O Dicionário
foi escrito por 261 colaboradores e, como aponta a sua coordenadora
geral na Introdução, há evidentes diferenças nas estratégias de
pesquisa usadas, bem como na experiência dos autores em pesquisa e,
especificamente, em investigação histórica. A recomendação aos
autores foi a de usar "redação em linguagem direta, na afirmativa,
sem adjetivações", diz ainda a coordenadora. Como constatamos na
apreciação geral do Dicionário e na leitura de uma amostra dos
verbetes, a maioria deles segue efetivamente tais recomendações, tem
texto conciso e sóbrio e referências bibliográficas essenciais, dando
uma visão geral da instituição e podendo ser também um bom ponto de
partida para pesquisas adicionais. Alguns poucos verbetes (desta
amostra que lemos) fogem deste padrão, estendendo-se em afirmações de
caráter excessivamente ideologizado, opinativo. Porém, como indica a
professora Ana Maria Jacó-Vilela, as diversas maneiras como os
autores se expressam são também indicativas do estágio de
desenvolvimento da pesquisa em história da psicologia no Brasil e,
acrescentamos, não há nada que a leitura crítica não possa superar.
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