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terça-feira, 8 de novembro de 2016

Andréa Saldanha Da Gama Watson - O Brasil E As Restrições Às Exportações














O tema “restrições às exportações” pode parecer, à primeira vista, estranho para os leitores comuns.  Afinal, o que levaria um país a restringir suas próprias exportações, quando a meta apregoada pelos teóricos do desenvolvimento econômico é no sentido de maximizar as vendas externas? Sobre essa questão se debruçou a autora. Em suas pesquisas, ela descobriu que, em determinadas circunstâncias - sobretudo quando ocorre um aumento da cotação internacional do preço das "commodities" – alguns países restringem suas exportações, seja para manter o insumo internamente e evitar uma possível pressão inflacionária, seja para agregar valor e exportar o produto mais elaborado. Essas restrições - na forma de embargo, quota, imposto ou medidas administrativas – provocam tensões no comércio bilateral e internacional, chegando a levar a disputas comerciais. O Brasil não faz uso de restrições às exportações. Entretanto, no período da crise financeira de 2008-09, época do auge do preço da soja e do minério de ferro, chegou a cogitar de taxar as exportações desses produtos. Outros países, porém, como China e Argentina, recorrem a essas medidas, por razões distintas, aproveitando-se de um certo vácuo nas disciplinas sobre o assunto na Organização Mundial do Comércio. Por essa razão, o tema segue atual.

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Élodie Brun - Mudanças No Panorama Internacional Por Meio Das Relações Sul-Sul Vol. II














Fruto de tese de doutorado defendida em 2012 no Sciences Po, este livro da jovem professora francesa Élodie Brun traz ao público uma importante reflexão sobre os novos caminhos abertos pelas relações Sul-Sul na busca de uma ordem internacional mais estável e mais justa. Com método sólido e análise criativa, Élodie Brun lançou vistas sobre o estreitamento das relações entre o Brasil, o Chile e a Venezuela e seus parceiros no chamado Sul Global. Esse enfoque revela, de saída, a disposição da pesquisadora de compreender diferentes perspectivas e de realizar o árduo trabalho – que não deixa de se assemelhar o ofício dos diplomatas – de conferir a elas um sentido comum.

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Élodie Brun - Mudanças No Panorama Internacional Por Meio Das Relações Sul-Sul Vol. I














Fruto de tese de doutorado defendida em 2012 no Sciences Po, este livro da jovem professora francesa Élodie Brun traz ao público uma importante reflexão sobre os novos caminhos abertos pelas relações Sul-Sul na busca de uma ordem internacional mais estável e mais justa. Com método sólido e análise criativa, Élodie Brun lançou vistas sobre o estreitamento das relações entre o Brasil, o Chile e a Venezuela e seus parceiros no chamado Sul Global. Esse enfoque revela, de saída, a disposição da pesquisadora de compreender diferentes perspectivas e de realizar o árduo trabalho – que não deixa de se assemelhar o ofício dos diplomatas – de conferir a elas um sentido comum.

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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Lucas Pereira Rezende - O Engajamento Do Brasil Nas Operações De Paz Da ONU: Análise Dos Efetivos Enviados E Recomendações Para O Fortalecimento Da Inserção Internacional Brasileira














O trabalho de Rezende oferece uma perspectiva atualizada sobre o envolvimento do Brasil em Missões de Paz das Nações Unidas. Por meio da construção de uma detalhada base de dados acerca dda efetiva participação brasileira nas Missões de Paz, Rezende fornece ferramentas para reavaliarmos os desafios associados às novas responsabilidades do Brasil no âmbito da segurança internacional.

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sábado, 29 de outubro de 2016

Otto Maria Carpeaux - A Batalha Da América Latina














A partir de outubro de 1964 até junho de 1965 Carpeaux escreveu, no Correio da Manhã, uma série de artigos sobre política internacional centrando suas baterias no que estava acontecendo na América Latina. A reunião desses textos constitui A batalha da América Latina. A introdução é um estudo minucioso e aguerrido sobre a Doutrina Monroe e as intervenções americanas na América Latina ao longo dos séculos XIX e XX.

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terça-feira, 25 de outubro de 2016

Cristina Soreanu Pecequilo - A União Europeia














Pensar a União Europeia é um desafio complexo. Para muitos, é estudar um modelo de integração regional, compreender a trajetória da paz sobre a guerra, que levou um continente desunido e marcado pelas tragédias humanitárias a unir-se em torno de ideais conjuntos de solidariedade e prosperidade econômica. Para outros, é compreender a verdadeira Europa: a das desigualdades, da pobreza e da exclusão, uma Europa que se polariza entre as grandes nações da integração Alemanha e França e os vulneráveis PIIGS (Portugal, Itália, Irlanda, Espanha, Grécia), enquanto os ingleses se mantém `margem. Afinal, o que é, e quem é a União Europeia? Existe uma Europa como ator internacional ou mesmo em de suas fronteiras continentais? Estas fronteiras não deveriam desaparecer por meio de tratados políticos, econômicos e uma cultura comum? Será que estamos diante de um bloco real? Ou apenas uma construção artificial de contradições e fragilidades escondidas, que explodiram com a crise do EURO? Quer a União Europeia ainda ser uma União, ou a Europa estará melhor sem ela? A construção da União Europeia e o estudo de sua trajetória teórica e histórica é um dos temas mais conhecidos das Relações Internacionais. Porém, é possível ir além e analisar o bloco como um ator contemporâneo da política mundial, destacando suas forças e contradições. Organizado em cinco capítulos, este livro apresenta uma abordagem ampliada sobre a crise e os desafios europeus atuais, para que se busque compreender de onde veio, mas, principalmente, para onde vai, o bloco: "A Trajetória Histórica (1945/1986)", "A Integração e o Fim da Guerra Fria (1986/1997)", "A Encruzilhada do Século XXI", "As Relações Internacionais da União Europeia" e "A União Europeia Global: Os Emergentes e o Multilateralismo".

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segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Sérgio Eduardo Moreira Lima (Org.) - Brasil E China: 40 Anos De Relações Diplomáticas














Com a apresentação do Ministro José Serra, a obra é composta por cinco ensaios sobre as perspectivas das relações sino-brasileiras,​ histórico das relações bilaterais, análise das relações econômicas e perspectivas futuras, novos desafios da cooperação em ciência e tecnologia, e a estratégia de inserção internacional do Brasil. O livro contém ainda documentos de referência para o conhecimento das relações diplomáticas entre os dois países.

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Helen Lauer & Kofi Anyidoho - O Resgate Das Ciências Humanas E Das Humanidades Através De Perspectivas Africanas














Conhecer a África moderna é uma necessidade que decorre de sua importância histórica, étnica e cultural para o Brasil. Ainda existe um desconhecimento profundo a superar, apesar do trabalho recente de acadêmicos e de centros de estudos africanos criados em diferentes partes do País. Nesse sentido, a FUNAG publica “O Resgate das Ciências Humanas e das Humanidades através de Perspectivas Africanas”, uma compilação de estudos, apresentados inicialmente em um simpósio na Universidade de Gana, em 2003, no esforço de refletir sobre a questão do ponto de vista científico com vistas a restabelecer, no plano mais alto do conhecimento, a perspectiva ausente, resultante de séculos de domínio e exploração externa amparadas em teorias que não poderiam subsistir ao escrutínio da História. Os trabalhos elaborados para o simpósio no campus da Universidade de Gana foram posteriormente complementados por outros ensaios, alguns dos anos 70, editados pela Professora Helen Lauer e pelo professor e educador Kofi Anyidoho, ambos daquela Universidade. O propósito original da obra foi o de promover e estimular o conhecimento da África a partir de uma visão autóctone, restauradora e enriquecedora das ciências humanas. Anyidoho é um dos grandes acadêmicos e poetas ganeses. Os autores dos artigos são ou foram também personalidades destacadas da intelectualidade, da política e da sociedade de regiões africanas, atualmente, anglófonas, integradas por grupos étnicos, como os iorubás, que tanto influíram na formação do povo brasileiro. Vol 1 -1. Ciências humanas. 2. Globalização da economia. 3. África - aspectos sociais. 4. História - África. 5. Cultura - África. 6. Colonização - África. 7. Imperialismo - África. 8. Desenvolvimento social.
Vol 2 -1. Acumulação de capital. 2. Desenvolvimento socioeconômico - África. 3. De- senvolvimento científico - África. 4. Educação - África. 5. Aids - África. 6. Política de saúde - África.
Vol 3 - 1. Gana - aspectos históricos. 2. Literatura - África. 3. Racismo - África. 4. Filosofia - África. 5. Cultura - África. 6. Democracia - África. 7. Identidade nacional - África. 8. Gana. [Constituição (1992)]
Vol 4 - 1. Literatura - África. 2. Poesia - África. 3. Cultura - África. 4. História - África. 5. Cultura - África. 6. Teatro - África. 7. Música - África. 8. Línguas africanas.

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Cristina Terra - Finanças Internacionais














Este livro fornece um arcabouço analítico que permite ao leitor entender questões relacionadas `economia internacional do ponto de vista macroeconômico. Os tópicos abordados oferecem uma estrutura lógica para entender e analisar questões referentes `taxa de câmbio e ao balanço de pagamentos. Em cada capítulo, são apresentadas situações econômicas que motivam o desenvolvimento de modelos matemáticos criados para ilustrar a essência do problema, entender como as variáveis econômicas interagem e as forças que estão em jogo. Os modelos matemáticos são simples, apresentados de forma intuitiva, com apêndices matemáticos que explicam passo a passo o seu funcionamento. Exemplos concretos mostram como a teoria pode ser aplicada para analisar situações do mundo real e, além disso, uma lista de exercícios é proposta ao final de cada capítulo. O livro é permeado de gráficos ilustrando dados bastante acessíveis, para que o leitor possa reproduzi-los para países e/ou períodos de sua escolha, e assim fazer a sua própria análise de acordo com as situações que mais lhe interessam.

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Francisco Adolfo De Varnhagen - Memorial Orgânico














Em 2016, ao ensejo do bicentenário do nascimento de Francisco Adolfo de Varnhagen, a FUNAG organizou com o IHGB uma série de atividades para estimular a pesquisa sobre o pensamento e a ação desse renomado historiador e homem público, integrante da chancelaria brasileira. Nesse contexto, a Fundação reedita, tal como revisto pelo próprio autor, em 1850, o Memorial Orgânico, posteriormente definido como “uma proposta para o Brasil em meados do século XIX”. Trata-se da obra que melhor traduz a reflexão de Varnhagen sobre os graves desafios que o então Império do Brasil enfrentava. O trabalho representa aspecto importante do seu pensamento estratégico e geopolítico, além da contribuição do diplomata oitocentista à modernização do País. Esta edição é enriquecida pelo criterioso ensaio analítico do professor Arno Wehling, presidente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

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terça-feira, 18 de outubro de 2016

Daniel Buarque - Brazil, Um País Do Presente: A Imagem Internacional Do ’País Do Futuro’














Trata-se de um estudo aprofundado da história da interpretação internacional sobre o Brasil, incluindo pesquisa em livros lançados nos Estados Unidos a respeito do país e mais de uma centena de entrevistas com as pessoas que estudam o Brasil, que falam sobre o Brasil e que olham para o Brasil a fim de entender esta imagem vista de fora. Foram realizadas ainda dezenas de horas de entrevistas informais, buscando ouvir de todo o tipo de pessoas o que elas pensavam sobre o Brasil. O livro divide o assunto em temas imprescindíveis, como política, economia e relações internacionais, mas incluir a questão ambiental e da Amazônia, que muitos americanos confundem com a própria ideia de Brasil. Ele inclui um capítulo sobre a visão que os imigrantes brasileiros nos Estados Unidos, um grupo com mais de 1,5 milhão de pessoas, têm do Brasil atual. Traz ainda a evolução mais recente dos estudos acadêmicos a respeito da realidade brasileira nas universidades americanas e uma apresentação de como funciona o mito da democracia racial brasileira, em que eles parecem crer como contraste que existe com a realidade deles mesmos. Por último, traz um capítulo de perfis dos “ícones” do Brasil no exterior, gente como Carmen Miranda e Santos-Dummont, Eike Batista e Henrique Meirelles, Pelé e Gisele Bündchen. As opiniões apresentadas são sempre as dos entrevistados, observadores externos que não têm oficialmente nenhuma ligação com governos e partidos do Brasil, por mais que possam expressar simpatias ou antipatias. Como autor, tentei manter-me à distância na organização das ideias dos entrevistados e da bibliografia pesquisada, buscando a objetividade e o equilíbrio entre as opiniões divergentes.

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Luiz Alberto Moniz Bandeira - Brasil-Estados Unidos: Rivalidade Emergente (1950-1988)














O estudo revela que a “tradicional amizade” entre os dois países sempre constituiu um estereótipo ideológico manipulado com o objetivo de influenciar a política exterior do Brasil. Baseado em ampla documentação, Moniz Bandeira mostra como o relacionamento entre as duas potências das Américas nem sempre foi suave e tranquilo. No século XIX, o Brasil suspendeu três vezes (1827, 1847 e 1869) as relações diplomáticas com os Estados Unidos, e não aceitou, passivamente, sua hegemonia, ainda que, até a primeira metade do século XX, dependesse das exportações para o gigante norte-americano.

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quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Pascal Bernardin - O Império Ecológico: A Subversão Da Ecologia Pelo Globalismo














A nova ideologia deverá fornecer um 'princípio central e unificador' em torno do qual a sociedade mundial poderá se construir e se definir. Esse princípio deverá formá-la por inteiro, permiti-la definir tanto os objetivos sociais quanto as normas de comportamento individual, ser aceito pelos povos do Ocidente e do Oriente, do Norte e do Sul. Ele deverá evitar confrontar qualquer sensibilidade religiosa ou 'filosófica', mas, ao contrário, fazer avançar a causa sincretista e a aparição de uma religião mundial. A presente obra mostrará que a ideologia ecológica preenche todas essas condições sem nenhuma exceção. Ela visa a provocar uma mudança de paradigma (idêntica àquela apregoada pela Nova Era), uma modificação do conceito de Deus, do homem e do mundo com conseqüências inestimáveis. Assim, colapsa a concepção cristã do homem, criado por Deus e colocado ao centro da Terra, substituída pela perspectiva holística que nos quer o produto - mal - da evolução, o ápice da cadeia evolutiva.A Criação é portanto sacralizada, sem referência ao Criador. A ecologia, o respeito pela Criação, obra de Deus, é subvertida e veicula uma concepção pegã e revolucionária da natureza. O homem, e ainda mais o indivíduo, apaga-se diante dos imperativos da 'gestão sustentável' do planeta. De tal modo a antropologia cristã, norma cultural e social que subsiste ainda, ao menos inconscientemente, nos espíritos, desaparece, e a civilização global pode ser edificada.

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segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Magnus Dagios - Para A Construção Da Legitimidade Pelas Vias Da Integração: Normativismo Para Uma Cooperação Internacional Sustentável














As últimas décadas do séc. XX e o começo do séc. XXI estabelecem o limiar para uma mudança de cenário nas relações internacionais, com os sinais indicativos de uma ordem mais multilateral; com a disseminação das normas internacionais, seja em relação ao comércio, como em relação ao direito; novos países são criados e admitidos nas organizações interestatais, assim como a há diminuição dos riscos de uma guerra termonuclear entre as potências globais. Contudo, em meio às evidências de um multilateralismo, a persistência de velhos problemas e o surgimento de novos desafios continuam a impor resistência para uma arena internacional mais estável e pacífica. Com isso, tenta-se demonstrar que a concepção da teoria da cooperação neoliberal, com os seus pressupostos e a sua ontologia, determina a formação de um equilíbrio que apresenta propensão a conduzir para um modelo de eficiência muito pouco estável. Assim sendo, defende-se a hipótese de que com o modelo apresentado e a sua ontologia não objetivam a resolução dos desequilíbrios internacionais e, por isso, possuem entre as suas consequências, a manutenção das assimetrias e desigualdades entre países e regiões. Um modelo de cooperação internacional que tem a estabilidade como constitutivo deveria considerar a resolução desses persistentes desequilíbrios. Uma cooperação internacional que mantenha os velhos problemas de dependência econômica e política terá grandes dificuldades de estabelecer as condições para o enfrentamento dos novos desafios advindos do processo de globalização, que necessitam de uma ampla participação multilateral. Os métodos hierárquicos da política mostram-se insuficientes nestas circunstâncias. Por isso, com base na ontologia da escola construtivista das relações internacionais e da escola da sociedade internacional, propõem-se algumas medidas que podem fornecer um caminho para a construção de processos cooperativos mais coerentes e eficazes. Destarte, intenta-se um diverso modelo de equilíbrio, com a proposta de um solidarismo dentro de um processo de integração regional e internacional, para a estruturação de uma ordem global mais legítima.

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domingo, 2 de outubro de 2016

Felipe Hees - O Senado Federal Brasileiro E O Sistema Multilateral De Comércio














Existe uma percepção, amplamente difundida, de que o comércio exterior é uma ameaça ao desenvolvimento e, quiçá, até mesmo à soberania nacional. Acredita-se, por exemplo, que se o Brasil tivesse adotado, no século XIX, políticas comerciais protecionistas, como os europeus continentais e os norte-americanos, nossa história econômica teria sido fundamentalmente diferente. O Brasil teria perdido, assim, o bonde da História por ter escutado o canto de sereia liberal difundido pela Inglaterra e adotado pela aristocracia rural e pela burguesia comercial das grandes cidades. Esse mito baseia-se em duas premissas falsas. A primeira é de que o protecionismo, por si só, pode gerar pujança industrial. A tese simplista defende que, se o mercado for protegido, a indústria pode adquirir economias de escala que reduzirão o custo médio e a tornarão competitiva, independentemente de quaisquer outros fatores. A segunda é fática: a abertura indiscriminada da economia brasileira durou pouco: foi extorquida pela Inglaterra em 1808, renovada em 1825, mas revertida a partir da Tarifa Alves Branco, em 1844. A partir de então, a dependência do imposto de importação para as contas do Governo assegurou um grau razoável de proteção.

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José Vicente De Sá Pimentel (Edit.) - Brazilian Diplomatic Thought Policymakers And Agents Of Foreign Policy Vol. I (1750-1964)














Brazilian Diplomatic Thought – Policymakers and Agents of Foreign Policy (1750-1964) constitutes the outcome of Funag’s pioneering project of promoting public debate in the area. This three-volume publication identifies and analyzes the underlying concepts of Brazilian diplomacy since its inception – even before the independence of the country in 1822 – up to the year 1964. The work highlights the contributions of remarkable personalities who distinguished themselves in this conceptual elaboration. It also discusses the contexts in which core values and interests guided Brazil’s diplomatic actions during the period in question and beyond. Until recently, the available bibliography on this subject was limited. It even lacked an answer to the fundamental question: “Is there a Brazilian diplomatic thought?” And then, if one answers that question positively, “What are the foundations upon which Brazilian diplomatic thought was built, and what are its main features?” Additionally, one can ask: “What was the genesis of this thought, and where can one find the sources to document its evolution?” Then finally, “Who were the outstanding figures responsible for its formulation and implementation?”

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Antonio De Aguiar Patriota - Política Externa Brasileira: Discursos, Artigos E Entrevistas Vol. II














Esta coletânea se soma ao primeiro volume relativo ao período de 2011 a 2012 e lança um olhar particular sobre as transformações em curso no sistema internacional ao delinear uma narrativa sobre a maneira como o Brasil se percebe no mundo contemporâneo após mais de uma década de mudanças societárias. Este compêndio compreende um curto intervalo de tempo, entre janeiro e agosto de 2013, mas revela intensa atividade diplomática em decorrência do fato de o Brasil ter passado a situar-se no centro dos mais importantes debates internacionais. O Brasil ampliou sua rede de postos no exterior, adquiriu uma capacidade de avaliação própria da política internacional, desenvolveu uma voz diferenciada nos principais foros regionais e multilaterais, possui relações diplomáticas com todos os Estados reconhecidos pela Organização das Nações Unidas, além da Palestina e da Santa Sé, e desperta o interesse de uma variada gama de agentes não governamentais.

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Sérgio Eduardo Moreira Lima & Maria Do Carmo Strozzi Coutinho (Orgs.) - Pedro Teixeira, A Amazônia E O Tratado De Madri














Esta publicação é um tributo a Pedro Teixeira, desbravador e explorador luso-brasileiro, e constitui o reconhecimento da visão político-estratégica, cuja dimensão diplomática foi atingida, em sua plenitude, com o Tratado de Madri, em 1750. Apesar do alcance da histórica missão de Pedro Teixeira, que, em 1637, liderou expedição com duas mil pessoas em canoas a montante do Amazonas, seu significado ainda não conta com narrativa abrangente que consolide os estudos e documentos esparsos existentes, alguns dos quais em bibliotecas de Portugal, de outros países europeus e sul-americanos.

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Eliana Zugaib - A Hidrovia Paraguai-Paraná














A Hidrovia Paraguai-Paraná, via natural navegável, encerra importante significado histórico, econômico e diplomático. Constitui o eixo fluvial longitudinal mais extenso da América do Sul, banha, no centro do continente, vasto e rico território, tanto do ponto de vista ambiental quanto de desenvolvimento econômico-social. Seu papel como opção de escoamento natural de cargas dos países ribeirinhos em direção aos mercados regionais e internacionais tem sido resgatado não apenas em função de seu interesse econômico, mas também como instrumento de integração regional. O tema da navegação e do transporte fluvial no eixo Paraguai-Paraná mereceu particular ênfase no âmbito do processo institucional da Bacia do Prata, iniciado em 1967, quando se realizou em Buenos Aires a I Reunião de Chanceleres dos países da região. Constituiu uma das áreas de interesse prioritário do Tratado da Bacia do Prata, assinado em Brasília em 1969, e foi objeto de tratamento específico em reuniões técnicas de representantes governamentais instituídas por resoluções dos Chanceleres das nações platinas. Um dos aspectos discutidos  nesse  foro  era  o  da  melhoria  das condições  de navegabilidade dos rios da Bacia, mormente naqueles em que se requeriam obras de dragagem, retificação, sinalização e balizamento, entre outras.

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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Helen Lauer & Kofi Anyidoho - O Resgate Das Ciências Humanas E Das Humanidades Através De Perspectivas Africanas Vol. I














Conhecer a África moderna é uma necessidade que decorre de sua importância histórica, étnica e cultural para o Brasil. Ainda existe um desconhecimento profundo a superar, apesar do trabalho recente de acadêmicos e de centros de estudos africanos criados em diferentes partes do País. Nesse sentido, a FUNAG publica “O Resgate das Ciências Humanas e das Humanidades através de Perspectivas Africanas”, uma compilação de estudos, apresentados inicialmente em um simpósio na Universidade de Gana, em 2003, no esforço de refletir sobre a questão do ponto de vista científico com vistas a restabelecer, no plano mais alto do conhecimento, a perspectiva ausente, resultante de séculos de domínio e exploração externa amparadas em teorias que não poderiam subsistir ao escrutínio da História. Os trabalhos elaborados para o simpósio no campus da Universidade de Gana foram posteriormente complementados por outros ensaios, alguns dos anos 70, editados pela Professora Helen Lauer e pelo professor e educador Kofi Anyidoho, ambos daquela Universidade. O propósito original da obra foi o de promover e estimular o conhecimento da África a partir de uma visão autóctone, restauradora e enriquecedora das ciências humanas. Anyidoho é um dos grandes acadêmicos e poetas ganeses. Os autores dos artigos são ou foram também personalidades destacadas da intelectualidade, da política e da sociedade de regiões africanas, atualmente, anglófonas, integradas por grupos étnicos, como os iorubás, que tanto influíram na formação do povo brasileiro.

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