A renovação da
Igreja, durante o séc. XX, deveu-se, em grande parte a dois movimentos
de envergadura internacional, surgidos, na realidade de então, nas
periferias do nosso mundo católico, ou seja, na França, Alemanha e
outros países transalpinos. Naquela época a América Latina ainda não
contava muito no mapa da Igreja. O Concílio Vaticano II, por sua vez,
foi o grande marco histórico. Lá se fizeram presentes representantes
desses dois grandes movimentos e fizeram ouvir suas vozes. Lá também
estavam presentes os representantes dos continentes “distantes”, como se
dizia na época. Assim, a periferia da Igreja alargou-se de maneira
impressionante e os dois movimentos citadas se alastraram por todos o
orbe terrestre. Ao longo do ano de 2017, em nossas celebrações
dominicais, seremos guiados pelo evangelista Mateus. Ele escreveu seu
evangelho pressionado por desafios que identificou em sua comunidade.
Ele, com certeza, era um teólogo profundo, mas também com os dois pés
bem no chão, para perceber o que estava causando riscos, quais eram as
possibilidades e como a comunidade poderia encontrar um caminho para ser
fiel ao anúncio do Evangelho. Mateus encontra sua comunidade com um
bom caminho já percorrido. Ao confrontarmos nossas comunidades com a
comunidade de Mateus, percebemos que muitos desafios que nós atualmente
enfrentamos, já eram igualmente desafios naqueles tempos iniciais do
Cristianismo. O mesmo vale para as perspectivas. Assim sendo, podemos
espelhar nossa comunidade e nossa prática pastoral na comunidade de
Mateus e sua prática. Ela pode ser uma luz reveladora para a nossa
prática pastoral.
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