Chama atenção, não obstante, a raridade das cartas nos dois
primeiros anos desse período. De 1890, conservou-se apenas uma, de 17 de
outubro, em que Machado apresenta ao Barão do Rio Branco seus pêsames pela
morte do pai, Visconde do Rio Branco [280]. O original está no Arquivo
Histórico do Itamaraty. Das três que aparecem em 1891, duas são de Machado,
[281] e [282], guardadas, respectivamente, no Instituto Histórico e Geográfico
Brasileiro e na Biblioteca Nacional; a outra, do cunhado Miguel de Novais,
ficara em mãos da sobrinha-neta de Carolina, encontrando-se hoje no Arquivo da
ABL [283]. A explicação óbvia é que a truculência do governo republicano ou
teria emudecido Machado e seus correspondentes, ou forçado Machado, em geral
zeloso guardador de cartas, a não conservar, por prudência, as recebidas nesse
período.
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