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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Francisco Paiva & Catarina Moura (Orgs.) - Designa 2011: A Esperança Projectual/Projectual Hope














Cedo assumimos o desiderato de questionar o actual momento de incerteza civilizacional que assola a Europa, tentando perceber o grau de envolvimento do design no destino colectivo. A transição de um modelo político-social caracterizado pela prevalência da crítica, de pendor democrático, que reivindicou e proporcionou a melhoria das condições de vida a amplos sectores da população, para o estabelecimento progressivo de uma “aurea mediocritas” que sublima a hegemonia ideológica e económica e negligencia princípios fundamentais da condição humana, arduamente conquistados, afigura-se preocupante. A Universidade não pode eximir-se de reflectir sobre este momento cultural que atravessamos. Por outro lado, uma conferência contribui tanto para considerar as diferenças como para perceber os intervalos teóricos e conceptuais que nos separam uns dos outros. Intervalos que, na voz de Arendt (Qu’est-ce la politique? Le Seuil, (1950-59) 2001, p.40) são bem definidores da política, enquanto espaço de relação entre as diferenças humanas. Nesse sentido, esperamos que a DESIGNA tenha contribuido para extrair sentidos ocultos da prática quotidiana, das rotinas de investigação e de ensino de que laboriosamente nos ocupamos e que tantas vezes nos apartam da sociedade, destinatária da acção dos designers. Todos os que aqui vieram comprometer-se com os seus pontos-de-vista contribuem para que essa “parcela da humanidade” apareça na sua pluralidade.

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Francisco Paiva & Catarina Moura (Orgs.) - Designa 2012: In/Sustentabilidade - Un/Sustainability














A palavra sustentabilidade traz-nos ecos, provenientes dos mais diversos qua- drantes, de um discurso contemporâneo centrado na desejável evolução de uma consciência simultaneamente política, económica, ambiental, social e, claro, cultural a propósito do impacto da presença e da acção transformadoras do ser humano no mundo. Consequentemente, o conceito surge associado à progressiva insistência nas práticas que definem o – e se definem pelo – design. Pensar o design a partir da sustentabilidade, mote para segunda edição da DESIGNA, passa por ponderar o papel e responsabilidade do design no seio de um sistema complexo, ditado pelas tensões de uma economia de mercado assente em mecanismos de produção e comunicação tendencialmente hegemónicos, que as últimas décadas formataram à escala mundial.

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terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Francisco Paiva & Catarina Moura (Orgs.) - Designa 2013: Interface














INTERFACE (s.f.) pressupõe, desde logo, um processo de interacção. É um conceito de conexão vulgarmente empregue na informática, electrónica, artes e comunicação, progressivamente em sentido mais virtual que material. Fenómeno óptico e háptico, eminentemente sinestésico, a interface expande a experiência e aumenta o sentido do real. Impõe-se culturalmente pelas múltiplas ligações e mediações tecnológicas e meta-tecnológicas que opera, conjugando opostos: o transparente e o opaco, o superficial e o profundo, o linear e o complexo. As interfaces mais comuns baseiam-se em elementos visuais que executam comandos num dado sistema, software, rede ou dispositivo. Dependem do utilizador e transferem informação entre diversos domínios numa dada plataforma, fixa ou móvel. O design de interfaces trata precisamente do desenvolvimento de métodos, sistemas e objectos vocacionados para a conexão e a comunicação de seres humanos entre si, com e através das máquinas, em regra recorrendo a dispositivos visuais (GUI - Graphic User Interface) que articulam as componentes estéticas, funcionais e tecnológicas. A investigação neste domínio tem progredido muito, encontrando-se referências a interfaces em sentido figurado, literal ou analógico.

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