A intensificação da exploração dos trabalhadores é a saída construída
pelo capitalismo no contexto de sua crise estrutural. Com a
reestruturação produtiva adotada, fica evidente a precarização das
condições de trabalho com a regressão dos direitos sociais e
trabalhistas, o aumento de doenças físicas, de distúrbios emocionais, de
casos de acidentes e mortes decorrentes do processo produtivo. Com a
ascensão total do capitalismo, estes problemas se tornam mais
recorrentes e equalizam-se mundialmente com o acirramento da
concorrência comercial. A estratégia adotada da obsolescência planejada
das mercadorias, para aumentar a rotatividade consumista, se torna a
prática atual de extração da mais-valia, contribuindo com a
intensificação da degradação dos trabalhadores e do meio ambiente. Desse
produtivismo, o aumento da poluição é sua consequência e o mundo único
se consolida com a economia mundializada, ou seja, poluindo nos EUA ou
na China não faz a menor diferença por se tratar da mesma atmosfera.
Neste contexto da globalização neoliberal, os imperativos da expansão e
acumulação capitalistas se revelam enquanto um Sistema Capitalcrático,
ou seja, uma configuração decorrente da síntese de um poder da classe
economicamente hegemônica com sua totalização política, enquanto um
império de classe na ordem mundial. Assim, o Estado moderno, enquanto
instância política que legitima o interesse da classe burguesa, se
mostra indissociável do capital e se consolida, de vez, em uma
capitalcracia (poder do capital) e não em uma democracia (poder do
povo).
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