Lavoura arcaica é um texto em que se entrelaçam o novelesco e o
lírico, por meio de um narrador em primeira pessoa - André, o filho
encarregado de revelar o avesso de sua própria imagem e,
conseqüentemente, o avesso da imagem da família. É sobretudo uma
aventura com a linguagem: além de fundar a narrativa, a linguagem é
também o instrumento que, com seu rigor, desorganiza um outro rigor, o
das verdades pensadas como irremovíveis. Lançado em dezembro de 1975, Lavoura arcaica
foi imediatamente considerado um clássico, "uma revelação, dessas que
marcam a história da nossa prosa narrativa", segundo o professor e
crítico Alfredo Bosi.
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