Esta dissertação tem como objetivo analisar o desempenho do Governo,
frente às crises econômicas ocorridas nos últimos 30 anos do século XX e
traçar um paralelo entre as conseqüências das medidas tomadas nestes
planos e a hipótese de Thomas Sargent (1982) mais tarde comentada por
Franco (1995), sobre as quatro hiperinflações do período pós-primeira
guerra mundial.
Esta análise considera fatos históricos e decisões da cúpula econômica
do governo, com destaque para a eficiência das ações tomadas por ocasião
dos Planos Cruzado e Real.
Um primeiro capítulo apresenta uma introdução aos fatos históricos da
conjuntura econômica dos governos no período analisado e faz um resumo
descritivo das hipóteses de Sargent.
No segundo capítulo um detalhamento e análise do Plano Cruzado e suas
conseqüências na variação de alguns índices econômicos, como inflação,
taxa de juros, câmbio, déficit público, crescimento, etc.
Em um terceiro Capítulo, idêntica abordagem sobre o Plano Real e seus
resultados.
No quarto capítulo, apresento a conclusão dos estudos, inclusive
analisando os resultados obtidos frente aos arcabouços teóricos.
O foco deste estudo sobre os Planos Cruzado e Real, passando à margem de
outros quatro planos, deve-se ao fato peculiar desses dois planos
partirem, praticamente, das idéias de uma mesma equipe, com André Lara
Rezende, Pérsio Arida, Francisco Lopes, Edmar Bacha, Eduardo Modiano,
entre outros e terem chagado a resultados completamente diferentes.
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