Postagem em destaque

Estamos Em Uma "Casa" Nova

Convidamos todos os nossos visitantes a conhecerem a nova Biblioteca Virtual Livr'Andante ( www.livrandante.com.br ).

Mostrando postagens com marcador Unicamp. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Unicamp. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Beatriz Kushnir - Cães De Guarda














Esta pesquisa tem como temática mais geral os procedimentos censórios no Brasil,do pós AI-5 à Constituição de 1988. A análise, contudo, é abordada a partir da relação entre censores e jornalistas sob a perspectiva do colaboracionismo, ou da não oposição às medidas restritivas. Isto porque, no processo de investigação, constatei que os primeiros censores deslocados para Brasília, quando da transferência da capital, eram jornalistas. Assim, por um lado foram mapeados o loeus institucional das agências de censura no aparelho de Estado, as tramas legislativas construídas no período Republicano, e as gerações dos Técnicos de Censura do DCDP - Departamento de Censura de Diversão Pública - além de toda a estratégia corporativa montada por este grupo para sobreviver após a decretação do fim da censura oficial, em 1988. Por outro, foi redesenhada a trajetória do periódico Folha da Tarde, do Grupo Folha da Manhã, que tinha a fama de possuir, em sua redação, jornalistas que eram policiais, sendo acusado também de colaborar com o regime que se instalou no Brasil em 1964. Partindo de uma abordagem da história cultural, cruzam a metodologia deste trabalho a união da história política com a história oral, dando voz aos personagens dessa trama - jornalistas e censores.O foco na Imprensa permite também refletir a relação entre estes dois profissionais das letras- jornalistas e historiadores- na investigação e feitura da história do tempo presente.

Baixe o arquivo no formato PDF aqui e epub aqui.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Otaviano José Pereira - Salva Tua Alma! A Trajetória Do Cristianismo Da Igreja Como Negação Do Corpo E Os Impasses Do Clero Contemporâneo














Este texto tem tudo para ser uma tese "burguesa" sobre a questão do corpo. Em que sentido? Quando reivindica principalmente o primado da "leitura erótica", não absolutizando, mas tentando dar maior ênfase a este viés de leitura, diante da proliferação de interpretações sociais que o tema tem recebido. O autor não está preocupado com rótulos. E tem consciência de que não quer anular o discurso acentuadamente social da "leitura" do corpo que, principalmente a corrente chamada Teologia da Libertação tem elaborado, e com méritos.

Baixe o arquivo no formato PDF aqui.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Christina Da Silva Roquette Lopreato - O Espírito Da Revolta: A Greve Geral Anarquista De 1917














Desde o final do século XIX e o início do século XX, o Brasil deu início a uma intensa política de imigração; sendo que no período subseqüente à abolição do regime escravista (1888) esse processo foi consideravelmente acelerado. Os imigrantes, compostos por homens e mulheres vindos de diferentes países do continente europeu, tais como Alemanha, Itália, Espanha e Portugal, chegaram no Brasil, em especial no estado de São Paulo, seduzidos pela idéia de alcançar uma melhor situação de vida e de, como eles mesmos diziam, “Fazer a América”. Inicialmente, larga parcela destes trabalhadores foi empregada no meio rural, substituindo os negros (até então escravos) no trabalho agrícola em lavouras cafeeiras. O tratamento endereçado ao trabalhador recém chegado no país carregava consigo, ainda, um acento fortemente escravista, que parecia não reconhecer a liberdade contratual existente nas relações sociais de conteúdo capitalista. Recebendo salários de subsistência, alocados em péssimas moradias, realizando altas jornadas diárias de trabalho,e, até sofrendo castigos físicos, esses trabalhadores começam a perceber que seu sonho estava se transformando em um pesadelo. Insatisfeitos com essa situação, esses trabalhadores começam a se revoltar e fugir das fazendas. Aqueles que possuíam condições financeiras melhores voltaram para os seus países de origem, aqueles que não, se dirigiram para outros locais dentro do próprio pais, sendo que um número considerável destes se dirigiu para a capital paulista, onde iriam compor um jovem movimento operário, que se formava junto à incipiente indústria brasileira. Juntamente com a corrente imigratória que trouxe os trabalhadores europeus, chegaram também os anarquistas estrangeiros, em sua maioria, procurando refúgio e proteção das perseguições políticas em suas terras natais. Nessa mudança do cenário rural para o cenário urbano, a situação dos trabalhadores não foi alterada de forma substancial; eles continuavam recebendo salários baixos, moravam em cortiços e eram submetidos a uma grande jornada diária de trabalho. Diante da situação existente na sociedade brasileira, o anarquismo se transformou em uma ideologia forte nos meios operários. De acordo com Lopreato, a semente plantada por trabalhadores e militantes estrangeiros germinou. “A planta exótica do anarquismo floresceu em solo paulista e em outras cidades brasileiras, e foi se revelando uma força política ativa, capaz de fazer adeptos e de mobilizar os trabalhadores em movimentos de protesto contra as mazelas da sociedade burguesa”.

Baixe o arquivo no formato PDF aqui.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Marco Antonio Farias Scarassatti - Retorno Ao Futuro: Smetak E Suas Plásticas Sonoras















Uma das tendências mais significativas no contexto das artes no século XX é o processo de interação entre as linguagens expressivas paralelamente ao desenvolvimento tecnológico dos meios sociais de comunicação. Dentro deste novo universo artístico de busca do ideal da Arte total, há de se destacar a importância do compositor suíço naturalizado brasileiro Walter Smetak que, movido pela idéia de que "um novo mundo requer homens novos e uma música nova - e para isso, instrumentos musicais diferentes" (Smetak, 1991: 184), bem como através de seus conhecimentos como compositor, poeta, esotérico, filósofo e artista plástico, chegou, nos idos da década 60 até o início da década de 80, à concepção e criação de novos instrumentos musicais, ou como eram chamados, "plásticas-sonoras", objetos que, em si, agregavam duas linguagens expressivas: música e escultura. A pesquisa aqui descrita constituiu-se no levantamento, estudo e documentação da obra de Walter Smetak, a fim de discutir seu pensamento e obra, e da mesma maneira, reunir subsídios para a análise de seu processo criativo, apontando a interação entre meios e linguagens, na busca de uma arte inter, trans e multidisciplinar, interação esta, tão bem representada na obra deste verdadeiro alquimista de sons (Moraes, 1985: 5), profeta visionário da multimídia unplugged.

Baixe o arquivo no formato PDF aqui.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Ana Claudia Chaves Teixeira - Para Além Do Voto: Uma Narrativa Sobre A Democracia Participativa No Brasil (1975-2010)














A democracia participativa foi uma construção histórica, feita por atores concretos de esquerda que, buscando responder a problemas concretos, fizeram escolhas e produziram experiências e discursos que resultaram na ampliação dos sentidos da democracia no Brasil. Esta tese busca cotejar passado e presente, tendo como ponto de partida os sentidos e as opções históricas que os atores tinham diante de si no contexto dos anos 1970. Ao utilizar textos produzidos em cada período, tanto de acadêmicos quanto de militantes, o trabalho recupera as distintas visões e o imaginário social construído sobre o tema no interior da esquerda e busca compreender porque determinados modelos institucionais de democracia participativa e não outros saíram “vencedores”. Aqui, o patamar normativo é inserido como elemento da avaliação e não algo que deva ser superado em nome de uma avaliação objetiva das experiências de democracia participativa.

Baixe o arquivo no formato PDF aqui.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Kátia Chiaradia - Ao Amigo Franckie, Do Seu Lobato














Durante o período de 1934 a 1937, estreitaram-se as relações entre Monteiro Lobato e o suíço Karl Werner Franke, engenheiro do petróleo que, imigrado em junho de 1920, passa a chamar-se Charles Frankie. Lobato e Frankie trocaram nesse período de três anos mais de cem missivas além de alguns documentos técnicos relacionados à exploração do petróleo brasileiro. Nessas cartas, Lobato, além de se familiarizar com alguns termos técnicosgeológicos da exploração petrolífera, faz críticas contundentes ao Código de Minas de 1934 e ao "atraso brasileiro" e protagoniza a história das primeiras companhias petrolíferas do Brasil. Em outros momentos da correspondência, entram em discussão questões acerca da parceria na tradução e prefaciação de A luta pelo Petróleo, de Essad Bey, Lobato e Franckie discutem literatura e seus aspectos, como os requisitos para uma boa tradução, ou os critérios para um livro bem editado e bem distribuído. Os exemplares d'A luta são tidos, por ambos, como propulsores de uma nova Era para as pesquisas petrolíferas. Acabei A Luta do Petróleo. O editor daqui pagará 500 marcos ao editor alemão, de direitos, e nós daremos nosso trabalho de tradução de graça em troca de 1000 exemplares para distribuirmos pelo congresso federal e estadual e mais gente do governo que não tem a menor idéia do que seja o petróleo. Vou agora fazer o meu prefácio. Você fará o seu - e num apêndice porei no fim a Lei de Minas, precedida duma introdução maquiavélica em que se foi a Standart que mandou fazer aquela lei cheia de embaraços, para que ela pudesse sossegadamente ir adaptando as terras petrolíferas até o dia em que entenda-se em explorar petróleo. Aí então cairá a Lei de Minas atual, que se terá aproveitado a ela, e virá uma nova que a favoreça. ... O livro é que vai abrir os olhos dessa gente, mostrando a significação do petróleo. Ninguém sabe. Este país é uma burrada imensa...(...) Fundação de companhias, críticas a uma legislação falha e a busca de uma que privilegie os interesses nacionais da exploração do petróleo, relações cotidianas de perfuração, implicações políticas de um livro: é disso basicamente que se ocupam tais cartas, representativas dessa parceria "político-ideológicoliterária". A dissertação em questão estuda o cruzamento dessa correspondência entre Lobato e Frankie com a ficção O poço do visconde e a prosa crítica sóciopolítica de O Escândalo do Petróleo, apontando semelhanças e divergências na abordagem do mesmo tema por diferentes gêneros.

Baixe o arquivo no formato PDF aqui.

sábado, 24 de janeiro de 2015

Paulo Jose Olivier Moreira Lara - Fragmentos Das Táticas Da Cultura: Técnica E Política Dos Usos De Mídia














Esta pesquisa verifica a adaptação do conceito de "tática" desenvolvido por Michel de Certeau e utilizado como fundação teórica de um movimento denominado Midia Tática. Com origens na Europa no final do século XX, este movimento herda modos de expressões culturais aliados à uma construção crítica do aparato tecnológico, notadamente das mídias eletrônicas e informáticas. Situamos a discussão sociológica a partir do conceito de racionalidade emergido no debate sobre recentes mutações na configuração do capitalismo e da tendências à novas formas de dominação que se erguem apoiadas no desenvolvimento tecnológico e na mudança das condutas erigidas das transformações do século XX. Para isso, situamos a Mídia Tática no contexto e discussões que deram origem a esta percepção e discutimos aspectos de recentes manifestações de oposição enquanto culturas que se utilizam desta noção em seus diferentes aspectos de intervenção. A intenção é observar os módulos de conflito e contradições que se dão quando o aumento das manipulações tecnológicas entram em contato com novas formações coletivas e padrões individuais e verificar os elementos políticos e culturais que resultam desta junção.

Baixe o arquivo no formato PDF aqui.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Maryan Avelar Martins - Processos Artesanais De Manipulação Da Fotografia















Esta dissertação de mestrado está inserida na área de poéticas visuais. Trata-se de um trabalho de criação de imagens, com técnicas mistas, como a pintura, o desenho e a gravura, sobre o suporte fotográfico. Através da criação de meu próprio trabalho plástico, pude me situar em um novo contexto e formar conceitos, através da reelaboração de significado. Abordo a poética das imagens através da metodologia própria à área de artes plásticas e estabeleço relações entre o meu trabalho e a obra de artistas plásticos e fotógrafos que escolhi como referenciais para conduzir a pesquisa. Discuto conceitos relacionados à materialidade das imagens e apresento um panorama sobre arte e técnica no século XX. As evoluções do aparato técnico desde a gravura e o desenho, que situam-se no paradigma pré-fotográfico, até a fotografia e seu paradigma: o fotográfico. Apresento um estudo sobre a formação das imagens e mais especificamente a imagem fotográfica, na qual reside o meu foco de interesse.

Baixe o arquivo no formato PDF aqui.
O site pede cadastro. É fácil, rápido e vale a pena.