Que a Psicologia existe, nós o sabemos muito bem. Acaso os cursos de Psicologia, em seus diversos níveis de graduação, especialização, mestrado e doutorado, bem como o exercício profissional em suas especialidades, não estão regulamentados pelo MEC, por conselhos e sindicatos de Psicologia? Acaso não compramos nas livrarias, buscamos nas bibliotecas ou mesmo ganhamos dos amigos livros cujos autores são professores, pesquisadores ou profissionais da Psicologia? E o que dizer das diversas associações nacionais e internacionais da Psicologia, às quais nos associamos e frequentamos, ainda que apenas para os grandes congressos e simpósios? Também não é a Psicologia uma área do conhecimento, à qual somos convidados ou intimados a assinalar sempre que preenchemos algum formulário para o CNPq, Capes e tantos mais? E quanto à avaliação da produção docente das universidades brasileiras, acaso não recebem maior pontuação as publicações na área ou voltadas para os pares? Além do mais, não se constata uma demanda crescente para que os psicólogos se coloquem em cena como aqueles que detêm a competência técnica para dizer a verdade dos sujeitos, da loucura, do crime, dos relacionamentos, dos conflitos, das vulnerabilidades e dos riscos?
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