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sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Machado De Assis - Memorial De Aires














Quando começou a escrever o Memorial, Machado perdera Carolina, sua esposa de toda a vida, havia quatro anos. Esse sentimento está muito presente no livro, misto de reflexão sobre a velhice, reconciliação com a vida e retrato das profundas mudanças de um país que tentava se libertar das amarras da escravidão. Nesta obra, Machado dá voz ao Conselheiro Aires, diplomata viúvo que está de volta ao Brasil depois de muitos anos. Ele começa um diário no qual, com um olhar entre o nativo e o estrangeiro, esmiúça as dúvidas de todo um povo em relação ao seu futuro.

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Machado De Assis - Casa Velha














O autor nunca chegou a ver Casa Velha publicado em formato de livro, o que ocorreu somente em 1944. Lançado em 25 episódios entre 1885 e 1886 na revista carioca A Estação, este texto sempre foi um enigma para estudiosos e leitores. Classificado ora como romance, ora como conto, Casa Velha narra a polêmica história de um amor incestuoso a partir das lembranças de um padre, que faz um balanço das perdas e ganhos dessa paixão. Por meio dessa obra, Machado de Assis sugere que há um grande paralelo entre as esferas públicas e privadas da vida e mostra como um drama familiar pode ser um retrato acurado do Brasil do século XIX.

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sábado, 1 de outubro de 2016

Machado De Assis - Quincas Borba














Narrado na terceira pessoa, é a história do ingênuo professor Rubião, mineiro de Barbacena, que recebe como herança todos os bens do filosofo Quincas Borba, mais a incumbência de tomar conta de seu cão – também denominado Quincas Borba -, e divulgar a filosofia conhecida como Humanitismo.

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terça-feira, 27 de setembro de 2016

Machado De Assis - Várias Histórias














Os contos destas Várias histórias , originalmente publicados em jornal entre 1884 e 1891, trazem Machado de Assis em seu auge. Eles têm a marca inconfundível do escritor que acabara de revolucionar a prosa de ficção, com a publicação do Brás Cubas, e que já se dedicava à escrita de outros dois grandes romances, Quincas Borba e Dom Casmurro. Muitas das questões centrais da ficção machadiana resplandecem beste livro. As formulações precisas, as combinações surpreendentes de palavras, as enormidades enunciadas com ligeireza e graça ­ a dicção machadiana em sua plenitude. A frustração amorosa, o adultério, o ciúme e a indecisão ­ são os temas recorrentes do escritor que animam as personagens destes contos. Entre as 16 histórias reunidas na obra, estão obras-primas muito conhecidas, como A cartomante , Um homem célebre e A causa secreta , e outras menos conhecidas, como Entre santos , A desejada das gentes e D. Paula.

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terça-feira, 13 de setembro de 2016

Alfredo Bosi - Machado De Assis: O Enigma Do Olhar
















O livro em foco reúne quatro ensaios: dois, recentes e inéditos, e dois publicados na década de setenta. Trata-se, portanto, de um acerto de ponteiros apurado, concebido e refinado ao longo de duas décadas: o livro, diz o autor, expõe "algumas perplexidades que a releitura do romance machadiano ainda suscita neste seu leitor contumaz". Essa perplexidade, o seu "desconforto moral" (sic) diante dos melhores estudos sobre a questão da perspectiva em Machado, constituem a pedra de toque do primeiro e mais recente ensaio, O Enigma do Olhar. Bosi percebe um hiato entre o texto fonte machadiano e suas análises críticas (inclusive, pode-se depreender, as de próprio punho), sendo a intenção de seu texto diminuir "até os limites do possível" tal intervalo, que, já de partida, é dado como "talvez, infranqueável". A proposta de Bosi é uma "abordagem flexível, interessada não só no mesmo e no típico, mas também na diferença e singularidade." Isso porque o olhar de Machado pode assumir diferentes formas, ora coincidente com a ideologia de seu meio imediato, ora distanciado e crítico. A luz, lembra-nos o autor, não deriva do quadro que ilumina. Machado retrata com fidelidade os tipos característicos da sociedade fluminense do final do século 19. Sua compreensão, contudo, bem como seu estilo, não se limitam a esse contexto histórico e geográfico, e seus personagens vão muito além desse jardim. Temos os tipos, é verdade, mas também a construção elaborada de traços individuais e pessoais. Metáforas e imagens preciosas dão conta da individuação de alguns personagens, que escapam para longe das padronizações, "da vulgaridade dos caracteres".

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domingo, 11 de setembro de 2016

Jaqueline Padovani Da Silva - "Desta Para Melhor": A Presença Das Viúvas Machadianas No Jornal Das Famílias















A vasta contribuição de Machado de Assis ao longo dos 16 anos de circulação do Jornal das Famílias aponta para um conjunto literário que dispõe de cerca de oitenta contos veiculados, na maioria das vezes, de forma seriada. Majoritariamente endereçadas a um público leitor feminino, tais narrativas exploram temas relacionados ao amor e ao casamento, em conformidade com a natureza conservadora do próprio Jornal. Este livro enfatiza o cenário das núpcias explorado pelo impresso de Garnier a fim de que se possa analisar o trabalho feito por Machado no que concerne à temática da viuvez e à possível tomada de “liberdade” assumida pela mulher dentro dos limites sociais impostos pelo matrimônio no século XIX. Com base no estudo das publicações do Jornal e com as noções teóricas da História Cultural, foi possível notar que, apesar do “conservadorismo” apregoado pelo impresso, a figura da viúva machadiana ocupa espaços de modulação entre o teor moralista do periódico e o deboche crítico indiciado em algumas matérias da revista.

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sábado, 30 de julho de 2016

Fabiana Gonçalves - De Poeta A Editor De Poesia: A Trajetória De Machado De Assis Para A Formação De Suas Poesias Completas














Autor dos mais estudados da literatura brasileira, a atuação de Machado de Assis como poeta, no entanto, só mais recentemente tem recebido a devida atenção da crítica. Sendo assim, o estudo de Fabiana Gonçalves vem suprir uma lacuna que de há muito era sentida pelos pesquisadores machadianos. A pesquisa com as Poesias completas, obra publicada em 1901, visou não apenas estudar a produção poética, como também investigar a figura do editor Machado de Assis na organização da antologia.

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Machado De Assis - Memórias Póstumas De Brás Cubas














No dia 27 de dezembro de 1878, Machado de Assis e sua mulher viajaram sob recomendação médica para a Vila de Nova Friburgo, com seus quase mil metros de altitude, para que ele se recuperasse de uma inflamação nos olhos (retinite), da estafa e da insônia que lhe acometia. É nesse clima, “no cimo da montanha” que é gestado Memórias póstumas de Brás Cubas, que se mostraria revolucionário, cá embaixo. Passados mais de 130 anos de sua publicação, a narrativa continua a desafiar os mais argutos críticos e analistas, na tentativa de mapear a sua gênese e complexidade ficcional, com personagens bem delineados, “vivos”, e significados subentendidos. Pela primeira vez, em nossas letras, uma obra problematiza o homem e o mundo com forte viés pessimista, segundo José Guilherme Merquior.

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sexta-feira, 13 de maio de 2016

Raquel Martins Rêgo & Verônica Lessa (Edits.) - Machado De Assis: Cem Anos De Uma Cartografia Inacabada














Cada um de nós traz uma ideia de Machado. Ideia vaga, talvez, difusa, mas eminentemente sua, apaixonada e intransferível. Como se guardássemos um fino véu que se estendesse sobre a cidade do Rio de Janeiro. Paisagem pela qual vamos fascinados e diante de cuja natureza suspiramos. Todo um rosário de ruas e de igrejas - Mata-Cavalos, Santa Luzia, Latoeiros e Candelária. Nomesguias e sonoridades perdidas. Morros derrubados. Praias ausentes. Tudo o que perdemos move-se ainda nas páginas de uma cidade-livro. Cheia de árvores e de contradições, por vezes dolorosas. Chácaras e quintais compridos. Aqueles mesmos quintais que assistiram aos amores de Bentinho e Capitu e dentro de cuja educação sentimental nos formamos. A exposição da Biblioteca Nacional é dedicada aos amigos e leitores de Machado. A idéia tinha de ser abrangente e republicana. E a escolha não podia não ser biográfica neste centenário, quando se redesenha o rosto de Machado. A voz de Machado se faz sentir na exposição a partir da obra e da cidade. Como se tivéssemos de tentar aquele livro de memórias que ele sugeriu em carta a José Veríssimo. Memórias futuras, por onde se move o "narrador anfíbio". A exposição se inspira na "imagem ambígua do mundo" e na visão "unitária da natureza", que Machado persegue nas mudanças da Corte para a Capital Federal.

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Marco Lucchesi & Raquel Martins Rêgo (Orgs.) - Machadiana Da Biblioteca Nacional














Inventário de todo o material documental com autoria principal ou secundária do escritor Machado de Assis (1839-1908) existente nos acervos dos diversos setores da Biblioteca Nacional. Este livro, resultado do trabalho de pesquisa e organização desta Coordenadoria, veio facilitar as investigações sobre obra do escritor classificando o material de acordo com os suportes em que aparecem e os tipos textuais. Inova, ainda, ao relacionar os temas tratados por Machado em seus inúmeros artigos publicados em periódicos.

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sábado, 6 de fevereiro de 2016

Sidney Chalhoub - Machado De Assis Historiador














O historiador Sidney Chalhoub dedicou anos ao estudo da escravidão e da vida operária no Brasil do século XIX. Posteriormente, começou a se interessar pela obra de Machado de Assis. Em Machado de Assis, historiador, procura compreender a produção do romancista a partir do contexto social e histórico que deu origem a ela. O autor analisa romances e contos, em busca do sentido das mudanças do período segundo a visão de Machado. A segunda parte do livro trata do funcionário público Joaquim Maria Machado de Assis. Nas décadas de 1870 e 1880, Machado foi chefe da repartição do Ministério da Agricultura encarregada de acompanhar a aplicação da lei do Ventre Livre, de 1871. Chalhoub identifica as intervenções do romancista nos processos, mostrando que Machado procurava interpretações jurídicas favoráveis ao escravo que se queria libertar. Em seu duplo caminho, de estudo social e análise estética, Chalhoub segue o percurso de críticos como Roberto Schwarz e John Gledson. Machado de Assis, historiador propõe uma leitura da obra do escritor baseada na análise de um período decisivo da história brasileira, que Machado descreveu com lógica satírica implacável.

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quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Machado De Assis - A Mão E A Luva














Publicado inicialmente em folhetim, A mão e a luva estreou em livro em 1874. O romance conta a vida de Guiomar e a escolha entre seus três pretendentes. As reflexões da protagonista são consideradas um perfil da alta sociedade da época. A reedição conta com notas e posfácio da professora da UFRGS Márcia Ivana de Lima e Silva, que traça o "perfil de mulher" que Guiomar representa tanto para a época em que se passa o romance quanto para as demais personalidades de personagens de Machado de Assis.

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Machado De Assis - Iaiá Garcia














Iaiá Garcia foi o último romance de Machado de Assis. Publicado no ano de 1878, é considerado como uma obra da fase romântica do escritor. O espaço em que a história se passa é Santa Teresa, bairro tradicional do Rio de Janeiro. O tempo se dá em meados de 1800, entre o desenrolar da Guerra do Paraguai e o seu final, durante os anos de 1865 e 1870. Por ser um livro da fase romântica de Machado de Assis, em que há características como o sentimentalismo acentuado e a idealização do amor, não existe verossimilhança em Iaiá Garcia. Ao contrário de outros escritores do romantismo, Machado de Assis confere às personagens femininas uma forte personalidade que vai aumentado com o desenrolar na narrativa. Desta forma, as mulheres do livro Iaiá Garcia são diretas, intensas e são as condutoras da história.

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quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Machado De Assis & Outros - A Causa Secreta E Outros Contos De Horror














Os seis autores aqui reunidos representam o que há de mais importante na literatura dedicada ao gênero horror. Do precursor Edgar Allan Poe, que apresenta a atmosfera aristocrática das abadias do príncipe Próspero, personagem do conto “A máscara da morte rubra”, passando pela crueldade psicológica de Fortunato, de “A causa secreta”, de Machado de Assis, ou a morte surpreendente de Elias, um cientificista que sofre a vingança de um bicho no conto “A selvagem”, do irlandês Bram Stoker, autor da mais famosa história de vampiro na literatura, Drácula (1897). E ainda “A mão”, do francês Guy de Maupassant, “O rapa-carniça”, de Robert Louis Stevenson e “O cirurgião de Gaster Fell”, do também escocês Arthur Conan Doyle. Todas as histórias aproximam o leitor do obscuro e do indizível que muitas vezes só a literatura consegue traduzir.

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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Carlos Rocha - Ressurreição E O Romance Urbano Romântico














O autor tenta mostrar que Ressurreição, romance publicado por Machado de Assis em 1872, não apenas diverge em parte do gosto literário vigente na época como instaura uma nova temática na tradição romanesca brasileira, que era, então, ainda bastante incipiente: a dúvida. Segundo o pesquisador, por meio de uma técnica que ao mesmo tempo explica os expedientes narrativos e conta a história do protagonista, o narrador consegue fazer confluir para o campo da incerteza tanto o ponto de vista quanto a perspectiva do herói. Há por isso, em "Ressurreição", certa "suspensão da realidade", que para o pesquisador afasta a obra das abordagens convencionais do romance urbano do romantismo brasileiro e a aproxima do romance mais moderno que se fazia na Europa. Ali, essa modalidade literária adquiriu status de gênero burguês por excelência, por expressar os valores, os costumes e os anseios dessa classe e ainda servir como vigoroso instrumento de análise da nova civilização do capital. Do mesmo modo, para o autor, o romance de Machado, ao redefinir seus próprios procedimentos estruturais e reelaborar sua temática, sofisticando a percepção da realidade, logra promover uma densa análise crítica dos indivíduos e de seus interesses subjacentes às interações sociais. É, neste sentido, um dos embriões dos grandes romances da fase madura do escritor carioca.

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segunda-feira, 27 de julho de 2015

Machado De Assis - Ressurreição














Machado de Assis (1839-1908) elevou a literatura brasileira ao nível das melhores do mundo, consagrando-se como um dos maiores nomes da cultura do país. Sua obra reflete a sociedade burguesa do final do século XIX, um Rio de Janeiro provinciano submetido às novidades de Portugal e da Europa. Universal, a prosa de Machado juntou o estilo impecável e a ironia à crítica mordaz e ao humor. Ele construiu personagens imortais como Capitu e Bentinho em Dom Casmurro, entre outros, e escreveu alguns dos maiores livros da nossa literatura. Ressurreição é o seu romance de estréia e nele destaca-se o caráter romântico da trama, repleta de encontros e desencontros, sorrisos e lágrimas, num vai-e-vem de paixões que deixa o leitor em permanente expectativa. Uma obra peculiar que, embora não tenha o caráter realista da grande obra machadiana, tem o talento da narração, e o estilo que explodiria mais tarde em Dom Casmurro, Memórias Póstumas de Brás Cubas e Quincas Borba.

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terça-feira, 21 de julho de 2015

Machado De Assis - As Bodas De Luís Duarte














Como um grande contista, Machado de Assis escreveu cerca de 200 contos em toda a sua carreira. Um desses contos é As Bodas de Luís Duarte, que faz parte do livro Histórias da Meia-Noite, publicado pela primeira vez em 1873. No enredo, Luís Duarte está no dia de seu casamento com Carlota Lemos. A história é contada em apenas um dia, e gira em torno do festejo. Tudo é contado de forma maravilhosa, como o casamento dos sonhos de qualquer pessoa. Mas no fundo, analisando as palavras escritas por Machado de Assis, pode-se perceber certa ironia em grande parte do que é escrito, típico do autor.

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segunda-feira, 15 de junho de 2015

Machado De Assis - Conto De Escola E Outras Histórias Curtas














Esta obra reúne seleção de dez contos de Machado de Assis: Um Apólogo, A Cartomante, Três Tesouros Perdidos, Conto de Escola, Jogo do Bicho, Um Homem Célebre, Pai contra Mãe, Cantiga de Esponsais, O Caso da Vara e Umas Férias. Ao final é apresentada uma Cronologia que ressalta momentos relevantes da vida do autor.

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domingo, 3 de maio de 2015

Machado De Assis - O Alienista














O alienista é um tipo de relato em que os acontecimentos não são estritamente realistas, no sentido da verossimilhança, mas que, a exemplo de uma fábula, ilustram, simbolizam e criticam os valores da sua época.
Argumento: Simão Bacamarte, médico formado em Portugal, instala-se em Itaguaí, no interior do Rio de Janeiro com o objetivo de estudar a loucura e sua classificação. Ou como ele próprio dizia: “A ciência, é o meu emprego único; Itaguaí é o meu universo.” Vem daí a sua idéia de confinar os loucos no mesmo local. Com apoio da Câmara Municipal, constrói um hospício, designado pelo nome de Casa Verde. Num primeiro momento, Bacamarte confina os loucos mansos, os furiosos e os monomaníacos, isto é, aqueles que a própria comunidade julgava perturbados. Num segundo momento, após muitas leituras e meditações científicas, o Dr. Bacamarte comunica a seu melhor amigo, o boticário Crispim Soares, a idéia de que “a loucura era até agora uma ilha perdida no oceano da razão;” e que ele começava a suspeitar que ela fosse um continente…

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Machado De Assis - O Jornal E O Livro














Os textos reunidos neste volume representam uma faceta ainda pouco difundida da obra de Machado de Assis. O romancista, contista, poeta e teatrólogo, autor de numerosas obras-primas da literatura brasileira, cede lugar ao crítico rigoroso e ao cronista atento aos temas culturais mais importantes de seu tempo. As intervenções de Machado no debate público sobre literatura fornecem juízos valiosos sobre sua própria evolução como escritor e intelectual. Publicadas na imprensa carioca entre as décadas de 1850 e 1870, estas amostras do pensamento crítico do futuro autor de Memórias póstumas de Brás Cubas permitem identificar algumas das linhas mestras da primeira fase de sua produção: a recusa enfática do realismo de Émile Zola e Eça de Queirós, a publicação seriada de contos e romances no formato de folhetim e, sobretudo, a aguda consciência de escrever num país cuja recente independência política ainda não havia se consumado numa efetiva independência literária.

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