O cinema já foi definido como “a fotografia em movimento”. Isso nos primórdios, quando a nova arte (ainda não reconhecida como tal) se estruturou a partir de um “defeito de fabricação” da espécie humana, cuja visão retém, por uma fração de segundo, as imagens que sua retina capta. É o conhecido fenômeno da persistência retiniana, criando a ilusão de movimento a partir de uma série de fotos fixas que decompõem esse mesmo movimento de seres e coisas, projetadas a idêntica velocidade de sua captação. Isso é o que havia por trás da invenção de Edison ou dos irmãos Lumière. Para que essas projeções fossem bem sucedidas, eram usadas as câmeras cinematográficas, que funcionavam nos mesmos moldes de suas antecessoras fotográficas: bastava colocar o objeto desejado em foco e disparar a objetiva.
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