não devem obliterar a reflexão crítica sobre a necessidade de constantes aperfeiçoamentos ao “modelo de desenvolvimento inclusivo” brasileiro. A intensificação das manifestações populares parece reforçar esta assertiva. Nesse sentido, observa-se que o dinamismo do mercado interno perdeu ímpeto. A arrecadação tributária, fortemente ancorada no consumo, arrefeceu. As altas taxas de juros, que perduram por um longo período, impõem um elevado custo financeiro ao setor público, exigindo um superavit primário renitente – não inferior a 2% do produto interno bruto (PIB) – para conter o endividamento bruto e o líquido.  Os gastos públicos vão se tornando cada vez mais rígidos, acompanhados da expansão das políticas sociais. Dessa forma, os dois lados da equação, receita e despesa, vão encontrando dificuldades para serem consolidados, sem um aumento, mesmo que marginal, da carga tributária – ou sem uma contenção dos investimentos públicos, sobretudo em infraestrutura, cruciais para viabilizar a expansão socioeconômica, mas únicas despesas passíveis de serem contingenciadas.

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José Celso Cardoso Jr., Luciana Acioly & Milko Matijascic - Trajetórias Recentes De Desenvolvimento: Estudos De Experiências Internacionais Selecionadas














Em contexto de crescente movimento dos fluxos de moedas, bens, serviços, pessoas, símbolos e ideias pelo mundo, está posta para as nações a questão dos espaços possíveis e adequados de soberania (econômica, política, militar, cultura, etc.) em suas respectivas inserções e relações externas. Das dez experiências nacionais que compõem este livro, extrai-se a ideia-força de que uma nação, para entrar em rota sustentada de desenvolvimento, deve dispor de autonomia elevada para decidir acerca de suas políticas internas e também daquelas que envolvem suas relações com outros países e povos do mundo. Para tanto, deve buscar graus de independência e mobilidade, visando reverter processos antigos de inserção subordinada para assim desenhar sua própria história. A presente obra, portanto, composta por contribuições plurais de pesquisadores consagrados e também de uma nova geração de estudiosos, consiste em um passo adicional para resgatar um debate que se perdeu em tempos de soluções simplistas e desprovidas de análise crítica, que acabaram por condenar a humanidade ao desastre que representa mais esta crise internacional atual.

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quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Bruno De Oliveira Cruz, Bernardo Alves Furtado, Leonardo Monasterio & Waldery Rodrigues Júnior - Economia Regional E Urbana: Teorias E Métodos Com Ênfase No Brasil














A geografia econômica – ou economia geográfica – busca explicar por que as atividades econômicas optam por se estabelecer em determinados lugares, com o resultado de que em alguns lugares algumas têm mais sucesso que outras. Desde o surgimento da civilização, as atividades humanas e a qualidade de vida têm se distribuído de forma desigual entre os continentes e em seus territórios (BRAUDEL, 1979). Assim como a matéria do sistema solar está concentrada num pequeno número de corpos (os planetas e seus satélites), a vida econômica concentra-se em um número relativamente limitado de assentamentos humanos (cidades e aglomerações), os quais estão agrupados sob o título de “aglomerações econômicas”. Além disso, da mesma forma que existem planetas grandes e pequenos, existem aglomerações grandes e pequenas com combinações muito diferentes de empresas e domicílios. Embora o uso genérico do termo aglomeração econômica seja adequado num determinado nível de abstração, deve-se ter em mente que este conceito diz respeito a situações muito distintas no mundo real. Num extremo do espectro está a divisão Norte-Sul. No outro, a aglomeração surge quando restaurantes, cinemas ou lojas que vendem produtos similares se agrupam dentro do mesmo bairro, ou até na mesma rua. O que distingue os vários tipos de aglomeração é a escala espacial, ou a unidade de referência espacial escolhida na condução da pesquisa, da mesma forma que existem tipos diferentes de agregação de agentes econômicos. Embora existam muitas diferenças nos detalhes, um princípio fundamental é válido, independentemente da escala de análise escolhida: o surgimento de aglomerações econômicas está vinculado ao surgimento das desigualdades entre lugares.

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