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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Urbano Sidoncha & Catarina Moura (Orgs.) - Culturas Em Movimento














Culturas em Movimento é um volume urdido no conjunto dos trabalhos apresentados por ocasião do I Congresso Internacional sobre Cultura, realizado em 2015 nas instalações da Universidade da Beira Interior. Essa origem, que podia sugerir uma simples concatenação de peças soltas, insuscetível de criar um corpo homogéneo a que pudéssemos chamar, de jure, “livro”, resultou, nos antípodas dessa estimativa negativa arquitetada na pura superfície da espuma, numa síntese efetiva, cuja origem pode ser situada no próprio tema que motivou o encontro que aqui se celebra a justo título. Ao acolher e concitar uma reflexão livre e despojada de atavismos, ancorada em fundamentos epistemológicos robustos e projetada em temas que disputam abertamente o direcionamento semântico diretamente adstrito ao conceito de “cultura”, Culturas em Movimento soube forjar uma unidade modalmente inatacável, enquanto concebida no livre jogo das reflexões que aqui convergem. Nesse sentido, o livro cumpre integralmente o que promete o seu título: uma tentativa de perpetuar o movimento que radica na sua génese, seja aquele que estabiliza e fixa um sentido de cultura que assim se torna imediatamente operacionalizável nos mais diversos domínios, seja ainda o que perscruta novas possibilidades de significação, nutrindo-se das novas perplexidades assim emergentes e (a)firmando-se convictamente na vertigem do que intencionalmente se constrói a partir desse benigno sentimento de privação.

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terça-feira, 7 de junho de 2016

Anabela Gradim And Catarina Moura - Communicating And Evaluating Science (Inglês)














Nowadays the scientific community is the unequivocal result of the way these last years exponentially emphasized the challenge to define and stabilize parameters that allow communication and evaluation of science to benefit from the necessary credibility it takes to sustain a complex paradigm. Thought after – and as a result of  –  an  international  conference  on Emerging Publication Models organized within  a  project  devoted,  precisely,  to  the  Communication  of Science,  this book reflects and echoes, through thirteen essays, the concerns of thousands of researchers, professors, students and librarians who feel, about their work (about their future), the permanent pressure of a system whose intricate functioning, to some extent, remains unclear.

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quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Anabela Gradim & Catarina Moura (Orgs.) - Comunicar E Avaliar Ciência














A comunidade científica é hoje o resultado inequívoco do modo como os últimos anos acentuaram exponencialmente o desafio de definir e estabilizar parâmetros que permitam que a comunicação e avaliação de ciência possam beneficiar da credibilidade necessária à sustentabilidade de um complexo paradigma. Pensado na sequência - e como resultado - de uma conferência internacional sobre Modelos de Publicação Emergentes organizada no âmbito de um projeto dedicado, justamente, à Comunicação de Ciência, este livro reflete e faz eco, a partir de treze ensaios, das preocupações dos milhares de investigadores, professores, estudantes e bibliotecários que sentem, sobre o seu trabalho (sobre o seu futuro), a pressão permanente de um sistema cujo intrincado agenciamento permanece, até certa medida, opaco.

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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Francisco Paiva & Catarina Moura (Orgs.) - Designa 2011: A Esperança Projectual/Projectual Hope














Cedo assumimos o desiderato de questionar o actual momento de incerteza civilizacional que assola a Europa, tentando perceber o grau de envolvimento do design no destino colectivo. A transição de um modelo político-social caracterizado pela prevalência da crítica, de pendor democrático, que reivindicou e proporcionou a melhoria das condições de vida a amplos sectores da população, para o estabelecimento progressivo de uma “aurea mediocritas” que sublima a hegemonia ideológica e económica e negligencia princípios fundamentais da condição humana, arduamente conquistados, afigura-se preocupante. A Universidade não pode eximir-se de reflectir sobre este momento cultural que atravessamos. Por outro lado, uma conferência contribui tanto para considerar as diferenças como para perceber os intervalos teóricos e conceptuais que nos separam uns dos outros. Intervalos que, na voz de Arendt (Qu’est-ce la politique? Le Seuil, (1950-59) 2001, p.40) são bem definidores da política, enquanto espaço de relação entre as diferenças humanas. Nesse sentido, esperamos que a DESIGNA tenha contribuido para extrair sentidos ocultos da prática quotidiana, das rotinas de investigação e de ensino de que laboriosamente nos ocupamos e que tantas vezes nos apartam da sociedade, destinatária da acção dos designers. Todos os que aqui vieram comprometer-se com os seus pontos-de-vista contribuem para que essa “parcela da humanidade” apareça na sua pluralidade.

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Francisco Paiva & Catarina Moura (Orgs.) - Designa 2012: In/Sustentabilidade - Un/Sustainability














A palavra sustentabilidade traz-nos ecos, provenientes dos mais diversos qua- drantes, de um discurso contemporâneo centrado na desejável evolução de uma consciência simultaneamente política, económica, ambiental, social e, claro, cultural a propósito do impacto da presença e da acção transformadoras do ser humano no mundo. Consequentemente, o conceito surge associado à progressiva insistência nas práticas que definem o – e se definem pelo – design. Pensar o design a partir da sustentabilidade, mote para segunda edição da DESIGNA, passa por ponderar o papel e responsabilidade do design no seio de um sistema complexo, ditado pelas tensões de uma economia de mercado assente em mecanismos de produção e comunicação tendencialmente hegemónicos, que as últimas décadas formataram à escala mundial.

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terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Francisco Paiva & Catarina Moura (Orgs.) - Designa 2013: Interface














INTERFACE (s.f.) pressupõe, desde logo, um processo de interacção. É um conceito de conexão vulgarmente empregue na informática, electrónica, artes e comunicação, progressivamente em sentido mais virtual que material. Fenómeno óptico e háptico, eminentemente sinestésico, a interface expande a experiência e aumenta o sentido do real. Impõe-se culturalmente pelas múltiplas ligações e mediações tecnológicas e meta-tecnológicas que opera, conjugando opostos: o transparente e o opaco, o superficial e o profundo, o linear e o complexo. As interfaces mais comuns baseiam-se em elementos visuais que executam comandos num dado sistema, software, rede ou dispositivo. Dependem do utilizador e transferem informação entre diversos domínios numa dada plataforma, fixa ou móvel. O design de interfaces trata precisamente do desenvolvimento de métodos, sistemas e objectos vocacionados para a conexão e a comunicação de seres humanos entre si, com e através das máquinas, em regra recorrendo a dispositivos visuais (GUI - Graphic User Interface) que articulam as componentes estéticas, funcionais e tecnológicas. A investigação neste domínio tem progredido muito, encontrando-se referências a interfaces em sentido figurado, literal ou analógico.

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