A nova ideologia deverá fornecer um 'princípio central e unificador'
em torno do qual a sociedade mundial poderá se construir e se definir.
Esse princípio deverá formá-la por inteiro, permiti-la definir tanto os
objetivos sociais quanto as normas de comportamento individual, ser
aceito pelos povos do Ocidente e do Oriente, do Norte e do Sul. Ele
deverá evitar confrontar qualquer sensibilidade religiosa ou
'filosófica', mas, ao contrário, fazer avançar a causa sincretista e a
aparição de uma religião mundial. A presente obra mostrará que a ideologia ecológica preenche todas
essas condições sem nenhuma exceção. Ela visa a provocar uma mudança de
paradigma (idêntica àquela apregoada pela Nova Era), uma modificação do
conceito de Deus, do homem e do mundo com conseqüências inestimáveis.
Assim, colapsa a concepção cristã do homem, criado por Deus e colocado
ao centro da Terra, substituída pela perspectiva holística que nos quer o
produto - mal - da evolução, o ápice da cadeia evolutiva.A Criação é portanto sacralizada, sem referência ao Criador. A
ecologia, o respeito pela Criação, obra de Deus, é subvertida e veicula
uma concepção pegã e revolucionária da natureza. O homem, e ainda mais o
indivíduo, apaga-se diante dos imperativos da 'gestão sustentável' do
planeta. De tal modo a antropologia cristã, norma cultural e social que
subsiste ainda, ao menos inconscientemente, nos espíritos, desaparece, e
a civilização global pode ser edificada.
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