O
tema “restrições às exportações” pode parecer, à primeira vista,
estranho para os leitores comuns. Afinal, o que levaria um país a
restringir suas próprias exportações, quando a meta apregoada pelos
teóricos do desenvolvimento econômico é no sentido de maximizar as
vendas externas? Sobre essa questão se debruçou a autora. Em suas
pesquisas, ela descobriu que, em determinadas circunstâncias - sobretudo
quando ocorre um aumento da cotação internacional do preço das
"commodities" – alguns países restringem suas exportações, seja para
manter o insumo internamente e evitar uma possível pressão
inflacionária, seja para agregar valor e exportar o produto mais
elaborado. Essas restrições - na forma de embargo, quota, imposto ou
medidas administrativas – provocam tensões no comércio bilateral e
internacional, chegando a levar a disputas comerciais. O
Brasil não faz uso de restrições às exportações. Entretanto, no período
da crise financeira de 2008-09, época do auge do preço da soja e do
minério de ferro, chegou a cogitar de taxar as exportações desses
produtos. Outros países, porém, como China e Argentina, recorrem a essas
medidas, por razões distintas, aproveitando-se de um certo vácuo nas
disciplinas sobre o assunto na Organização Mundial do Comércio. Por essa
razão, o tema segue atual.
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