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Estamos Em Uma "Casa" Nova

Convidamos todos os nossos visitantes a conhecerem a nova Biblioteca Virtual Livr'Andante ( www.livrandante.com.br ).

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quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Eliseu Alves (Edit.) - Migração Rural–Urbana, Agricultura Familiar E Novas Tecnologias














Admite-se que a família tome decisões que visem ao bem-estar de todos os seus membros, embora o chefe de família possa sair perdendo. Viver no meio rural ou na cidade, são duas opções e os prós e os contras são devidamente avaliados. Na decisão de migrar para a cidade, o diferencial de salário, o desconforto do ajuste ao novo estilo de vida, o risco de não encontrar emprego e a violência urbana são devidamente considerados. Contudo, se o diferencial de salário for tentador e as vantagens que as cidades oferecem forem incorporadas a ele, a família corre o risco de migrar. Entre a decisão de migrar e colocar o pé na estrada, decorre tempo que varia com a idade, cultura e recursos dos membros da família. Em primeiro lugar, aventuram-se os mais jovens, que procuram manter os pais no meio rural, e a aposentadoria deles os ajuda neste respeito. Por último, os mais velhos seguem o caminho dos filhos. A rota do êxodo não tem padrão definido. Quando há emprego, do meio rural para a sede do município correspondente ou para cidades de portes menores da mesma região ou de regiões mais próximas. Mas, a migração de longo curso, como por exemplo, do meio rural do Nordeste para São Paulo e Brasília – ou mesmo para os Estados Unidos – é também possível.

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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Arnaldo Zaha & Outros - Biologia Molecular Básica














Na biologia molecular, os últimos 12 anos foram marcados por novidades tecnológicas espetaculares, que aumentaram muito os conhecimentos sobre como os genes funcionam e como suas atividades estão integradas em uma rede que permite o desenvolvimento e o funcionamento correto de um organismo completo, seja ele uma bactéria, um vegetal ou um animal. Para acompanhar todos esses avanços, esta 5ª edição do livro Biologia molecular básica foi elaborada, contando com a ampla experiência dos autores em sala de aula para abordar o tema de forma acessível e didática.

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sábado, 17 de setembro de 2016

Tom Regan - Jaulas Vazias: Encarando O Desafio Dos Direitos Animais
















Com calma e lucidez, como em uma conversa franca e direta com o leitor, Tom Regan argumenta que devemos reconhecer que os animais também têm direito à vida, à integridade física e à satisfação de necessidades biológicas, individuais e sociais. Em todo o livro, seguimos o autor nas difíceis indagações que o inquietaram pessoalmente - desde uma juventude de completa inconsciência das horrorosas realidades vividas pelos animais explorados para diferentes benefícios humanos - e que o transformaram em ativista dos direitos animais. Escrito de forma elegantemente simples, o livro cobre um amplo leque de tópicos de forma acessível e envolvente.

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sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Ruy Bueno De Arruda Camargo - Meu Sítio Meu Paraíso
















Singelo relato de um sitiante, desde a compra da propriedade, a luta para implementar condições básicas de frequência e os percalços encontrados. Nesse livro Ruy Bueno De Arruda Camargo descreve como implantou seu sítio num meio inóspito, a sua luta contra todas as adversidades superando queimadas e vencendo formigas, atravessando secas e enchentes. Ele conta, com detalhes técnicos, como efetuou o plantio de árvores, a construção de estábulos, o preparo do solo, a formação de um lago com sua cachoeirinha.

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sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Guilherme Mattoso (Edit.) - Gestão De Recursos Hídricos Em Propriedades Rurais
















As experiências aqui reunidas contaram com o apoio técnico da Área de Meio Ambiente / Recursos Naturais do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-PR). São alternativas que, uma vez implementadas, ajudam na preservação do meio ambiente, alavancam a produtividade e contribuem para a melhoria da qualidade de vida no campo. Por meio de linguagem simples e ilustrações didáticas, a cartilha apresenta técnicas como proteção de nascentes e restauração de matas ciliares, além de outras práticas que não estão ligadas diretamente à água, mas também são fundamentais para sua conservação, como o plantio direto e a destinação adequada de resíduos e dejetos.

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Ministério Do Meio Ambiente - Plano De Ação Para Prevenção E Controle Do Desmatamento E Das Queimadas: Cerrado
















O Cerrado detém 5% da biodiversidade do planeta, sendo considerado a savana mais rica do mundo, porém um dos biomas brasileiros mais ameaçados. Considerando a área original de 204 milhões de hectares, o bioma já perdeu, até 2008, 47,84% de sua cobertura de vegetação. É o que aponta o “Projeto de Monitoramento do Desmatamento nos Biomas Brasileiros por Satélite” (projeto de cooperação técnica entre o Ministério do Meio Ambiente - MMA, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD), executado pelo Centro de Sensoriamento Remoto do Ibama. A área desmatada até 2002 foi de 890.636 km², e, entre 2002 e 2008, esse valor foi acrescido de 85.074 km², o que equivale a valor médio anual de 14.179 km². No Cerrado, o desmatamento ocorre de modo intenso em função de suas características propícias à agricultura e à pecuária e da demanda por carvão vegetal para a indústria siderúrgica, predominantemente nos pólos de Minas Gerais e, mais recentemente, do Mato Grosso do Sul. Do total de cerca de 9,5 milhões de toneladas de carvão vegetal produzido no Brasil em 2005, 49,6% foram oriundos da vegetação nativa ( AMS, 2007). Ademais, 54 milhões de hectares são ocupados por pastagens cultivadas e 21,56 milhões de hectares por culturas agrícolas.

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Amintas Brandão Jr. & Outros - Evolução Das Emissões De Gases De Efeito Estufa No Brasil (1990-2013): Setor De Mudança De Uso Da Terra
















Neste documento, analisamos as estimativas de emissões do setor de Mudança de Uso da Terra (MUT) que foram geradas pelo Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG) para o período de 1990 a 2013. O projeto SEEG é uma iniciativa do Observatório do Clima (OC) – uma rede de instituições da sociedade civil. As emissões do SEEG cobrem os setores de MUT, Agropecuária, Energia, Indústria e Resíduos. O Imazon foi responsável por calcular as estimativas de emissões do setor MUT a partir das metodologias desenvolvidas pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas (IPCC – em inglês) e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). As fontes de emissões do setor MUT englobam as alterações da paisagem, a queima de resíduos florestais e a calagem de solos. As fontes de remoções são contabilizadas em separado e são aquelas relativas às florestas localizadas em Áreas Protegidas que não foram convertidas em outros usos (por exemplo, desmatamento) conforme metodologia do Inventário Brasileiro de Emissões e Remoções Antrópicas de GEE. A soma das emissões e remoções resulta nas emissões líquidas. No Brasil, o setor MUT gerou, até 2013, cerca de 30 milhões de t CO2e, o que representou 62% das emissões nacionais para o mesmo período. Em segundo lugar, o setor Agropecuário contribuiu com 17%, seguido pelo setor de Energia com 15%. O desmatamento é a principal fonte de emissão do setor MUT, somente o bioma Amazônia, por exemplo, contribuiu com 43% das emissões brasileiras. Portanto, as ações de redução de emissões desse setor devem estar atreladas às estratégias de redução de desmatamento brasileiras.

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José Graziano Da Silva - O Que É Questão Agrária
















O debate sobre o que se convencionou chamar "A Questão Agrária no Brasil" vem se intensificando nas últimas décadas. Não é, entretanto, a primeira vez que esse tema é discutido entre nós. Na verdade, essa polêmica já polarizou grande parte dos debates também em outras épocas da vida nacional. Na década de trinta, por exemplo, essa discussão girava em torno da crise do café e da grande depressão iniciada com a quebra da Bolsa de Nova lorque em 1929. Já no final dos anos cinqüenta e início dos anos sessenta, a discussão sobre a questão agrária fazia parte da polêmica sobre os rumos que deveria seguir a Industrialização brasileira. Argumentava-se então que a agricultura brasileira - devido ao seu atraso - seria um empecilho ao desenvolvimento econômico, entendido como sinônimo da industrialização do país. Esse diagnóstico vinha reforçado pela crise da economia brasileira, particularmente no período de 1961/67.  Depois de 1967, até 1973, o país entrou numa fase de crescimento acelerado da economia. Nesse período, que ficou conhecido como o do “milagre brasileiro”, pouco se falou da questão agrária.  Em parte porque a repressão política não deixava falar de quase nada. Mas em parte também porque muitos achavam que a questão agrária tinha sido resolvida com o aumento da produção agrícola ocorrido no período do milagre.  Embora todos reconhecem que esse aumento vinha beneficiando os então  chamados “!produtos de exportação” (como o café, a soja, etc.), em detrimento dos chamados “produtos alimentícios” (como o feijão, o arroz, etc.), contra-argumentavam alguns que isso era um desajuste passageiro que logo se normalizaria.  Outros diziam ainda que não haveria problema se pudéssemos continuar exportando soja – que era mais lucrativa – e, com os recursos obtidos, comprar o feijão de que necessitávamos. Mas o “milagre” acabou.  Passada a euforia inicial, muitos começaram a se dar conta de que os frutos do crescimento acelerado do período 1967/73 tinham beneficiado apenas uma minoria privilegiada.  E, entre os que tinham sido penalizados, estavam os trabalhadores em geral, e, de modo particular, os trabalhadores rurais.

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Marina Piatto & Outros - Evolução Das Emissões De Gases De Efeito Estufa No Brasil (1970-2013): Setor Agropecuário
















A mudança do clima é considerada um dos principais problemas ambientais do século. Esse problema tem sido causado pelo aumento da concentração de gases de efeito estufa (GEE) na atmosfera, os quais são emitidos por atividades antrópicas referentes aos setores da agropecuária, de energia, do tratamento de resíduos e do uso da terra. A agropecuária especificamente é responsável por cerca de 10-12% das emissões globais, sendo fonte de emissão de três GEE: dióxido de carbono (CO2), óxido nitroso (N2O) e metano (CH4). Entretanto, a Agência das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) aponta crescimentos entre 15% e 40% na demanda global por diversos tipos de alimentos nas próximas décadas, fato que leva a agropecuária mundial a enfrentar o desafio de produzir para alimentar uma crescente população ao mesmo tempo em que tem a obrigação de reduzir suas emissões de GEE. Por ser um dos maiores produtores de alimentos do mundo, o Brasil será um dos principais países a elevar sua produção e exportação agropecuária de modo a atender a este aumento de demanda. No entanto, o Brasil já está entre os dez maiores emissores de GEE do mundo e é o segundo maior emissor pela produção agropecuária, com 418 Gt de equivalentes de CO2 emitidos por esse setor em 2013, o que representa quase um terço das emissões nacionais. Dessa maneira, essa tendência torna-se ao mesmo tempo um risco ao aquecimento global, mas também uma oportunidade em planejar um crescimento baseado em baixas emissões de carbono e alta eficiência produtiva.

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quinta-feira, 30 de junho de 2016

Bernardo Mançano Fernandes - Lutas Camponesas Contemporâneas: Condições, Dilemas E Conquistas Vol. I














Apresentamos aos leitores – especialmente aos militantes camponeses, aos interessados e aos estudiosos da questão camponesa no Brasil – uma obra que é o resultado de um fantástico esforço intelectual e coletivo. A elaboração da História Social do Campesinato no Brasil envolveu grande número de estudiosos e pesquisadores dos mais variados pontos do país, num esforço conjunto, planejado e articulado, que resulta agora na publicação de dez volumes retratando parte da história, resistências, lutas, expressões, diversidades, utopias, teorias explicativas, enfi m, as várias faces e a trajetória histórica do campesinato brasileiro. A idéia de organizar uma História Social do Campesinato no Brasil afl orou no fi m de 2003, durante os estudos e os debates para a elaboração de estratégias de desenvolvimento do campesinato no Brasil que vinham sendo realizados desde meados desse ano por iniciativa do Movimento de Pequenos Agricultores (MPA), com envolvimento, em seguida, da Via Campesina Brasil, composta, além de pelo próprio MPA, pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), pelo Movimento de Atingidos por Barragens (MAB), pelo Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), pela Pastoral da Juventude Rural (PJR), pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e pela Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (Feab).

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Clifford Andrew Welch - Camponeses Brasileiros: Leituras E Interpretações Clássicas Vol. I














Por uma recorrente visão linear e evolutiva dos processos históricos, as formas de vida social tendem a ser pensadas se sucedendo no tempo. Em cada etapa consecutiva, apenas são exaltados seus principais protagonistas, isto é, os protagonistas diretos de suas contradições principais. Os demais atores sociais seriam, em conclusão, os que, por alguma razão, se atrasaram para sair de cena. O campesinato foi freqüentemente visto dessa forma, como um resíduo. No caso particular do Brasil, a esta concepção se acrescenta outra que, tendo como modelo as formas camponesas européias medievais, aqui não reconhece a presença histórica do campesinato. A sociedade brasileira seria então configurada pela polarizada relação senhor–escravo e, posteriormente, capital–trabalho. Ora, nos atuais embates no campo de construção de projetos concorrentes de reordenação social, a condição camponesa vem sendo socialmente reconhecida como uma forma eficaz e legítima de se apropriar de recursos produtivos. O que entendemos por campesinato? São diversas as possibilidades de definição conceitual do termo. Cada disciplina tende a acentuar perspectivas específicas e a destacar um ou outro de seus aspectos constitutivos. Da mesma forma, são diversos os contextos históricos nos quais o campesinato está presente nas sociedades. Todavia, há reconhecimento de princípios mínimos que permitem aos que investem, tanto no campo acadêmico quanto no político, dialogar em torno de reflexões capazes de demonstrar a presença da forma ou condição camponesa, sob a variedade de possibilidades de objetivação ou de situações sociais.

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Joaquim J. M. Guilhoto& Outros - Agricultura Familiar Na Economia: Brasil E Rio Grande Do Sul














A dinâmica das transformações das atividades agropecuárias e das demais ações a ela vinculadas tem exigido dos setores público e privado o contínuo aperfeiçoamento de instrumentos de análise para orientar as suas decisões, principalmente no que diz respeito ao planejamento das políticas públicas que visam à obtenção da segurança alimentar, à geração de emprego e renda e ao desenvolvimento local em bases sustentáveis e eqüitativas. Parte desse esforço de análise tem sido dirigida para caracterizar a enorme complexidade das relações econômicas, sociais e políticas associadas a essas atividades. Essa complexidade decorre, em larga medida, da estreita ligação que há entre os diferentes grupos sociais engajados diretamente nas atividades produtivas e das várias formas sob as quais se organiza o trabalho no campo. Dessas iniciativas, duas podem ser destacadas. Ambas concluídas no ano 2000. A primeira delas foi a publicação do Novo Retrato da Agricultura Familiar – O Brasil Redescoberto, coordenado por Carlos Enrique Guanziroli e Silvia Elizabeth Cardim, que consolidou uma série de estudos realizados no âmbito do Projeto de Cooperação Técnica Incra/FAO, desde 1995. Esses textos forneceram novos elementos sobre a ampla diversidade da agricultura brasileira em relação à situação dos produtores, entre vários outros aspectos.

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Arilson Favareto & Outros - Políticas De Desenvolvimento Territorial Rural No Brasil: Avanços E Desafios














Este livro, elaborado sob a coordenação da Professora Tania Bacelar de Araujo, com as valiosas contribuições de vários estudiosos da realidade rural e regional brasileira, é uma contribuição ao debate sobre esse tema tão recente no Brasil, o Desenvolvimento Territorial. Ele reúne visões e olhares complementares e por vezes um pouco distintos sobre esse acontecimento na vida pública brasileira desta década inicial do século XXI. O livro tem por objetivo extrair da perspectiva teórica, metodológica e empírica as lições mais relevantes da experiência brasileira, buscando reforçar no futuro imediato os acertos nas práticas do planejamento dos territórios, além de corrigir falhas ou desvios que tenham ocorrido na trajetória recente.

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Andrea Butto & Outros - Autonomia E Cidadania: Políticas De Organização Produtiva Para As Mulheres No Meio Rural














Organizar as mulheres rurais para fazer a produção, a gestão e a comercialização de maneira autônoma é um desafio permanente daquelas e daqueles que pretendem reduzir as desigualdades de gênero. O Governo Federal, em particular o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), a partir das suas atribuições, persegue este desafio com a instituição de políticas públicas para as mulheres, sempre em diálogo estreito com as protagonistas desta mudança, as trabalhadoras rurais. Isso é feito por meio do Programa de Organização Produtiva de Mulheres Rurais, o POPMR, que apoia a inserção das mulheres na economia a partir de relações igualitárias. As ações abrangem a identificação e a caracterização de grupos produtivos de mulheres, a formação, a capacitação, a promoção de espaços de comercialização específicos para maior visibilidade da sua presença econômica, e a articulação local para viabilizar o acesso das mulheres às políticas públicas.

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Bernardo Mançano Fernandes, Leonilde Servolo De Medeiros & Maria Ignez Paulilo (Orgs.) - Lutas Camponesas Contemporâneas: Condições, Dilemas E Conquistas Vol. II














A coletânea Lutas camponesas contemporâneas: condições, dilemas e conquistas da História Social do Campesinato oferece compreensão mais ampla do mundo cultural, político, econômico e social em que o camponês produz e se reproduz. Neste segundo volume, quinze artigos mostram como as lutas camponesas nas diferentes regiões do Brasil se transformam em espaços de resistência e de luta contra a desterritorialização. Abordando conflitos desde a expulsão dos posseiros da Reserva Indígena de Nonoai, no Rio Grande do Sul, em maio de 1978, até o começo do século XXI, estes trabalhos partem de variada inspiração teórica e se valem de amplo contexto empírico concreto e dados etnográficos. Ampliando os horizontes possíveis para a análise, recuperam e atualizam leituras de algumas das formas de resistência e de recriação do campesinato. Discutem-se aqui questões como as implicações e a continuidade das desigualdades de gênero e a repressão sexual, a reforma agrária de mercado, as formas de organizações criadas no processo de luta, assim como as complexas redes e articulações existentes nos acampamentos e em outros espaços de resistência.

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sexta-feira, 10 de junho de 2016

Jaime L. Benchimol & Magali Romero Sá (Orgs.) - Adolpho Lutz: Outros Estudos Em Zoologia Vol. III, Livro IV














Organizada pelo historiador Jaime Benchimol e pela bióloga e historiadora da ciência Magali Romero Sá, é uma homenagem ao pesquisador e à sua trajetória. Adolpho Lutz foi o precursor das modernas campanhas sanitárias e dos estudos epidemiológicos envolvendo, sobretudo, o cólera, a febre tifóide, a peste bubônica e a febre amarela. Os quatro primeiros volumes da obra - que consistirá, quando completa, numa coleção de 21 livros acondicionados em cinco caixas - trazem: Primeiros Trabalhos: Alemanha, Suíça e Brasil (1878-1885); Hanseníase; Dermatologia e Micologia e ainda um suplemento contendo sumário, glossário e índices. Neles, os organizadores recuperaram o arquivo pessoal do cientista e de sua filha, a bióloga Bertha Lutz.

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sexta-feira, 29 de abril de 2016

Osvaldo Oliveira Araújo - Direito Aplicado: Vivências Judiciárias De Conflitos Coletivos Agrários Em Minas Gerais














O livro de autoria de Osvaldo Oliveira Araújo Firmo, trazido a público pela Série Nead Experiências, expressa a preocupação em tentar solucionar, a partir da doutrina jurídica, os embates em torno da questão fundiária no Brasil, em tempos em que os conflitos agrários ainda marcam as relações sociais. Cunhada na experiência do juiz mineiro à frente da Vara de Conflitos Agrários do Estado de Minas Gerais1, a publicação, como afirma o próprio autor, não deve ser tida como um trabalho acadêmico, mas um “testemunho de ação”. No entanto, embora procure se afastar desse rótulo, o testemunho escrito por Osvaldo Firmo, e vivenciado pelos diversos sujeitos destes conflitos, é embebido em referências teóricas da filosofia, própria ao direito, mas também da sociologia e da antropologia. A propriedade não é mais um direito absoluto, per se, pois a exigência da função social da terra torna-se preceito básico para aqueles que a adquirem, por meio da comprovação do atendimento a questões ambientais, trabalhistas e da produtividade da terra. A obra é perpassada por seus diversos sujeitos, proprietários e trabalhadores rurais sem-terra, movimentos sociais, advogados, juízes e instituições públicas. A experiência tida na Vara de Conflitos Agrários de Minas Gerais reúne alguns destes atores sociais em um esforço, também coletivo, na resolução de problemas que têm especificidades marcadas. A relevância de envolver toda a sociedade na superação desses conflitos adquiriu destaque nacional recentemente, quando, em meados de março de 2009, o Conselho Nacional de Justiça criou o Fórum Nacional para Monitoramento e Resolução dos Conflitos Fundiários como espaço para a articulação de uma política nacional para o enfrentamento do problema. Tal fato demonstra a atualidade e a pertinência de nos debruçarmos com maior atenção sobre a atuação do Poder Judiciário na pacificação desses embates.

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Antônio Maria Gomes De Castro & Outros - Juventude Rural, Agricultura Familiar E Políticas De Acesso À Terra No Brasil














Esta publicação tem o objetivo de elencar recomendações para a melhor inserção da juventude rural nos programas e políticas de acesso à terra. A reflexão foi possível a partir de dados da realidade brasileira e de estudos de caso em áreas de atuação do Programa Nacional de Reforma Agrária e do Programa Nacional de Crédito Fundiário nas regiões Nordeste e Sul. O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) propôs o estudo em resposta à demanda do Grupo de Trabalho (GT) de Juventude Rural da Reunião Especializada sobre Agricultura Familiar do Mercosul (Reaf). Este GT é composto por representantes dos governos nacionais e da sociedade civil dos países membros. Seu objetivo é discutir propostas e iniciativas voltadas para o segmento da juventude rural, em um espaço estratégico de diálogo permanente para promoção e efetivação de políticas públicas.

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Marcio De Miranda Santos (Sup.) - Organizações Estaduais De Pesquisa Agropecuária (Oepas): Estruturando Instrumentos De Planejamento Para A Sua Consolidação














O estudo sobre o papel das Organizações Estaduais de Pesquisa Agropecuária (Oepas), realizado pelo CGEE em 2006, apontou a fragilidade institucional da maioria das Organizações Estaduais. Em conseqüência desse resultado, o governo federal disponibilizou recursos no Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) da Embrapa para fortalecer as instituições estaduais e, consequentemente, o Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária.

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Pedro Ramos - Índices De Rendimento Da Agropecuária Brasileira














Este trabalho tem como objetivo principal relatar a história recente quanto à iniciativa governamental para o cumprimento da norma constitucional referente à função social da terra, particularmente no que toca à sua dimensão produtiva ou estritamente econômica. Assim, destaca dessa problemática principalmente o esforço feito – e as resistências a ele – de atualização dos indicadores de utilização da terra e de eficiência das explorações agropecuárias. Isso, como se sabe, está inserido na busca de realização de uma efetiva reforma agrária no Brasil. Portanto, a maior parte do trabalho – a de número 4 – aborda aspectos institucionais e relata fatos ocorridos entre 1989 e 2002 quanto àqueles esforços e resistências, o que significa afirmar que a atual administração federal vem enfrentando uma questão não resolvida pelas administrações anteriores. Isso porque, convém lembrar, a reforma agrária é uma medida ou um processo cujo encaminhamento se faz no âmbito da política, já que ela tem implicações de ordem econômica e social, relacionadas à geração e à apropriação – ou à distribuição – da riqueza produzida no país.

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